a/c Saboteur


A Horta Popular da Calçada do Monte está a secar. Estamos sem água, o que nos cria um problema grave, especialmente em tempo de sementeiras e com o Verão a aproximar-se.
Esta horta foi semeada pela primeira vez há mais ou menos 2 anos, num terreno que chegou a ser um jardim, mas que estava abandonado há mais de 10 anos. Entretanto não parou de crescer, envolvendo directamente um grupo de 15 pessoas, de crianças a idosos, vizinhos e estrangeiros, num espaço público, não murado e aberto a todos. Estamos em conversações com a Vereação do Ambiente desde o início, que apoiou verbalmente a iniciativa, mas que no entanto está a arrastar a resolução do nosso problema. O contacto com a Câmara foi estabelecido logo no arranque da horta em 2007, a falta de água dura já há 6 meses, no entanto as respostas continuam vagas.
Precisamos de dar a conhecer aos nossos representantes políticos a dimensão que a horta tomou. Por isso pedimos a todos os que acharem que esta iniciativa merece apoio, para escreverem um email nesse sentido para o Presidente da Câmara e para o Vereador do Ambiente, citando no assunto “Horta Popular da Calçada do Monte”. Podem subscrever o texto abaixo (copiando-o para o corpo do email a enviar), ou expressar-se pelas vossas palavras. Todas as contribuições são essenciais!
Pedimos também que nos reenviem as vossas mensagens, para “csm@gaia.org.pt” para podermos ter a noção do apoio que vamos tendo.

19 thoughts on “a/c Saboteur

  1. va lá saboteur!
    diz lá ao Zé para regar a horta!
    ou é preciso esperar pela altura da campanha eleitoral para dar lhes dar alguma água … é que entretanto os legumes secam e murcham!
    :-)

  2. É verdade, ricas favas eu vi lá na semana passada…e uns baloiços…
    gostei muito de lá passar e de ir pela primeira vez ao clube da mouraria. é certo que ainda não ouvi os batuques do gaia, mas para já sou fã.

  3. É impressão minha ou normalmente quem cultiva na cidade não vai pedir à camara que lhes dê água?

  4. O PAAP a querer fazer as pazes com o Gaia, Rick? ehehe…
    Acho muito bem! Gosto muito desta horta. É um exemplo a seguir por mais pessoas, aproveitando taludes livres que existam pela cidade. Ao pé de minha casa há um pequeno triângulo com uma árvore apenas e depois é só terra batida porque tem sempre carros estacionados por baixo. Vai requerer algum investimento e tempo, mas está nos meus projectos começar a semear lá.
    Quanto ao pedido de água: Todas as associações pedem coisas à Câmara. Ainda agora 2 associções a que pertenço vão fazê-lo. Não quer dizer que a câmara dê sempre, até porque “não se pode ir a todas”… mas para hortas urbanas acho que nunca deve ter havido um executivo tão sensível ao assunto como este.
    Sou é a favor de que se monte um contador na torneira. O controlo dos gastos de água deve ser para todos. Ambientalistas e não-ambientalistas. Acho que também deve haver uma chave da torneira que fique na Associação responsável pela água.

  5. Sempre contabilista mestre saboteur.
    a minha corrente no interior do PAAP é sensível a certos argumentos horto-frutícolas. É só o moralismo contra o consumo que não se suporta. Ainda para mais quando metem a Paris ao barulho.

  6. Ora caberá então a quem mais chegado aos vários locais e colectividades referidas nos comentários e posts esclarecer algumas duvidas.
    A horta NÂO é do GAIA. A horta é mantida e trabalhada por cerca de 15 pessoas, polarizadas em duas faixas etárias 25-30 e + de 65 em numero equivalente entre si e que comungam duas coisas, vivem nas redondezas e cultivam a horta. Que se saiba apenas 1 pessoa do grupo tem contacto directo com GAIA, uma vez a duas vezes por semana para pedir material emprestado.
    A CML não tem que dar àgua a horta da Graça. Apenas de cumprir com o prometido desde que este espaço foi incluido no mesmo projecto de hortas urbanas do vale de chelas, que terá nesse local acesso a água sem restrição de uso e suportado pelo municipio.
    A torneira que se usou na horta até hoje esteve aberta mais de 40 anos, segundo alguns vizinhos, e era habitual servir pra lavar os carros das redondezas sem que esses gastos algumas vez tivessem sido importantes para o executivo camarario.
    O GAIA nesta situação protagoniza apenas e só dois papeis. Ter sido o dinamizador inicial do espaço, tendo construido as primeiras infrastruturas e reparado de quando em vez as danificadas. E ser o representante desse grupo de cerca de 15 pessoas junto da junta, da camara, EPAL, bombeiros e demais instituições publicas. Comunicando as aspirações e decisões das assembleias de hortelões que se realizam aos domingos à tarde. Que belo dia pra passarem pela horta, considerem-se todos convidados, até o amigo que acha que somos freaks ou coisa que o valha.
    Abraço e obrigado pela divulgação.
    p

  7. E porque é que os “hortelões” não se representam a si mesmos e precisam do Gaia p o fazer? Devemos então retirar das informações dadas pelo escriba acima (que será do gaia ou da horta?) que o gaia é uma organização afecta a representar os outros? ui… por onde é que isto vai…

  8. Pra responder ao Sr. Polenta Minuto.
    Em termos sucintos, porque o GAIA dinamiza um Centro Social auto-organizado na Mouraria que serve de plataforma pra este tipo de representações. Acredita que a representação é inteiramente exigida pelas entidades publicas.
    Caso contrário continuariamos a usar a água, ocupar mais espaços e fazer mais hortas pelo bairro fora. Sem necessidade nenhuma de representações. Mas as juntas de freguesia afectas ao PSD das redondezas estão mortinhas por destruir aquilo, e se os hortelões precisam de ajuda pra que não lhes destruam as couves, não nos importa nada usar o espaço do Centro Social do GAIA pra isso.
    Não fosse o trabalho inicial do GAIA em começar a horta e hoje aquilo seria um silo auto de 7 andares, de acordo com o projecto a que tivemos acesso, explorado sabe-se lá por quem e com que contornos, a exemplo dos demais parques de estancionamento privados da cidade.

  9. “Não fosse o trabalho inicial do GAIA em começar a horta e hoje aquilo seria um silo auto de 7 andares!” Olha lá a demagogia!

  10. Não é por nada, mas duvido muito que tenha sido o Gaia ou os hortelões (raio de nome) a impedir a construção do silo. Lembro-me de uma casa ocupada há 7 anos barricada com a TV em directo e uma centena de pessoas lá fora e ainda assim quando quiseram que acabasse acabou. Terá o gaia peso politico para impedir o que quer que seja?

  11. Ao Anónimo e ao PP “(raio de nome)”.
    Eu percebo que vos faça comichão, mas na minha afirmaçao de que o silo não existia por causa de uma horta iniciada pelo GAIA, não advogava sermos omni responsaveis pelo sucedido, antes parte de uma serie de acções e aconteciumentos que tal permitiram.
    E agora, ao PP em particular.
    “Lembro-me de uma casa ocupada há 7 anos barricada com a TV em directo e uma centena de pessoas lá fora e ainda assim quando quiseram que acabasse acabou”, obrigado por explanares os teus votos de obdiencia ao poder instituido (meios de comunicação, policia e poder autarquico). Quando eles querem eles podem, acreditas tu, olha não acreditamos nós.

  12. Pedro, metes um bocado a carroça à frente dos cavalos. Mas sim tens razão, quando a camara(ou quem quer que seja o proprietario) quiser despejar o espaço um incrivel movimento popular de centenas de milhares de pessoas (representado pelo gaia) irá alçar bem alto as foices e os ancinhos e defender a horta, isto antes de se inaugurar a comuna da mouraria.
    Diz-me UM espaço ocupado na europa que tenha resistido eficazmente a um despejo nos últimos 30 anos. É que nem o Cine Princesa em Barcelona ou o Leoncavallo em Milão. Houve vários que os foram conseguindo adiar, mas isso em sitios com movimentos sociais bastante mais fortes do que em Portugal e em que os contextos patrimoniais do imóvel em questão permitiram algum jogo de cintura, e não indefinidamente.
    Deste facto retirar que eu infira que não se deve tentar já é reflexão tua, mas a verdadeira questão ante um despejo iminente não será a resistência (quanto muito será o espectáculo dela) mas para onde e como ir depois.
    Com isto não quero dizer que os hortelões não possam ficar lá anos, afinal é uma iniciativa bonita e tal, mas creio que a influência politica do Gaia nisso será menor.
    e já agora essas tiradas à cowboy sobre obediência ao sistema já morreram na estrada há quase dez anos.
    Vejam, se não viram ainda, as cenas sobre o forat de la vergonya, era uma situação algo semelhante à vossa. (algo).

  13. Acabando com a oportunidade ao desbargue da tua imensa sapiencia, que não te faltem outras, dou por terminada a minha participação no debate.
    Mas deixa que te diga que sofres um pouco de estrabismo nestas questões. Essa maneira de comprar exemplos de outros locais ocupados com a horta e moviemntos sociais fortes com o caso português é que está completamente desajustado. Os contornos do processo, percebo que não sejam facilmente compreensiveis para quem tem um curso de activismo/revolucionário tirado na internet, na rua, e nas da Mouraria em particular, as coisas têm outros mecanismos.
    E sobre as ruas, são o local onde o GAIA tem alguma influencia politica, pode parecer presunçoso mas fazendo minhas as tuas palavras, na rua a “influência politica do Gaia […] será menor”, contudo é efectiva.
    Por isso as tuas tiradas à padeiro (“quando a camara … quiser despejar o espaço um incrivel movimento popular de centenas de milhares de pessoas (representado pelo gaia) irá alçar bem alto as foices e os ancinhos e defender a horta”) são piadolas de fraca graça.
    Primeiro porque a horta não será despejada, quanto muito convertida em jardim, mesmo assim com pouquissimas hipoteses de tal acontecer, uma vez que o plano seria ligar os dois espaços verdes, um dos quais propriedade do Minintério da Defesa. E não tou afirmar que a horta ficará lá pra sempre, mas antes que funcione como e quando as pessoas o quiserem, que é isso que as ruas devem servir.
    Segundo porque como já te disse os “movimentos sociais” na mouraria têm outros mecanismos, e como não se espelham nos dos filmes, não será de foice em riste que a resistência se fará. Pra te explicar ao de leve como funcionam terias que saber o que é a vida em comunidade, as relações de poder e espirações que movem a comunidade (noto: não é uma comunidade intencional, mas as de bairro, aldeia, vila coisa assim) que não me parece entenderes caso contrário não terias saidas dessas.
    Como o melhor juiz desta discussão será o tempo, teremos que esperar. A teres razão ganhas… razão?, a não teres perde-se uma horta… Venha o diabo e escolha :)

  14. Caro Pedro.
    deves ser insuportável ao vivo. Não te preocupes que não pareces presunçoso, pareces só um pouco adolescente.
    um abraço.

  15. Caro PP.
    Tão tu não me conheces? Sou o pedro pá! Sim, pareço um pouco adolescente, principalmente se comparado com as tuas intervenções.
    Aquele abraço.

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s