dim dom dim, PRÓXIMA ESTAÇÃO: ENTRECAMPOS, HÁ CORRESPONDÊNCIA COM A CARRIS, AHHHHHHHHH

Venho aqui protestar contra uma coisa muito mais importante que uma usurpação de uma frase pública numa parede pública. Venho aqui porque pela terceira ou quarta vez ou mais entrei na estação de metro do Saldanha e parecia ter entrado num cenário pós atentado. Uma nuvem de pó de cimento, o ar rarefeito e muita gente resignada, porque isto de milhares de pessoas entrarem numa estação de metro e respirarem cimento e merdas tóxicas afinal é muito menos grave que “a pandemia”. Atentados à saúde pública em pleno centro de Lisboa é coisa comum, já se sabe, basta andar na rua em hora de ponta e respirar aquela mistura nauseante de poeiras e gases lacrimogénios para perceber que, descontando as tabaqueiras (ainda devem ser das mais preocupadas) está-se tudo cagando para o estado dos pulmões dos concidadões.

Mas, afinal, o que é que custa fecharem a merda da estação enquanto há obras destas? Dou por mim a recordar uns amigos portugueses que, no metro de Paris, se espantaram agradavelmente com as etiquetas que anunciavam as datas de encerramento e reabertura de estações para obras de renovação. Alguém sabe quando acabam as obras do Saldanha/S.Sebastião? Nem o empreiteiro, quanto mais o Tozé e a Maria que vão trabalhar todos os dias de metro, muito bem educadinhos para a resignação nacional-salazarenta em que este país marina há demasiado tempo.

Bom, preenchi a reclamação (que mais pode um gajo fazer? greve de fome? ameaçá-los com uma arma?) e, moral da história, ainda vou ter que pagar o selo. E agora, envio a reclamação para quem? Para o metropolitano? Para a inspecção-geral do ambiente? Para o António Costa? Para quem, senhores?
A próxima reclamação já tem destinatário – o metropolitano de Lisboa e a inspecção do ruído (se não há, devia existir) pelos atentados repetidos à minha capacidade auditiva. Já decidi deixar de ouvir o MP3 no metro: não vale mesmo a pena, com toda a chiadeira cavernícola que aquela merda emite, mais as badaladas de meia noite cada vez que se aproxima uma estação acompanhadas por uma gaja de voz maviosa em plena gritaria e desvario. Quem é que consegue ouvir o Serafim Saudade nos auriculares? Não dá. E isto para não falar da chupeta chungo-noticioso-publicitária que temos que gramar naqueles plasmas novo-ricos desta exemplar empresa pública… Uns badalhocos, isso sim.

PS: Às almas mais caridosas declaro saber como se escreve correctamente a palavra mal escrita.

Anúncios

13 thoughts on “dim dom dim, PRÓXIMA ESTAÇÃO: ENTRECAMPOS, HÁ CORRESPONDÊNCIA COM A CARRIS, AHHHHHHHHH

  1. agora um bocado menos a sério:
    sempre gostei de musica industrial e se puder vivê-la ao vivo melhor ainda. devias pagar bilhete.

  2. Apoiado! O fim das obras estava previsto para o fim deste mês, mas como estamos em Portugal, não sei ao certo quando terminará o estaleiro.

  3. Venho aqui protestar contra uma coisa muito mais importante que uma USURPAÇÃO de uma frase pública numa parede pública.
    USURPAÇÃO É A PALAVRA CERTA

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s