Helena Roseta II


«Não estou disponível para pactuar com esta degradação. Não aceito o triunfo do tacticismo de todos os partidos – incluindo o PS – sobre os interesses da cidade. Nem que se tenha deixado nas mãos do PSD a chave de uma solução para a qual todos deviam estar a contribuir, porque todos têm responsabilidades» Helena Roseta
É conhecido o facto de José Sá Fernandes ter sido o primeiro a pedir eleições intercalares, isolado, enquanto todos os partidos e Vereadores andavam a pensar mais na sua estratégia individual do que no estado da cidade.
É sabido que foi também José Sá Fernades que fez a oposição mais eficaz às questões da corrupção, betonização da cidade e tráfico de influências, que foram, no fundo as questões que levaram à queda da Câmara.
Creio que seja também consensual que Sá Fernandes é um Vereador verdadeiramente independente dos partidos políticos (não é um rebelde do Bloco que aceita ser deputado se puder sentar nas filas de trás da bancada e disser umas bocas de vez em quando); é detentor de uma honestidade à prova de bala; ama realmente Lisboa (mesmo que achemos que o amor dele já é demasiado antiquado, porque prefere o património histórico e ambiental aos túneis e aos terminais de cruzeiros) e que tem simpatia pela própria Helena Roseta (que chegou a participar num debate promovido pelo Sá Fernandes, em Fevereiro, sobre Urbanismo, com os apoiantes Gonçalo Ribeiro Telles e João Seixas).
Finalmente, aparentemente, por aquilo que se tem lido (ver p. ex. artigo do Rui Tavares hoje no Público), parece que as ideias de ambos para a cidade têm mais pontos coincidentes do que divergentes.
Assim sendo: Qual é a razão para que os dois não se entendam e não concorram juntos?
E esta pergunta vai sobretudo para a Helena Roseta, que só chegou agora, vinda de outras lutas, mas que fala (como se vê na frase acima) como se “fossem todos iguais”, havendo a necessidade de vir alguém de fora dos Partidos (nem que seja de fora desde há 6 dias), meter a Câmara na ordem.

5 thoughts on “Helena Roseta II

  1. É simples: porque ela quer ser pelo menos vereadora, no PS já não há abébias para quem mija fora do penico e no BE não há espaço para dois vereadores. E estou mesmo a ver que se ela for a votos o PS se vai lixar outra vez…
    Isso é que era a grande barraca!!! Depois de tanta merda o Carmona ainda vai ganhar as eleições!

  2. Concordo contigo. Ocorreu-me a mesmíssima pergunta assim que a vi anunciar a saída do PS.
    E, se bem que o tempo para a campanha seja muito curto, não sei se no geral essa “coligação” não seria maior do as duas candidaturas em separado. Acho que a Helena Roseta não estava nada sozinha na posição que tinha no PS.

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