De vitória em vitória #2

Tendo em conta também a “imensa campanha mediática destinada a favorecer uma artificial bipolarização e a menorizar a CDU”, temos de dar plena cobertura, à declaração de Jerónimo Sousa, que, como sabeis, não é propriamente uma declaração dele mas sim do Secretariado do CC ou da “Direcção do Partido”, como os do Secretariado dizem.

Tal como já estava patente no comunicado dos camaradas do MRPP, parece que quem se safou no meio disto tudo foram os próprios… Desta vez, como é evidente, não os próprios MRPPs mas os próprios PCPs.
“A expressiva votação alcançada” – apesar da queda generalizada de mandatos e da perda de Câmaras, digo eu – “dá continuidade a uma sólida e sustentada afirmação da CDU que testemunha a ampla corrente de apoio e confiança de um número crescente de portugueses e portuguesas”.

Sem brincadeiras: continuamos a assistir a uma degradação da influência do PCP e isso não pode deixar nenhuma pessoa de esquerda satisfeita.
Não sou dos que dizem que “a reacção é um tigre de papel” e obviamente que a comunicação social tem a sua quota-parte nos desaires da esquerda. Mas o tipo de análises que se lêem neste comunicados, a forma, por exemplo, de como é fácil encontrar paralelismos com os do MRPP, querem dizer alguma coisa. A CDU perde câmaras devido à “concentração de votos da direita no PS que ali vê a força que melhor pode combater a influência da CDU”?! Já para não falar no caso de Lisboa, e nas declarações de Ruben de Carvalho, que podia ser mote a mais um post de Joystick…

34 thoughts on “De vitória em vitória #2

  1. Saboteur:
    vai ser da esquerda democrática à vontade. Esforça-te muito pela ciclovia. Detém-te com pormenor nas diferenças óbvias entre a gravata do Lopes e o colarinho do Costa. Convence-te bem da falta que o Zé faz. Acomoda-te como quiseres e invectiva os sectários e os inflexíveis. Mas… não chateies o pagode, meu, vai antes confessar-te, ou coisa que o valha. Freud explica…

  2. É isso que me tens para dizer? Qu a diferença entre o Lopes e o Costa é na gravata?
    Pois acho que ilustras precisamente a minha teoria: à medida que o Partido (PCP) vai ficando mais guerreiro, enchendo o Campo Pequeno, atacando todos os que ousam criticar o Partido, etc. vai ao mesmo tempo perdendo capacidade de análise da realidade concreta e de auto-crítica. Caminho certo para não se chegar a nenhum sítio de jeito

  3. rasteirinho ó Saboteur… ou achas que o PCP é um partido do sistema e que visa o poder na democracia parlamentarista burguesa? desde que não haja grandes quebras nas votações, coisa que nunca acontecerá pela alargada base ideologica do partido as eleições, ao contrario do que se poderá passar no BE, as eleições serão sempre um passo no processo politico e nunca um fim.

  4. Ouve Saboteur:
    análise concreta da realidade é coisa que não se encontra por esta casa que tu frequentas. E o teu caso é especialmente lapidar. Peço-te que me apresentes um estudo teu (ou de qualquer um dos teus amigos) sobre a realidade. Nada, zero, nicles. Só indigência sobre eleições e conjunturas passageiras, copy/pastes de declarações deste e daquele, proclamações de amor à esquerda e à democracia, e coisas afins. A vossa indigência teórica vai a par da vossa decadência política. Ou seja: são finalmente democratas puros, pequeno-burgueses consequentes.

  5. Hummm… mas então dizes-me que o PCP não ambiciona crescer eleitoralmente e que portanto não é problema de maior a perda de influência nas instituições do poder burguês. Ok. Chama-se a isso falar claro. Mas então como construirá o PCP o socialismo ou pelo menos uma “democracia avançada”?

  6. Mas toca alguma campainha na Soeiro cada vez que se posta uma foto do chico lopes ou algum blog fez um link para este post do spectrum?

  7. Companheir@ que está 3 comentários acima deste:
    Mas a responsabilidade de qualquer partido político, e em concreto do PCP, de analisar a realidade concreta é imensamente superior à deste blog, escrito por pessoas cujos niknames são jogos de um computador que tem 48k de memória.
    Só isto já deveria dar para ficarmos por aqui. Mas deixa-me dizer-te que estás a ser injust@. Os posts dos meus companheiros de blog são fraquinhos, mas eu, por exemplo, ainda há coisa de 1 mês avisei o pessoal para comprar acções da Mota-Engil e agora diz que elas valorizaram uma brutalidade. Dizes que não analiso a realidade concreta?

  8. Para o burocrata a realidade é uma criação sua. Para o saboteur e para os seus parceiros o real é uma consequência da eleição, do gabinete e do titular do cargo. A realidade que suporta este mundo democrático, dialogante, belo, sem autoritarismo, é para o saboteur a coisa mais estranha e mais desconhecida que pode haver. Desconhece-lhe a dinâmica, as contradições, o conteúdo, as formas que assume. E por isso, para ele, os resultados eleitorais, a pequena trica, o burburinho palaciano, são um ídolo a adorar, são tudo, são o único aspecto a ter em conta para a definição da estratégia e da táctica de um partido. Saboteur: estás bem onde estás. Por favor, não mudes.

  9. “A realidade que suporta este mundo democrático, dialogante, belo, sem autoritarismo, é para o saboteur a coisa mais estranha e mais desconhecida que pode haver”
    Parole, parole, parole…
    Para mim os resultados eleitorias, por um lado são um indicador da influência política e social dos partidos, mas por outro – e creio que isso é importante – condicionam no país em que vivemos o acesso a alavancas importantes do poder político e aos mecanismos de funcionamento do Estado.
    Isto é importante e nada tem a ver com a “a pequena trica, o burburinho palaciano”, coisa que eu desprezo.
    E é precisamente por isso que digo que a estratégia do partido tem de ser – nas autárquicas, que é disso que estamos a falar – meter a mão na massa e ter como orientação geral,por exemplo, ir para os executivos de Junta, atender os municipes, chatear a câmara para calcetarem os passeios, para arranjarem o elevador da passagem pedonal, etc. Em vez de se ficarem por discurssos grandilequentes nas assembleias de freguesia sobre a importancia do orçamento participativo e contra as tropas no afeganistão mas sem nada fazer na prática para que o OP seja implementado, para que as tropas voltem ou sequer para ganhar as pessoas para essas causas, uma vez que quase ninguém assiste a essas merdas a não ser os próprios eleitos na assembleia de freguesia e mais uns tantos que gostavam de ser)

  10. e o que é a realidade para o pcp? uns sindicatos que consegue manipular? uns trabalhadores que consegue refrear? um muro que muitos acreditam secretamente não ter caído? um gulag que até fazia falta?
    o pcp trabalha essencialmente para o jogo burgês, parlamentar e institucional. Agora e sempre: para exemplo podemos ir desde o 25 de novembro (onde quis “evitar a guerra civil”) até à sua miserável prestação em autarquias como a de Sintra há quatro anos (votando orçamentos em troca de lugares em empresas municipais).
    Nunca vi, como no pcp, tanta diferença entre aquilo que os militantes acham que é o partido e aquilo que defende, e o que realmente é: um partido reformista, sem qualquer tese revolucionária, apenas pronto para moralisar as instituições onde se mexe: parlamento, autarquias, sindicatos e associações de bombeiros.
    Por isso tudo, Sabtoteur, ainda bem que não vais para lado nenhum, muito menos para esse antro de reformistas… o Pcp

  11. Mas o Paradise Café, anda com uns comentários excelentes, rebenta com os reformistas do pc e com as politicas xxi que pertencem ao século passado. Nem reformismos pseudo revolucionarios (pcp), nem reformismos “democratas” (politica xxi/psr/udp)

  12. Esse tal de Paradise Café, coitado, julga-se um nanni balestrini de trazer por casa. Ouvem-no? «Queremos tudo, somos «autónomos», abaixo os sindicatos e os partidos comunistas, que são uma extensão do poder patronal para transformar em rebanho e em carneirada os «homens livres» que nós, os democratas fixes, somos». É velho e relho, tudo isto. Muito mais remoto que aquela estória de 1999 («corremos por fora», lembras-te democrata Saboteur?) de um decrépito partido que queria «começar (a social-democracia) de novo». Pelo menos desde a Escola de Frankfurt que os «democratas» andam a escrevinhar sobre o tema. A tese deles é que as camada verdadeiramente revolucionárias da sociedade são agora os marginais e os desclassificados. Os trabalhadores estão já muito corrompidos pela colaboração com a burguesia no seio do próprio processo produtivo, não são afinal contra o trabalho em geral. Mas tudo isto – reparem – é saborosíssimo. O vaivém vertiginoso entre as posições do Café e as do Saboteur mostram tão somente que o cunho da vossa moeda tem precisamente estas duas faces: o oportunismo mais desbragado e o espontaneísmo artesanal mais galopante. Pas de teoria revolucionária, pas…

  13. Bom, caro anónimo, nunca me ouviu certamente a defender que é na margem que está a salvação e opotencial revolucionário, nem me ouviu a falar mal dos “partidos comunistas”. Ao contrário, acho que um desses cá em Portugal teria feito muita falta, por exemplo, no 25 de novembro, mas, infelizmente, não havia nenhum.
    Pode continuar a vomitar ódio sem discutir nada, mas já agora gostava de ouvir a sua opinião sobre o comentário que escrevi em cima.
    Se não tem opinião e é do partido por mera religiosidade, como creio acontecer com muitos, então não se ponha a discutir, por favor…

  14. Saboteur:
    os teus discursos é que são grandíloquos. Tão grandíloquos quão ocos, nas suas tentativas de justificação. O conteúdo geral das tuas posições resume-se afinal a isto: votas na esquerda moderada nas sindicais, no centro moderado nas deputais, e, alterando um bocadinho a letra (mas não o espírito) da canção, fazes a apologia da direita moderada a cada passo. Boa sorte para a ciclovia!

  15. Parece que a lálá voltou a destacar um ou alguns camaradas para combater os desvios (ora de direita, ora de esquerda) que emergem continuamente à sua volta e tanto a confundem.
    Não faz mal. Saboteur e Paradise Cafe engolem brejnevistas ao pequeno-almoço. Lembram-se dos cartazes do estaline que desapareceram da sala dos seguranças da jcp na festa do avante, no longínquo ano de 2000? Nós também.
    Uma coisa não entendo neste argumento que contrapõe a «realidade» aos resultados eleitorais. Se são um factor secundário ou até irrelevante, então porque é que a CDU considera que os votos que obteve “são um sólido elemento de confiança para as batalhas políticas e eleitorais futuras”? Afinal parece que são um elemento importante… Aliás, como se pode ler mais acima no comunicado, “assumem um inegável valor”.
    Um ou vários anónimos vêm comentar no spectrum em defesa do que consideram ser uma virtude do PCP, mas em contradição com o que considera o próprio PCP. O marxismo-leninismo já viveu melhores dias.
    A minha parte preferida é a que se refere à nossa «indigência teórica». E isto de quem milita num partido que não tem para dizer, acerca de um país como a China, mais do que isto: “Estamos certos que o sucesso do processo de grandes transformações económicas, sociais, políticas e culturais na China, tornando já hoje a China um factor de primordial importância das relações internacionais, possui um inegável significado para a luta dos povos pela sua soberania e dignidade e é um contributo para a sua resistência à tentativa do imperialismo de reforçar a prática unilateralista e instaurar uma nova ordem mundial exploradora e totalitária.”
    Primeiro como tragédia, depois como farsa.

  16. A prova de que os programas eleitorais não podem ser a única variável para decidir em quem se vota está bem patente em muitos dos comentários que vão aparecendo por aqui.
    Todos as candidaturas da esquerda tinha as bicicletas e as cilcovias nos seus programas, no entanto, os militantes de alguns desses partidos de esquerda vêm cá ao blog dizer saboteur, seu malandro, tu queres é bicicletas e ciclovias…
    Camaradas: Se acham que andar de bicicleta na cidade é uma atitude burguesa. Se acham que as questões ambientais servem apenas para iludir o proletariado das grandes batalhas realmente importantes, porque é que metem as bicicletas no programa? Para enganar o pagode?

  17. Quem tem força eleitoral tem razão, tem força, tem a linha justa, tem futuro, tem boas ideias, tem uma ideologia correcta, tem um programa adequado, tem o socialismo ao virar da esquina, tem beleza, tem ligação às «pessoas», tem modernidade, tem democracia, blá, blá, blá. Em suma: merece o nosso apoio. Em suma: não somos teoricamente indigentes.

  18. Sr. Paradise Café às 04:58:
    diz que pretende de mim um comentário ao que escreveu.
    Não o vai ter. O que rabiscou é uma aleivosia e uma injúria tais que devia envergonhar qualquer pessoa com dois dedos de testa, qualquer pessoa com o mínimo sentido do ridículo.
    Mas no fundo julgo que estará convencido de que não «vomitou ódio» e de que o que diz não se funda numa fé religiosa. Nada disso, Sr. Café, isso são coisas para os militantes do PCP, não há volta a dar. Da sua boca radicalóide, pseudo-balestriniana, sai apenas o doce pipilar dos passarinhos, o som harmonioso da lira dos loiros anjos, dedilhada com ternura por roliças e suaves mãozitas.

  19. Em todo o caso, é reconfortante pensar que um livro comunista como «Queremos tudo» chegou finalmente ao Vitória e à Soeiro Pereira Gomes.
    Agora só falta relê-lo e sublinhá-lo para ter a certeza de o ter entendido bem, como nos ensinaram nos cursos de formação ideológica. O Jaime Serra chamava-lhe «o método marxista-leninista de leitura». Depois tomam-se notas das partes mais importantes e discute-se com os restantes camaradas para saber se todos detectaram os mesmos desvios. Isto vai camaradas, isto vai. Mais uns anos e abandonam o IV Plano Quinquenal.

  20. «Queremos Tudo» vale a pena ser lido, tanto em termos literários como históricos. Mas não é um livro comunista (nem pretende sê-lo, nem tem que sê-lo). Que assim seja considerado por alguém – demonstra apenas até que ponto o disparate pode chegar.
    Demonstra, ao mesmo tempo, a bibliazita de quem por aqui passa o tempo.
    Desejam por aqui que o IV Plano Quinquenal seja abandonado. Deve então ser dito que, no vosso caso, agarrados como estão ao espírito de «Queremos Tudo», é de temer que isto afinal não vá, senhores. Por muitos anos que passem – nunca hão-de abandonar o «dinamismo», o «empreendedorismo», a «liberdade», enfim, a «autonomia»… restauracionistas.
    Fazendo uso de um dito da autoria de um célebre «autónomo» que aqui tem voz, tudo isto demonstra apenas, sempre e sempre, o vosso grandioso e apetecido «vazio cósmico».

  21. O linguajar dos donos do blog ombreia com o anti-comunismo mais serôdio. Podiam pelo menos, como académicos que são, usar os reaccionários que fazem pensar, que têm nível teórico, etc. Mas não, nada disso. Numa pequena viagem (enjoativa, nauseante) pelo blog, encontramos todo o «pulido», todo o «valente», arsenal do mais profundo reaccionarismo jornalístico, quotidiano. Sem grande esforço, lá encontramos, entre outras, as expressõezinhas (que trazem a reboque toda uma visão do mundo, toda uma maneira de sentir, de pensar e de interpretar) carregadas de ódio e de rancor: «os amanhãs que cantam», «o gulag», «o plano quinquenal», e – imagine-se – «a cortina de ferro».
    Primeiro como tragédia, depois como ópera bufa.

  22. É quase sempre assim que acabam os debates sobre o PCP: os do partidão acusam os outros de anti-comunismo primário. Mesmo que os outros se intitulem de comunistas, o que é o caso.
    E porquê? neste exemplo por usar o termo “gulag”, “plano quinquenal” e – “imagine-se” – “a cortina de ferro”.
    Eu destes 3 termos, só me estou a imaginar utilizar o “plano quinquenal”, mas por via das dúvidas, e como tenho faltado aos “cursos de formação ideológica”, solicitava que informassem dos termos correctos.

  23. É. São tão bonzinhos os que não são do partidão, tão ofendidos, tão maltratados, tão vítimas. Os do partidão, pelo contrário, são tão elogiados, tão levados em ombros, tão apreciados.
    Como aguentas isto, ó vítima? É, de facto, insuportável.
    PS – a lálá já ganhou. dominar os comentadores? não, ela domina é a mente do rick perigoso, ela povoa-lhe o sentido a toda a hora.

  24. Há muitos contra-revolucionários profissionais com pouco que fazer.
    Ficamos a saber que «Queremos tudo» não é um livro comunista. O que é então? E já agora, para eu sair do meu «anti-comunismo serôdio», podem dar-me um exemplo de livro comunista?
    Só me lembro da Lalá quando cá vêm parar comentadores deste calibre. Não saberei qual é a nossa «bibliazita», mas estou perfeitamente a par de quem é a Vossa Senhora.

  25. Outra vez a Lala, Rick Dangerous?!
    Caramba, é mesmo a tua Senhora, a tua autêntica obsessão!

  26. Segundo esse raciocínio, a quantidade de comentários da brigada brejnev no spectrum indicia uma obsessão bem maior. Não?

  27. brigada brejnev não é nada de que alguém se possa orgulhar. mas bem pior é a vossa brigada gorbachov-ieltsin, a vossa falange nepmen.

  28. Ainda segundo esse raciocínio, a quantidade de posts vossos no spectrum sobre o «partidão» não só indicia como é já um diagnóstico claríssimo de fixação demente. Não?

  29. Pois. A humanidade divide-se cada vez mais em dois grandes blocos: os que militam no PCP e os que escrevem no spectrum.

  30. A humanidade, pelo meio de muitas outras divisões, talvez não deixe de se separar, clara e nitidamente, entre quem tem duas caras e quem não tem. No campo dos primeiros, também por entre inúmeras variedades e matizes de percurso, há alguns que se destacam por defender, por exemplo, a «liberdade» e a «democracia» (ou até a competência e a visão de António Costa, pasme-se. O trabalhinho autárquico, meninos, dá muito trabalhinho, custa muito queimar de miolos, precisa de muita acçãozinha concreta, de estudo, de planeamento, de âmbitos, de muita, muita, muita, muita coisinha difícil) nos palcos certos, defendendo noutros o maior radicalismo possível, o queremos tudo, já. A figura dessa gente é deplorável. E o mais patusco é, tomando os outros por tolos, não se aperceberem do seu imenso ridículo reaccionário. Não?

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