Activistas ‘Verde Eufémia’ arriscam cadeia


3 activistas ambientais foram acusados pelo Ministério Público por dano com violência, punível com um a oito anos de prisão, e por desobediência qualificada, que lhes pode custar até dois anos de prisão.
O seu “crime” foi, como se lembram, estarem envolvidos num protestado contra a plantação de milho trangénico, aliás, ironicamente (coisas do Macário Correia, penso), num distrito onde as autoridades políticas locais tinham declarado como “a primeira zona livre de transgénicos em Portugal”.
A esta distância dos acontecimentos, tendo já passado a exaltação do momento que levou Mário Crespo a espumar tanto pela boca, tendo entretanto sido feito um importante debate sobre os transgénicos em que ficaram mais claras as implicações destas plantações e o importante contributo que esta manifestação teve para o aprofundamento desse debate no nosso país, não deixa de chocar a mão pesada do Ministério Público.

Por causa do que não chegou a ser 1 hectare de pés de milho trangénico pisado e pela “falta de autorização oficial para aquela manifestação”, quer pôr na cadeia 3 pessoas que pensam e que agem em torno dos problemas ambientais, que são cada vez mais centrais para o futuro da humanidade, é uma barbaridade mediavalista.
Ficaremos atentos às cenas dos próximos episódios.

10 thoughts on “Activistas ‘Verde Eufémia’ arriscam cadeia

  1. pois, há quem lhe chame criminalização de movimentos sociais. Por mim acho que é altura de organizar solidariedade com eles, começar a fazer barulho.

  2. Alguém tem de ir para a cadeia, não é? Já que não conseguem, ou não querem conseguir, lá meter os corruptos do costume, vai a malta verde que é para o pessoal não pensar que isto é uma rebaldaria.

  3. não consigo, como muitos, odiar o agricultor de silves a ponto de achar cretina a sua reacção violenta aquando da acção. Seria a reacção da maioria de nós, até me parece bastante natural correr à biqueirada alguém que está a pisar o milho que semeaste. O que me pareceu realmente cretino foi a atitude ultra vitimizadora da comunicação social, sempre tomando a parte pelo todo e o latifundiario pelo “pobre agricultor”. E incapaz de falar com os seus vizinhos, entre eles um apicultor que vê as suas colmeias adoecerem, pq a broca do milho, a doença combatida por aquele trangenico,cumpre funções de limpeza para as abelhas. Ja nao falo de todos os outros que cultivem milho nas redondezas, que se arriscam a ser processados por estarem a cultivar transgenicos sem querer.
    Quanto ao caso, pode ser uma nova oportunidade para se debater os transgénicos como deve de ser, mas cheira-me que o debate vai ser mais sobre a actuação da policia e eficiencia da justiça.
    Quanto a solidariedade organizada, já existe e precisa de força, goglem solimove que encontram.

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