couves


Não consigo afastar esta impressão de estranheza com a embriaguez eleitoral. Para quê tanto barulho? Sabendo, como sabemos todos, que as opções políticas que envolvem a capacidade do Estado intervir na economia e noutros sectores estão há muitos anos metidas num colete de forças mandado de Bruxelas, não devia tudo o que se dissesse começar com um disclaimer do género “os partidos candidatos à junta de freguesia de S. Bento informam que a concretização das afirmações dos intervenientes depende de autorização superior”.

6 thoughts on “couves

  1. O “Nascimento da União Europeia” está bonito. Agora, o fatalismo do aperto sufocante da dita é que não pode ser, nunca. É que, por essa lógica, bastaria uma nacionalizaçãozita de nada, uma merda insignificante -tipo da Galp, da EDP, ou da banca comercial-, para termos blindados da NATO a passear na avenida da liberdade para fins bem pouco libertários; e bombardeamentos sistemáticos de caças aliados até recuperarmos o bom-senso, isto é, até privatizarmos a luz, a água, o mar, o sol, as pedras da calçada e o oxigénio. De qualquer das formas, vou já buscar a metralhadora – o velho Courbet inspira.

  2. Estarão com esta imagem a sugerir que a U.E tem servido para tapar as “nossas” vergonhas? E se estão, que fazer a partir de 2013?, ou de amanhã?!

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