Poema para alevantar a moral / Bocage 4ever

Renegade passou por aqui e achou que o Spectrum estava a precisar de alguma tusa. O poema que se segue é dedicado a tod@s @s colaboradores/as do Spectrum, a todos os homens que já geraram vidas e aos outros e, em especial, aos meus amigos.

XIII
É pau, e rei dos paus, não marmelleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser arvore de figo,
Da glande o fructo tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como o zambujeiro;
Occo, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando ás vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
Á roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nú;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um u;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar metta-o no cu.
Bocage, Poesias eroticas, burlescas e satyricas, London, 1926.

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