12 thoughts on “Árdua e útil é a pequena tarefa de cada dia / Que secreta e tenaz tece / a rede do partido

  1. vamos ver se esses alunos quando estiverem instalados no sistema com as suas famílias, os seus empregozitos 9/17, os seus compromissos com os créditos bancários, etc, ainda pensam assim.

  2. também acho que isso das 09 as 17, só se for o filme, menos de 10 ou 12 já não se arranja.

  3. para os conãs, primeiro resolve-se o problema do desemprego, depois, vamos todos resolver o problema do aquecimento global, depois o dos homossexuais e depois o dos carros. Pelo caminho, vamos atacando aqueles que não partilham das nossas prioridades, os imbecis.

  4. há que tratar também desses infelizes que gostam de fazer correcções ortográficas na blogosfera.

  5. Caro Saboteur,
    por vezes tenho a sensação que a tua visão sobre a mobilidade na cidade de Lx é um pouco redutora.
    Eu ia jurar que o problema eram os milhares de carros mal estacionados impedindo os peões de passar, a falta de transportes, os horários pouco programados e a desarticulação entre os vários meios.
    Além disso a noticia parece-me um pouco parva… 3 alunos do Tecnico? Eu ia jurar que o problema seria outro, o facto de chover em civil, das cantinas serem caras (excepto a acção social que é uma merda), as turmas gigantes, a desarticulação das cadeiras, a distancia entre os alunos e os professores etc… Deixa lá os 750 carros em paz, provavelmente, o IST é dos sitios onde há menos carros no local de emprego por pessoa (750 carros/( 8 mil estudantes+ 2 mil professores + mil não docentes+ investigadores).
    Visto assim, parece que o problema é menor… não?
    Cumprimentos,
    Daniela

  6. Daniela: O IST não é o sitio onde há menos carros/lugares no local de emprego por pessoa, que ideia é essa? Trabalhei na Tranquilidade, no Marquês de Pombal, onde havia uns 10 lugares porque havia um funcionário que tirava os carros da frente quando o carro de trás queria sair.
    Para além disso o problema não é haver um lugar de estacionamento por cada trabalhador/estudante. Pois se hoje em dia a cidade (e o IST) não aguentam com mais carros, é óbvio que esse objectivo é irrealista e nem sequer é desejável, a não ser que achemos que a solução é tornar a cidade num enorme parque de estacionamento.
    Não sei o que te dizer sobre a minha visão redutora dos problemas de mobilidade em Lisboa, a não ser que me continuo a esforçar-me e a gastar muito tempo por ler, debater e pensar na questão em conjunto com um colectivo consideravelmente grande de especialistas e activistas na matéria
    Sobre o que tu achas que é a visão não redutora dos problemas da mobilidade em Lisboa, não tenho nada a dizer. Acho que estás certa. “Milhares de carros mal estacionados impedindo os peões de passar” (é um problema crítico em Lisboa e não resolve transformando cada vez mais espaço público em lugares de estacionamento, mas sim reduzindo o nº de carros na cidade) “a falta de transportes” (podiam e deviam haver mais, mas chamo a atenção que muitas vezes tenho reparado que há quem se queixe disso e nem sabe bem que transportes é que existem. Repara em tantos TP com pouca gente. Há uma cultura em Portugal de não utilização de TP – nomeadamente por parte das classes médias e altas – que é necessário combater); “os horários pouco programados e a desarticulação entre os vários meios”. (Muito bem e isso tem causas profundas, noemadamente no facto de as empresas de transportes estrem de costas voltadas entre si, responderem a tutelas diferentes, etc).
    Sobre este assunto em concreto, o facto de haver estacionamento gratuito para professores, funcionários e melhores alunos (não é?) é um incentivo a que essa malta traga o carro para o centro da cidade, causando congestionamento de tráfego, nomeadamente dos TP. Por outro lado até se pode dizer que se os professores universitários e os melhores alunos do IST, parte importante da elite nacional, portanto, andassem mais de TP, talvez houvesse mais massa crítica que conseguisse exigir e conseguir melhorias significativas neste meio de transporte.
    Quanto ao problema ser um problema menor – um pouco na senda do que diz o conã – a mim não me parece nada. Eu sou da mesma escola que tu: acho que se devem periorizar os problemas e as lutas. Não diria que tudo está ao mesmo nível e sou criterioso no investimento das minhas energias, conforme não só as lutas, mas o contexto e a minha posição e os meus meios perante esse contexto (i.e: onde posso fazer a diferença/ ajudar mais?). No entanto creio que é uma idiotice criticar ou obstaculizar quem se dedica a uma causa que eu até posso achar importante, mas que não é prioritária (para mim)… senão dizia-te “porque é que te chateias que a cantina do IST é cara, quando há tantos trabalhadores a almoçar uma sopa e uma sandes ou a trazer marmitas de casa para não gastar dinheiro?” Para além disso, por muita largueza de vistas que tenham alguns camaradas, às vezes podem-lhes escapar certos pormenores: Pelo que já soube, por exemplo, algumas das pessoas que apoiam esta reivindicação, por exemplo, são estudantes que não têm carro e que trabalham para poder estudar e que acham que se o estacionamento fosse pago as receitas (públicas) poderiam ser investidas em benefício da escola (pública). Engraçado como esta questão, na perspectiva daquela pessoa, era uma questão essencialmente de classe.
    Queixares-te que quem escreveu a carta foram 3 apenas estudantes? Houvessem mais estudantes no IST com a disponibilidade para a intervenção na escola que mostraram esses 3 estudantes e o IST não era a miséria que é e provavelmente já não chovia em civil.
    A intervenção nas escolas tem muito que se lhe diga, mas o meu comentário já vai longo. Parece-me que esta pequena notícia não é “parva”, mas sim das melhores que a porcaria do Público editou nesse dia. Espero que um dia edite coisas entre “a distância entre os alunos e os professores etc”, e aí também farei um post sobre isso. Sobretudo se tu, querida camarada, vieres lá referenciada como a cabecilha do movimento.

  7. daniela,
    o facto de chover em civil talvez só afecte 1/4 da população do IST, e consideras isso uma prioridade máxima?
    O facto de as cantinas serem caras e serem uma merda, já há algumas propostas para isso, porque não vais ao FeaRS e votas no projecto que pede um microondas para a cantina, por exemplo?
    Quanto às turmas serem gigantes, as avaliações das cadeiras serem desarticuladas, e haver distância entre os profs e alunos… já experimentaste candidatar-te a delegada? ou pressionar teu delegado/a de ano? ou falar directamente com o teu coordenador de curso?
    Se ninguém se mexe, a malta acaba por comer o que é posto à frente.
    É engraçado ver malta a cascar nas pessoas que tentam fazer do IST um sítio melhor para se estudar, e que não mexem uma palha para nada. Nem para o seu próprio bem-estar.
    Mas se quiseres fazer alguma coisa quanto à “falta de transportes, os horários pouco programados e a desarticulação entre os vários meios”, força. Não sei é se será uma realidade naquela área.

  8. Caros Rosa e Saboteur,
    Agradeco as respostas e as “provocações”. :)
    Mas já não sou estudante do IST… (e portanto parece-me complicado aparecer em noticias sobre a distancia entre profs e alunos no IST)
    Mas estejam descansados, fui delegada, fiz parte do Conselho Fiscal da AE, da Assembleia de Representantes, de comissões, etc… Fiz o que pude e não pude pela melhoria das condições no IST.
    Ia de transportes para o IST de dia, mas de noite ia de carro, porque transportes à noite em Lx é coisa que mal existe.
    Para terminar, queria apenas deixar uma nota ao Saboteur sobre a falta de transportes em Lx (e arredores), tens razão, é a típica desculpa de quem nunca andou de transportes. Mas a verdade é que das zonas mais periféricas demora-se 45min (pelo menos) a chegar ao centro da cidade. E Lx não é assim tão grande.
    Beijinhos,
    Daniela
    P.S.- Fuck Christamas baby, I got the blues..

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