Aos 18 somos maiores!

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Acaba hoje o XVIII Congresso do PCP. Não me foi possível assistir aos primeiros seis por manifesta falta de comparência, uma vez que não era ainda nascido. Dos 12 que se lhe seguiram, tive o privilégio (sem ironia) de assistir a dois, presencialmente – o XIV, em 1992, e o XV, em 1996. Sempre na qualidade, salvo seja, de convidado. Nunca como delegado. Enquanto militante, dirigente, ou funcionário, participei na preparação de três. Junta-se aos outros dois o XVI, em 2000. O da suposta ruptura. Muita água passou, entretanto, pelas torneiras cá de casa.
Nunca como neste fim-de-semana me senti tão distante do que por lá se passava. Ao longo dos últimos dois dias visitei o site do Partido (ainda lhe chamo assim, vocês não?) duas ou três vezes. Ouvi o Jerónimo, no noticiário da hora de almoço de Sábado, dizer qualquer coisa sobre mim e muitos outros camaradas que foram afastados contra a sua vontade, referindo-se a nós como, uma vez mais, «auto-excluídos».
Li, transversalmente, confesso, as Teses preparadas para este Congresso. E li, na diagonal, os muitos comentários dos poucos blogs que vou lendo diariamente, bem como poucas notícias nos sites da comunicação social cá do burgo.
Não sei quem entrou no Comité Central. Sei de alguns que saíram. Não sei quantos operários, funcionários ou membros hereditários o constituem. Sei que o Jerónimo continua a ser Secretário Geral. Porque sim. Porque já o era antes de o ser. Como a pescada. Com sabor a metalúrgico de gabinete (estará aqui a explicação para «a tara (…) por leis e regras com nome de ligas metálicas»?) .
Sei também que a Esquerda continua, vai continuar, dividida. Mesmo com comícios no Trindade (eu estive lá) e Fóruns na Aula Magna (não sei se vou estar).
E sei que não é este o caminho.
E aposto que o Sócrates sorriu, hoje, antes de encostar o cabelo grisalho, parvamente penteado, na almofada.
E a Manuela passou um fim-de-semana sem dizer parvoíces. Já eu não posso gabar-me do mesmo feito!
Ah, e o Bloco continua a não confiar no Zé. Já não faz falta, ao que parece…
Pronto. Foi só um desabafo. Siga o baile!

2 thoughts on “Aos 18 somos maiores!

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