Guilherme Teixeira Pinto – um pedido de desculpas

Escrevi uma entrada aqui no Spectrum sobre uma peça do Diário de Notícias. Essa peça noticiava o falecimento de Guilherme Teixeira Pinto.
Ao escrever a entrada tinha em mente sobretudo contestar a relevância pública dessa informação e a exploração que o DN fazia da morte de alguém pela simples razão de os pais dessa pessoa serem figuras públicas. A entrada que escrevi continha uma série de expressões infelizes e de mau-gosto.
Nunca foi minha intenção atingir a reputação e a memória de Guilherme Teixeira Pinto nem utilizar um facto trágico como a morte para provocar sofrimento a quem quer que fosse. No fundo, o que escrevi pretendia ser uma pequena provocação. E como provocação a coisa funcionou. Foram aparecendo comentários, alguns de gente mais exaltada (a desejar-me a morte e coisas piores) e alguns de pessoas que fui percebendo que se sentiam genuinamente ofendidas, mas mesmo estas entravam em insultos fáceis e iam dizendo na sua maioria as coisas mai escabrosas. Como não insultei ninguém dei-lhes o desconto que mereciam. Finalmente, hoje li mesmo dois comentários de duas pessoas que afirmam pertencer à família…
Se de facto é esse o caso, acho que já se foi longe demais. Parece-me que aquilo que começou por ser uma provocação (uma provocação infantilóide, é certo, mas uma provocação) se está a transformar numa coisa que nao gosto. Se tudo isto já chegou tão longe acho que está na altura de parar, sobretudo se o texto teve o efeito de fazer sofrer os que, pela sua relação familiar ou outra, mais próximos se encontravam do falecido. Se assim é, lamento profundamente.
Por todas estas razões, quero apresentar as minhas desculpas sinceras aos que se sentiram atingidos na sua dor pelo que escrevi, em especial à família de Guilherme Teixeira Pinto (admitindo que de facto tiveram acesso ao texto). Respeito o luto e a dor que atravessam e não quero, como nunca quis, contribuir para acentuar esse sofrimento. Por tudo isto achei por bem retirar o post e considero o assunto encerrado.

Anúncios

32 thoughts on “Guilherme Teixeira Pinto – um pedido de desculpas

  1. Antes de mais, não vou usar outro nome. Não preciso disso. Sou irmã do Guilherme.
    As ofensas que fez ao meu irmão (não só mas principalmente) já foram retiradas do blogue.
    Com sinceridade, digo-lhe que está desculpado. Com a mesma sinceridade, digo-lhe que não está esquecido.
    O que nos magoa bem cá no fundo é dificil de esquecer. Mas isso, também só pode saber quem tem sentimentos…
    Ou tirou o post para que outros não vejam a maldade que escreveu, ou então foi por arrependimento… Gostava que fosse pela segunda hipótese. Aliás, por várias razões e se calhar não pelas melhores, foi mesmo por arrependimento.
    Contudo, escrever que o meu irmão, que faleceu há pouco mais de uma semana semana, “deve estar no Céu num duplex, com um bmw e com férias na neve”, parece-me mais que uma mera provocação.
    Na verdade, parece-me de uma grande maldade e, como lhe disse, espero que não tenha filhos, e que se os tiver, que eles nunca vejam o que foi capaz de escrever, gozando literalmente com o sofrimento de quem perde a pessoa de quem mais se gosta no mundo.
    Criticou os meus pais, está no seu direito, e embora sejam criticas ofensivas ao seu bom nome e dignas de registo penal (como presumo que saiba), não se coibiu de as escrever.
    Disso, apenas deduzo o seu desconhecimento de um principio que é “só se julga o que se conhece”.
    O “Renegade” (desculpe não o tratar pelo nome, mas vi que por algum motivo prefere não se identificar), nunca conheceu o meu irmão.
    O senhor, que se esconde atrás de um “Renegade” num blogue, limita-se a acusar e a gozar. É tão fácil, não é?
    Vi o seu post, fiquei profundamente revoltada e magoada com o que li. Só alguém que nunca perdeu alguém querido seria capaz de escrever isso (não vale a pena dizer que apenas se referia ao destaque da imprensa – gozou literalmente com o falecimento do meu irmão – Felizmente / Infelizmente, o que está escrito não se apaga).
    Julgo já ter gasto palavras a mais para uma pessoa que não se digna a dar a cara nem a divulgar o nome…
    Eu quando li o que escreveu assumi quem sou, irmã do principal visado que infelizmente nem está aqui para se defender. Pode deixar de lado a cobardia e dizer quem é?
    Não é que não se saiba, mas seria mais digno a própria pessoa assumir a autoria dos seus actos.
    Por mais que lhe custe a acreditar, desejo que não passe o que estou a passar, e que não perca ninguém que lhe seja assim tão querido.
    Sabe porquê? Porque é uma dor tão grande que não desejo isso nem a quem ofendeu o meu irmão, a pessoa que eu mais adoro no mundo.
    Catarina Teixeira Pinto

  2. Esta coisa dos blogues e da net ainda é relativamente nova e as pessoas não estão habituadas a usa-la.
    Uma piadinha triste que se diz num café, numa noite de copos, com toda a ligeireza de quem no fundo não conhece e está a milhas de distancia de toda esta dor que é descrita no comentário acima, ganha outra amplitude quando se escreve num blog. É isto que ainda não está interiorizado na maior parte da blogosfera…
    Acho que todos nós aprendemos essa lição com este caso.
    Acho bem que se tenha apagado o post ofensivo.
    Mas isto tudo no fundo não interessa nada.
    Os meus pêsames a toda a familia e amigos

  3. Infelizmente, não creio que o pedido desculpas tenha sido do coração porque, ao mesmo tempo que pede desculpas, insiste no “não ofendi ninguém”.
    O meu marido também morreu subitamente, menos de um ano após o nosso casamento, aos 31 anos de idade. Não sei se aceitaria uma cobardia destas com esta rara grandeza de saber desculpar, como esta irmã sofrida. Porque é uma dor muito grande. A maior dor.

  4. Estou mais do que certo de que se o Renegade soubesse que isto seria lido por alguém que fosse que conhecesse pessoalmente o visado não o teria escrito. Quanto muito há uma torpeza em distinguir o que se diz levianamente num contexto totalmente alheio à situação e o que se escreve num blog de acesso livre. De resto a ofensa do Renegade não podia ser pessoal já não se conhecendo pessoalmente não haveria sequer fundamentação para isso.
    Dai a tornar o renegade simbolo total da maldade e da crueldade vai um enorme passo.
    Comprendo a dor dos familiares e acho totalmente justificado o seu choque ante o que aqui encontraram escrito.
    Mas para além deles o blog foi inundado por pessoas que assumem que o renegade é alguém merecedor do maior desprezo moral sem sequer o conhecerem pessoalmente, assumindo-o enquanto simbolo de tudo o que é malvadez no mundo só porque teve um sentido de humor duvidoso sem pensar que porventura poderia ser lido por pessoas directamente implicadas no caso.

  5. Estou mais do que certo de que se o Renegade soubesse que isto seria lido por alguém que fosse que conhecesse pessoalmente o visado não o teria escrito. Quanto muito há uma torpeza em distinguir o que se diz levianamente num contexto totalmente alheio à situação e o que se escreve num blog de acesso livre. De resto a ofensa do Renegade não podia ser pessoal já não se conhecendo pessoalmente não haveria sequer fundamentação para isso.
    Dai a tornar o renegade simbolo total da maldade e da crueldade vai um enorme passo.
    Comprendo a dor dos familiares e acho totalmente justificado o seu choque ante o que aqui encontraram escrito.
    Mas para além deles o blog foi inundado por pessoas que assumem que o renegade é alguém merecedor do maior desprezo moral sem sequer o conhecerem pessoalmente, assumindo-o enquanto simbolo de tudo o que é malvadez no mundo só porque teve um sentido de humor duvidoso sem pensar que porventura poderia ser lido por pessoas directamente implicadas no caso.

  6. O mal (aliás, um deles) é precisamente escrever coisas sem discernimento só porque se pensa que elas não vão ser lidas ou que as coisas ficam impunes na consciência de cada um.
    Não disse que o Renegade (sinto-me tão estúpida a tratar uma pessoa assim – A necessidade de se esconder atrás de uma máscara é assim tão importante?) era o símbolo do mal porque, ao contrário dele, não tenho por hábito julgar as pessoas.
    Julgo actos, palavras, e as do Renegade (outra vez a questão da identidade) foram de uma crueldade infinita.
    A prova de que não está arrependido é que, mais uma vez, o pedido de desculpas vem sob forma anónima….
    Catarina Teixeira Pinto ( Sem máscara )

  7. A utilização de nicknames é uma coisa habitual no mundo da www: na blogosfera, nos jogos em rede, nos chats, no second live, etc.
    Talvez a Catarina não saiba, mas muitas vezes as pessoas dão mais importância e vivem mais a sua identidade-www do que a sua “identidade oficial”. Conheço muitos casos assim. São sinais dos tempos que correm. Não sei se é o caso do Renegade ou não.
    Seja como for: é um debate interessante a ter mas não creio que seja este o momento ou espaço para faze-lo.
    Renegade fez a sua autocrítica, reconheceu o erro, mostrou arrependimento, pediu desculpas. Tudo tarde demais, mas tudo certo. Ao menos isso.
    Os meus sentimentos pela sua perda tão brutal. É preciso continuar.

  8. Fez bem em reconhecer o erro e pedir desculpas.
    Quem escreve sabe, tem a certeza, que vai ser lido. Inevitavelmente as “coisas” circulam e seria praticamente impossivel que um texto desta natureza passasse despercebido.
    Renegade foi inconsequente e cruelmente infantil na apreciação que fez à referida noticía do jornal.
    Li o “post”, numa palavra:INENARRÁVEL!
    Sou mãe de um jovem que tem exactamente 22 anos e é igualmente finalista do curso de direito, encontrou também a sua vocação espiritual. Senti um bocadinho a dor desta familia, a invitabilidade das circunstancias assim o determinou.
    O Renegade, sem ofensa, ainda tem um longo caminho a percorrer em termos de maturidade, desejo-lhe que este episódio lhe sirva de lição, muitas vezes aprendemos da pior maneira possivel!

  9. Vim aqui parar por mero acaso – talvez porque, antes do sucedido, escrevi no meu blogue que, se tivesse de responder àquelas perguntas de férias: “com quem gostava de jantar hoje?”, responderia: “Paulo Teixeira Pinto”. Porque de uma personagem à partida não simpática, evoluíu, através do progressivo conhecimento da sua pessoa (não pessoal) para uma personagem enigmática e muito interessante. Li o seu livro de poemas num fim de semana à beira mar. E continuava a gostar de, um dia, jantar com ele.
    Conheci pessoalmente Paula Teixeira da Cruz, num programa que fazia com Miguel Sousa Tavares. Na altura, fui “testemunha” do Miguel, sobre a necessidade ou não de quotas para os rapazes, no acesso à Universidade. Admiro a sua postura e a sua coragem, e ainda há momentos a ouvi, com Vítor Ramalho, explicar na SIC Notícias a questão dos professores, que horas de tempo de antena não conseguem explicar.
    Não li o famigerado post, mas posso ter uma ideia, pelos comentários afixados antes de mim, do estilo, forma e conteúdo.
    A morte do Guilherme, que nunca conheci, tocou-me particularmente. Porque é uma morte prematura. Porque é uma morte súbita. Porque, mesmo para mim que sou médico (ou talvez até por isso), é uma morte sem qualquer sentido. Porque só quem passa pela morte de um irmão ou de um filho pode saber o que isso é – não há empatia no mundo que chegue para entender. E porque parece ser o corolário de um destino trágico que atinge uma família que parecia “à prova de bala”.
    Gozar com a morte de alguém, ainda para mais desconhecendo, no intuito (pelo que li aqui) de denegrir a imagem dos pais, sabendo-os fragilizados, é rasca, é ignóbil, é inqualificável, é leviano, e não pode ser branqueado como “uma brincadeira de crianças” (como aconteceu com as que assassinaram a transexual no Porto).
    Não conheço a Catarina, mas envio-lhe, daqui, um enorme e imenso Abraço. Pela coragem de intervir, mas sobretudo pela perda que sofreu, e pela felicidade de ter pais e um irmão que valem pelo que vivem ou viveram, e não pelo que ficou por contar.
    Mário Cordeiro

  10. Vamos la a ver,
    Lembro-me perfeitamente desse dia. Do Lumiar à baixa todos falavam do mesmo, uma sensação de escândalo que o criador oferecia a todas as suas criaturas. Todos sabemos que aos 22 se é imortal.
    Fiquei mesmo impressionado, e só assisti a este tipo de “luto geral” em comunidades bem mais pequenas que Lisboa.
    (eu não li o post) No entanto não é alheio a este “luto geral” o facto da mãe do falecido ser presidente da assembleia municipal, do pai (ao que parece) pertencer às finanças, Opus Day, etc. Ninguem, ou quase ninguém, conhecia o rapaz todos, ou quase todos conheciam o nome dos pais. Ou seja, uma familia que tinha tudo e agora não tem nada. É um facto xocante. O niilismo a vir à tona e isso feriu a psique popular. O absurdo. Agora, o que me parece que o renegade quis fazer e que aparentemente o fez de maneira desastrosa e que é de certa maneira, MORALMENTE DEFENSÁVEL para quem ainda se preocupa com este mundo (claramente, não é o meu caso) é aquele velho problema de todos se xocarem com a morte absurda que aconteceu com este e ninguém se xocar com a morte igualmente absurda daquele outro que por 500 euros foi atropelado pela policia, ou dos milhares que aos 22 teem AVCs por causa das impurezas que a droga ilegal contem, etc, etc. E principalmente ninguém ou quase ninguém se xocar com o facto do mundo ser absurdo. O renegade é jovem mas é graças a essa juventude que eu espero presente por muitos anos, que o mundo às vezes, muito raramente, ainda finge ter intenções de decência.
    Para acabar um poema popular:
    Á Morte ninguém escapa:
    nem o padre, nem o bula, nem o papa.
    Mas Eu ei de escapar!
    Compro uma grande panela
    meto-me dentro dela
    passa a Morte e diz:
    – Aqui não está ninguém.
    Adriano

  11. Esta polémica é reveladora de muitas coisas, em especial duma pseudo-moral que grassa por aí e que casa muito bem com a hipocrisia de quem vive e cresceu num pedestal. Invocar a morte de alguém, ainda por cima publicamente, é sempre uma acção delicada que pode dar origem a diversas polémicas e mal-entendidos, como é o caso. Mas o que o Renegade fez, e afirmo-o porque li o tal post polémico, foi tomar um exemplo que passou da esfera do privado, e foi mediatizado com pompa e circunstância, para tecer um comentário de natureza social e política. Poderia simplesmente referir que todo o acto que se torna público e é publicamente amplificado fica sujeito à livre expressão, ao olhar crítico e ao comentário de qualquer pessoa – é algo que foge do nosso controlo – , mas evito fazê-lo porque reconheço o melindre de falar sobre uma morte. Mas o problema aqui é bem mais grave, pois temos várias questões morais em confronto. O ponto fulcral já foi mencionado por alguém: porque é que a morte de alguém que nunca fez nada de significativo (mesmo que fosse a melhor pessoa do mundo) tem a importância que tem apenas por ser filho de alguém poderoso (sim, poderoso, mais do que importante) e a morte de outra pessoa qualquer – seja um transsexual ou imigrante assassinado, ou qualquer outro cidadão anónimo morto por qualquer acto negligente – fica sujeito ao desprezo oficial e consentido? Veja-se bem o que é que aqui está em causa: não é a importância ou a gravidade da morte em si, mas o porquê de uma morte ser publicamente mais importante que qualquer outra. Não é preciso fazer alguma coisa de importante para que a vida de alguém se torne importante. Todas as vidas são igualmente importantes e é precisamente por isso que não dá para perceber porque é que esta em particular é tornada em acontecimento mediático e quase de importância nacional e outras não.
    A morte perturba qualquer pessoa, principalmente quando atinge uma pessoa tão nova e nas circunstâncias em que aconteceu. Também subscrevo que há assuntos que devem ser abordados com cuidado ou mesmo evitados. Mas todos os comentários que se fizeram ao post do Renegade apenas lhe deram razão por terem levado a discussão para o campo moral – mesmo que o façam apenas por acusa-lo de imoralidade. Portanto, o que está em causa não é o sofrimento da família, que só podemos imaginar que seja imenso e desejar não passar por ele – apesar de esta ser uma situação a que ninguém pode escapar -, mas sim a amplificação mediática e a importância pública que é dado a tal acontecimento. A partir deste momento ele deixa de ser meramente íntimo e privado, já que não se pode escolher tornar público apenas uma parte do acontecimento e impedir que o resto fique sob censura.
    Se este acontecimento se tornou público por desejo da família ou não, já não sei. Mas volto a sublinhar que a questão não está na pessoa em questão, mas antes nas implicações morais deste acontecimento e na importância que lhe é atribuída em relação a outros casos semelhantes que não têm direito nem a um comentário de café.
    De qualquer forma, dou os meus parabéns pela atitude do Renegade ao ter tirado o post. Não que eu ache que devesse fazê-lo, mas porque só reforça precisamente que a sua preocupação era genuína e não com o intuito de criar uma polémica gratuita ou de gozar com algo tão perturbante como a morte de alguém tão novo.

  12. Onde digo “e impedir que o resto fique sob censura” queria dizer “e fazer com que o resto fique sob censura”.

  13. é espantoso como é que já há gente a comentar o post que nem sequer o leu.
    “Não li o famigerado post, mas posso ter uma ideia, pelos comentários afixados antes de mim, do estilo, forma e conteúdo.”

  14. nA minha opinião, Renegade tirou o post não porque tivesse “uma preocupação genuína” (se fosse alguém que se preocupa, nem sequer o teria posto), mas sim por cobardia.

  15. “Criticou os meus pais, está no seu direito, e embora sejam criticas ofensivas ao seu bom nome e dignas de registo penal (como presumo que saiba), não se coibiu de as escrever”
    cá está a razão de mascaras e nicknames, a ameaça autoritaria
    não li o texto, e embora nao me considere uma pessoa restringida no sentido moral, no meu plano etico não considero apropriada a utilização de uma morte, ainda por cima tão tragica como meio para afirmaçao de um ponto, qualquer que ele seja

  16. umas piadas de gosto duvidoso e consequente pedido de desculpa dao mais debate do que todos os artigos colocados aqui nos últimos meses (desde relatos de viagens aos checkpoints na palestina à escalada neonazi em itália, só para dizer alguns)?
    sugestao: apaguem também este post (do outro nem me cheguei a aperceber) e acabem com este triste espectáculo.

  17. Não chega já disto? Que discussão mais inútil. Se o Renegade abusou nas palavras abusou, se a família Teixeira Pinto ficou magoada ficou. Nada a fazer. Já se pediu desculpa, e insistem em prolongar o raio da conversa.
    Há aí posts bem mais interessantes e importantes que este (e o outro apagado), isso é mais que certo.

  18. Aqui está um código de ética a elogiar, que também já usei, infelizmente porque errar é humano, várias vezes. Se verificamos que errámos num assunto qualquer, assim que tivermos dados que nos digam o contrário, devemos fazer a devida correcção. Eu já cheguei, inclusive, a apagar certos posts, após pedidos, e após verificar que estavam correctos. Bom-senso, meus srs.

  19. Caramba, que pessoas mais sedentas de sangue! Comos se fossemos todos uns santinhos. Quem nunca ofendeu alguém (mesmo que inconscientemente) que levante a mão. Estou contigo Renegade ;)

  20. Este é um comportamento que, mais uma vez, só mostra como é impossível aos burguesotes da extrema-esquerda limpar o seu caldinho natural de nascimento e criação.
    A relativização do outro (que neste caso toma forma em alguém desaparecido), a inconsequência total (que se assume desde logo no anonimato), são avatares dos alegres diletantes que pululam a burguesia urbana de hoje.
    Basta ler este blogue na diagonal, basta ir a meia dúzia de festas ou sentar-se nos primeiros lugares do congresso do Karl Marx: somos todos prá-frentex, bué da intelectuais e radicais. Mas ao domingo vamos lanchar com as tias à Lapa.

  21. Este ultimo comentário é tão ridículamente estalinista. Basta ler as suas 6 linhas.
    O preconceito, a imaginação fertil em torno de supostas traições aos trabalhadores decorridas entre a faculdade e os ambientes burgueses da lapa.
    A indignação anónima pelo anonimato é anedotica.

  22. O penúltimo comentário é absolutamente verdadeiro e brilhante!
    A indignação do último só demonstra como custa ouvir algumas verdades.
    Em relação a posts anteriores a dizerem que já chega de postar sobre isto, um pergunta: o que estão os posts deles aqui a fazer? São os próprios os primeiros a alimentar o assunto…
    De qualquer forma, sou da opinião que não se deve nunca esquecer algo tão desumano. Aliás, ainda que se queira, é impossível esquecer.

  23. Já ouvi chamar muita coisa a Renegade, mas burguesote de extrema-esquerda é completamente novo.
    Aliás, se a burguesia urbana circula entre as festas do spectrum e o congresso karl marx, quem é que gere as empresas e o Estado, a aliança operária e camponesa?
    Quem não nos conhece pode dizer o que quiser, este blog não foi criado para nos tornar famosos ou para fazer amizades e inimizades.
    Mas uma coisa posso avançar: ninguem aqui vai à Lapa aos Domingos à tarde.

  24. Ai Rick Dangerous, tão monolítico. É por a burguesia dominar o capital que domina também a extrema-esquerda. Ou lá o que lhe queiras chamar. E a Lapa é uma figura de estilo, naturalmente.
    E quem conhece, não pode dizer o que quer? Lá por se assumirem anónimos não quer dizer que passem totalmente por isso.
    Que falta faria aqui o Padre Vieira!

  25. Que prevísiveis os que frequentam este blog…
    Parecem máquinas…carregando naqueles botões,já se sabe, têm aquela reacção…
    Fale-se de padres, freiras, frades ou afins…reagem logo com uma piadita fraquinha. Booorinng…Seria pedir muito mais originalidade?

  26. Não é só o Tó Zé. Eu tb. Este blog é sempre mais do mesmo, Sr. Anónimo. Quem o frequenta acha que por mandar umas postas de pescada anti-religião, anti-capitalismo, já é muito cool e muito revolucionário. Cresçam e apareçam.

  27. Será que a Sra não sei se Dra mas herdeira (das trafulhices do pai e das coisas materiais)Catarina Teixeira Pinto escreveu aquele sórdido texto?
    é que desde quem escreve até quem comenta só são meras capas,seriedade nas excelências duvido muito.
    Onde está a dita LIBERDADE do grandioso 25 de Abril,
    sim porque se foi instaurado neste fosso à beira da crise à 35 anos atrás têm que dar um desconto…
    Apoio o Renegade no que escreveu e bem no post que retirou.
    A morte custa a ultrapassar mas não é o fim da vida para crentes e não crentes.
    No que toca ao Sr Guilherme e não Dr como alguns apelidam acho mal terem lhe prestado um funeral como um grande estadista deste país coisa que não o era,não gozo com a morte muito menos com a dele,tenho alguns sentimentos,pois ainda me considero humano,agora virem para aí com lições de moral dispenso……
    Sigam a vossa vida,pois quem já viveu e já morreu já está noutro mundo!
    A vida é assim mesmo,nascemos,vivemos e morremos,
    é um ciclo vicioso que ninguém escapa por mais que tenha dinheiro ou não,uns vão mais cedo outros mais tarde.
    Dêem asas à vida…

  28. Sórdido texto o de uma irmã que acaba de perder o irmão? Mr. Eko, sugiro-lhe que vá já ao dicionário ver o significado de sórdido. Sórdido, aliás mais que sórdido, desumano, de alguém genuinamente má pessoa, foi o texto de Renegade.
    Claro que é fácil dizer que a morte faz parte da vida. Ninguém discute isso.
    Mas se Renegade escrever um texto igual quando morrer um filho ou irmão seu, de certeza que não vai dizer que o apoia. É muito fácil falar quando não é nada connosco…
    E, desculpe que diga, mas é tão óbvia, uma vez mais, a inveja que muitos sentem das ditas “coisas materiais”.
    Sim, é pura inveja. Se não fosse inveja não falariam dela, detinham-se apenas naquilo que,no vosso ponto de vista, é essencial.
    Portanto resumindo e concluindo: Mr. Eko, esteja calado, não diga asneiras. Quando lhe morrer alguém querido e escreverem um texto do género de Renegade sobre o assunto, então poderá pronunciar-se. Até lá cale-se. Não tem o direito de falar daquilo pelo qual não passou.

  29. Cara “Croma” Inês quem é você para dar me lições de moral ou de vida?Não está a falar com os seu pais ouviu?!
    Estou me a borrifar para quem morreu,não me diz nada.
    Os meus sentimentos pelos outros é quase para não dizer nulo,sou bem capaz de fingir umas lágrimas e no fundo escondo o meu sorriso medonho,e no fundo sinto me bem.
    Com a pobreza,morte dos outros passo eu bem, são problemas alheios que nada me dizem,nem que o presidente da republica morresse hoje eu sentiria um pingo de pena,são coisas da vida como já disse,
    só quem é irrealista é que não vê que a morte é passageira,e sim já me atacou na familia e não fico com esses sentimentos que alguns relatam,
    adoro ser diferente,ser do contra ;)
    Cuide-se e guarde o seu rancor no seu eu,
    que eu tenho mais que fazer do que aturar gente imatura como dona inês.
    Graças a Deus a inveja passa-me ao lado,
    tudo o que eu desejo acabo sempre de uma maneira ou de outra por possuir,por isso…..
    Vá fazer qualquer coisinha de útil pá sociedade…

Os comentários estão fechados.