Tenham medo, muito medo…

Nas eleições intercalares de Lisboa em 2007, após 6 anos de gestão PSD/CDS, após o executivo ter caído de podre, com um passivo que aumentou mais de 300%, com uma câmara que estava paralisada, sem nenhuma promessa eleitoral cumprida, com boa parte dos vereadores constituídos arguidos, PSD + Carmona + CDS tiveram 69.698 votos. Mais 12.947 do que António Costa.
Esta desproporção é uma questão muito séria, que trago agora à baila por causa do Expresso desta semana.
Santana_Lopes4[1].JPG
No Expresso, Santana Lopes aparece como provável candidato do PSD a Lisboa. Diz-se que Seara também quer e foi por isso que decidiu ir mostrar-se à festa do Avante, para as pessoas verem que ele, para além de bom benfiquista e chefe de família, é um homem que sabe estar com o povo…
Ora, Carmona não se vai recandidatar e Roseta vai. Já ambos disseram isso… Para além disso, tanto Santana como Seara, coligam-se facilmente com o CDS em Lisboa e, como sabem, nas autárquicas o presidente de Câmara é sempre o 1º da lista mais votada…
Chamem-me pessimista, mas tenho medo que venhamos a ter saudades dos nossos debates à esquerda, sobre se é legítimo ou não permitir eventos privados na praça das flores em troca de 200 mil euros… Por outro lado, a maior árvore de natal da Europa, a do Milenium BCP, pode ser nossa outra vez.

2 thoughts on “Tenham medo, muito medo…

  1. Apesar da matemática estar certa, duvido que um resultado em Lisboa reproduza a mera soma do padrão das intercalares de 2007.
    Em primeiro lugar, confirmando-se que é Santana, o que muito, muito duvido, cumpre não esquecer que desta vez já o eleitorado alfacinha estará vacinado (vacinado pela gestão autárquica e pela gestão do país). Ainda há muito deserto para PSL atravessar.
    Depois, parece-me também que é permaturo pensar numa transferencia de todos os votos de Carmona em 2007 para uma eventual coligação PSD/PP. Não só Carmona se distanciou do partido pelo qual se candidatou no passado, como não é liquida qual a sua estratégia de apoios eleitorais (poderá querer servir algumas vinganças frias, como é da praxe).
    Cumpre também não esquecer que, numa lógica de bipolarização pela conquista do executivo, o voto útil em António Costa seria muito mais significativo do que em 2007, perdendo Helena Roseta muito do voto de protesto que se materializou perante uma esperada vitória do PS. Caso não se coliguem com o PS, o mesmo poderão sentir o BE e o PCP.
    Finalmente, e mais importante, António Costa é o presidente da câmara em exercício e não um mero challenger, cujos resultados, atendendo ao contexto em que recebeu a cidade, são animadores e mostram um rumo para a capital.
    Apesar de tudo, que mais vale ter juizinho e não dar espaço à direita, disso não haja dúvidas…

  2. ola, e a priiemra vez que venho a este blog.parece-me interessante.=)uma boa ideia, vinda de ti nao se pode esperar outra coisa Volto ca mais vezes para ver as novidades!canhota amiga da egua sorridente*

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