Arreitada donzella em fofo leito


IX
Arreitada donzella em fofo leito
Deixando erguer a virginal camisa,
Sobre as roliças coxas se divisa
Entre sombras subtis pachocho estreito:
De louro pello um circulo imperfeito
Os papudos beicinhos lhe matiza;
E a branca crica, nacarada e liza,
Em pingos verte alvo liquor desfeito:
A voraz porra as guelras encrespando
Arruma a focinheira, e entre gemidos
A moça treme, os olhos requebrando:
Como é inda boçal perde os sentidos;
Porém vai com tal ancia trabalhando,
Que os homens é que veem a ser fodidos.
Bocage, Poesias eroticas, burlescas e satyricas, London, 1926.
[Renegade]