precariedade & novas resistências


23 de Abril | 18.30 | Livraria Pó dos Livros
(avenida marquês de tomar, nº89 – metro são sebastião / campo pequeno)

A precariedade laboral tem vindo a assumir dimensões crescentes, apresentando-se como o paradigma de um novo ciclo produtivo, caracterizado pela elevada flexibilidade e mobilidade da força de trabalho, a par do reforço da sua componente imaterial. Baixos salários, poucos direitos, vidas instáveis, reforço do poder patronal, submissão a novas formas de controlo e dificuldades de organização e acção colectiva – a descrição generalizada do fenómeno tem acentuado os seus constrangimentos, apontando a necessidade de substituir contratos de trabalho temporários por contratos de trabalho permanente. A crítica da desregulamentação do mercado de trabalho tem resultado sobretudo numa indisfarçada nostalgia relativamente às relações laborais do anterior ciclo produtivo «fordista», acompanhada por discursos que acentuam a necessidade de um novo compromisso social em torno do «pleno emprego» e de uma política de regulação ao serviço do crescimento económico. Essa posição tem transposto, para o seio dos movimentos sociais que pretendem combater no terreno da precariedade, discursos, lógicas e reivindicações atravessadas pela ética do trabalho e pela apologia da produção. Neste debate, propomos questionar estes pressupostos, entrecruzando a análise das novas formas de exploração laboral, com a da desfiliação de uma identidade baseada no trabalho, manifesta na crise das organizações sindicais e na criação de novas formas de acção política.

debate com ricardo noronha, rui duarte, josé nuno matos
unipop

http://u-ni-pop.blogspot.com/

6 thoughts on “precariedade & novas resistências

  1. Espero que um dos intervenientes desmonte essa banhada de que a precaridade é uma coisa nova, sempre existiu e no século passado era bem pior

  2. Porque é que não apareces lá para o explicar mais claramente às massas ignorantes?

  3. Porque tenho mais que fazer e não quero ofuscar o brilhantismo dos oradores. Para além que não tenho as credenciais de um intelectual, para debates de intelectuais. Acho que a minha ausencia está suficientemente justificada

  4. Pelo contrário, a tua justificação fica longe de justificar a tua ausência, depois de teres afirmado categoricamente que “a precariedade sempre existiu e no século passado era bem pior”. E as credenciais só existem mesmo na tua cabeça.

  5. que fun, “intelectual” é insulto!
    por seu lado na tvi acham que “travesti” também é insulto!
    o insulto, essa arma da inteligência!

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