Vai tudo a baixo!

Eis um caso que ainda vai servir de estudo para alguns académicos.
Para os mais distraídos, a CML está falida e começou a rescindir contratos de avenças.
Inicialmente eram só para ser umas avenças que a Câmara tinha com uns juristas, uns arquitectos, uns médicos, umas floristas, etc… mas quando se foi a ver, havia também malta a recibos verdes, com mais de 3 anos de serviço na CML que também foram corridos.

Até aqui, infelizmente, nada de novo.
Acontece alguém criou um blog, onde se podem pôr comentários anónimos.
Os funcionários da CML podem ir lá e mandar umas bocas, qual plenário do século XXI…

Muito engraçado… Apesar de ter sentimentos contraditórios em relação a estas coisas (tipo fórum TSF), não deixa de ser enriquecedor dar uma vista de olhos no blog:
Começou-se por denunciar os despedimentos e alertar para que estavam em causa cerca de 1000 postos de trabalho precários. Depois foram trocadas algumas informações e começou-se a perceber que alguns dos recibos verdes eram afinal boys e girls do Carmona. Depois alguém lembrou que há avenças tão antigas que as pessoas até já estão aposentadas e continuam a receber, e agora instalou-se o caos: Alguém publicou uma lista dos avençados que recebem mais de 500 contos por mês e aparecem lá os carmongas todos – como seria de esperar – mas também a mulher do próprio Ruben Carvalho, que afinal é professora na Faculdade Direito de Lisboa…
Mais: Parece que desta lista dos “mais que 500”, nenhuma avença foi rescindida. O blog está ao rubro e cheira-me que está a fazer mais pela luta do que todos os burocratas sindicais juntos.

12 thoughts on “Vai tudo a baixo!

  1. boa “caxa” malta.
    Fica o agradecimento por este blogue estar a ficar cada vez mais uma referência incontornável na internet, quando o panorama geral é o da proliferação de gente inelegivel

  2. “o que eu ando a espalhar pela blogosfera é uma merda”?
    Registo a tua falta de argumentação!
    Registo ainda a demagogia do saneamento do “acessor do croquete” quando o Bloco de Esquerda já emitiu um comunicado público a criticar os despedimentos levados a cabo pela veração… a que pertence!

  3. Rui: Não tomes pessoalmente a coisa. O termo ‘merda’ é forte, mas como sabes a blogosfera é mais dada à provocação do que a argumentação mais fina…
    De qualquer forma, na verdade, creio que a tua mensagem, tem os erros políticos que cometeu o PCP (pelo menos na fase inicial) e o Sindicato dirigido pelo PCP:
    1. Diz que estão em causa 1000 postos de trabalho, não separando “o trigo do joio”, não tendo a sensibilidade para compreender que muitos dos recibos verdes não devem continuar na Câmara e que são os próprios trabalhadores a dizerem isso (ver o blog dos precários). Não dizer isto claramente (e pior: dizendo o oposto) é de uma cegueira política tremenda! É dividir e enfraquece a luta, nomeadamente a luta contra os clientelismos politico-partidários e tráfico de influências. Para além disso afugenta os apoios do resto da sociedade, visto que os casos imorais estão aí. Os lisboetas veêm-nos e acham que devem ser problemas a ser resolvidos.
    2. Ao mesmo tempo esquece o argumento de ouro que é “cumpra-se o que foi aprovado – só com 2 votos contra – pela própria Câmara e pela Assembleia Municipal”. E não se diz por puro sectarismo: Afinal como se vai exigir o cumprimento do Plano de Saneamento financeiro e, ainda por cima, logo aquele ponto que foi introduzido pelo Bloco como uma das exigências para votar a favor? Não vai, não é?
    3. Aliás, por falar em argumentos irresponsáveis, como não articular a luta contra a rescisão de avenças com um discurso de combate ao desperdício e de saneamento financeiro? Como é que num contexto de falência do município, amplamente documentada e aceite por todos (não estamos a falar da obcessão pelo déficit da direita mas sim de falência), como é que num contexto destes, um partido de esquerda, propõe a descida de impostos sobre o património (descida de receitas) e não tem uma única medida de contensão de despesa? Mais: vota a favor de salários de 800 contos para assessores?
    4. E continuando com os erros de argumentação: Como é que se dirige todas as baterias contra o Sá Fernande e o Bloco de Esquerda, deixando totalmente impunes e livre de pressão quer o PS e António Costa, quer a Direita, responsável pela crise e que também podia ser apertada, quer até a Roseta que tem mais vereadores do que o BE e que poderia ser um aliado importante, mas, pelo contrário, absteve-se no plano de saneamento financeiro, dizendo que era um saneamento pelo lado das receitas, que não cortava suficientemente nas despesas.
    5. Pelo contrário, que tiro no próprio pé dás! Quando pões todas as culpas e toda a pressão no BE, fazendo tudo para fragilizar a posição do Vereador que mais tem bardado (juntamente com os 2 do PCP) contra as rescisões e que – sim – ainda por cima tem pelouros dentro da Câmara e por isso mesmo tem um peso político e uma capacidade de pressão junto António Costa que os outros 2 não têm. Ainda agora ridicularizas a posição dele (ou do BE) como se não fosse importante que um Vereador com pelouro esteja a contestar uma medida em concreto e a exigir a imediata reavaliação de todos casos.
    Já reparei que alguns quadros do PCP estão a corrigir a mão destes erros óbvios. Ainda assim, dizem para o BE: “Então abandonem imediatamente os vossos pelouros e ponham-se do nosso lado a gritar “injustiça!”.
    É por tudo isto que digo que no fundo, mensagens como a tua, são sobretudo mensagens anti-acordo de Lisboa, anti-BE-a-aceitar-rsponsabilidades, mais do que uma genuína preocupação em travar os despedimentos e promover a integração dos recibos verdes no quadro.
    Mais uma vez compreendo o PCP: Se o BE conseguir ganhar esta batalha difícl (e que ainda é mais dificil com este ruido todo) tem todas as condições para sair extremamente prestigiado disto tudo.

  4. Foi graças a todo este “ruído” que a comissão concelhia do BE teve de enviar uma nota a criticar os despedimentos.
    Na mesma nota afirma que o BE desconhece os critérios de despedimentos na CML
    Na mesma nota o BE acusa o seu parceiro de coligação (O PS) de não cumprir o acordado, nomeadamente: sujeitar à Assembleia Municipal as razões e a decisão dos despedimentos.
    Finalmente, se faço maior “pressão” sobre o BE – é porque o BE manifestamente é mais “impressionável” do que o PS. E eu, como trabalhador precário (há 7 anos) desempenhando funções de bibliotecário (não de “acessor do croquete”) faço o que entendo que devo fazer para salvaguardar o meu posto de trabalho.

  5. A esposa do Ruben recebe todos os meses QUINHENTOS CONTOS DA CAMARA, a somar ao ordenado de professora da F.D.L.
    Isto deveria merecer o repudio generalizado, de quem se diz de esquerda..
    Mas é sempre o mesmo, os mais moralista os mais puros, e vai-se a ver e calam sempre os verdadeiros escandalos.

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