O caso da Fleximol


“O caso da Fleximol (nome singularmente adequado) não é único e é revelador. Os direitos do trabalho não dizem respeito apenas à esfera da vida na empresa. São uma condição de democracia. Cada situação como a da Fleximol, “ensina” aos trabalhadores que as liberdades de expressão e de associação não são para todos e que quem se equivocar a esse respeito, sabe onde é a porta da rua. O que fará a próxima Ministra do Trabalho, que diz que é sindicalista, a este respeito?”
O nosso pequeno-grande deputado ribatejano (não estou a brincar) já começou a dar-lhes trabalho. Nada como uma viagenzinha à Albânia para os tornar produtivos.
A camarilha que se insurge contra a impunidade, de cada vez que um grupo de jovens incendeia caixotes de lixo no seu bairro social, guarda silêncio quando a ilegalidade tem por trás uma conselho de administração. Acham estranho e anacrónico que 20% do eleitorado vote à esquerda do PS. E não percebem que, se anacronismo existe, ele está quase todo do lado do patronato. Incluindo os micro-nano-pequenos-e-médios empresários. A economia de que eles se fizeram ideólogos é isto mesmo. Um enorme buraco negro dos direitos laborais.
Ao jovem Gusmão apenas faltou colocar a coisa noutros termos. Não se trata tanto de saber o que fará a nova ministra do trabalho, mas muito mais do que farão os trabalhadores da empresa. Como dizia o camarada Álvaro, «se a reacção arreganhar os dentes, é preciso parti-los antes que morda».

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