Sá Fernandes oferece girassol a Portas

A Quinta do Zé Pinto é um símbolo da implementação do “Plano Verde” em Lisboa.
Situada numa zona estratégica de ligação de Monsanto ao Parque Eduardo VII, estava já comprometida por um empreendimento, quando José Sá Fernandes assumiu o pelouro do Ambiente.
Só uma enorme vontade política e uma obstinação com o Plano Verde, é que conseguiram retroceder os projectos para ali existentes. O “corredor de Monsanto” finalmente começa a ser uma realidade e onde era para nascer um empreendimento foram semeados girassóis.

Aqui há uns tempos vi uma notícia idiota no Público que dizia que os girassóis não deviam estar a ser regados porque estavam secos e tudo mais.
Duarte Mata – uma das pessoas que sabe mais sobre o Plano Verde e que já foi deputado municipal pelo Bloco em Lisboa – escreveu uma bela resposta à Ana Henriques do Público. Vale a pena ler.
Entretanto, o Miguel Portas, utilizou um artigo de opinião no Sol para também dar um ar de sua graça sobre os girassóis, aproveitando a oportunidade para bater no novo inimigo, nem que para isso tenha de valorizar as declarações do inefável Presidente da Junta de Freguesia de Campolide (PSD), que ainda há um mês se queixava de que a criação de zonas pedonais e “zonas 30” (km/h) prejudicavam o comércio local.
Miguel Portas pôs-se a jeito (como dizia o outro) e leio agora no blog do Zé, que o vereador lhe enviou de prenda um girassol de plástico, o único que não seca em Agosto.

5 thoughts on “Sá Fernandes oferece girassol a Portas

  1. pois, os gajos foram eleitos e 15 dias depois estavam de férias. não conheço melhor trabalho.

  2. caro saboteur,
    olha que o sonho de construir o campo na cidade é uma coisa que tem muito que se lhe diga, assim como o percurso do ribeiro telles. não acompanhei os escritos dele dos últimos tempos, mas espero que agora a ideia já não seja introduzir as plantas portuguesas contras as flores estrangeiras. enfim, apenas para alertar para a necessidade de uma crítica do discurso verde do Ribeiro Telles e seguidores. essa, aliás, sempre me pareceu a parte menos interessante do fenómeno “Zé faz falta”. A parte mais interessante, um independente capaz de enriquecer o espaço da esquerda partidária à esquerda do PS, essa também já não existe…
    abç

  3. Pois eu acho que o discurso de Ribeiro Teles é essencialmente um discurso ambientalista cada vez mais actual. O interessante é ser um velho a fazê-lo (e já há 20 anos) em vez de serem só os jovens ambientalista (tipo Durate Mata), como se vê normalmente em todo o mundo.
    Isso das flores estrangeiras não estou a ver, mas a questão das espécies é central numa politica ambiental e tem a ver com esta polémica dos girassois: Numa cidade onde agora estão 29 graus à noite e que de tarde estiveram quase 40, não se pode andar a plantar espécies que necessitam de muita água.
    Dadas as condições e o contexto de Lisboa, em que se rega com àgua potável, onde as regas são quae todas feitas em “horário de expediente” dos funcionários da câmara, etc, etc, o mais lógico seria parar de semear relva e até substituir os relvados por prados de sequeiro que naturalmente estariam secos de verão.

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