Liberdade, Igualdade, Fraternidade


O Nuno Ramos de Almeida, num post intitulado “todos pela imbecilidade”, faz-me uma intricada provocação, perguntando-me se vou à iniciativa de sábado de máscara de carnaval ou de fato e gravata.
Imagino que a parte da gravata tenha a ver com a estafada alusão à minha iminente transferência para o PS ou para um qualquer cargo que permita dar trabalho a alguns amigos…
Mas é a parte da “máscara” que me leva a escrever este post, até porque o Nuno fala também de “folclore”, convocando um pouco os preconceitos sobre as paradas do Orgulho LGBT.
Em primeiro lugar há que lembrar que a Parada é lá mais para o Verão. Esta é uma iniciativa diferente e independente dessa, muito embora seja natural que os activistas que irão estar amanhã em frente ao S. Jorge, venham também a estar noutras acções.
Em segundo lugar, eu creio que nós amanhã devíamos nos abster de qualquer folclore ou de máscaras de carnaval (até porque o Carnaval já passou) e adoptar uma postura séria de indignação, própria de quem está perante uma manifestação de apelo à intolerância, apoiada pelo PNR.

Eu compreendo os receios de Miguel Vale de Almeida, quando diz que não se devia responder a provocações, mas acho que só ficamos mal na fotografia se respondermos na mesma moeda.
Na minha opinião, a nossa postura não deveria ser provocatória contra os manifestantes integristas. Indignada, sim. Em defesa dos direitos e liberdades conquistadas, também. E até com exigências e reivindicações de que se possa ir mais longe no combate pela igualdade e contra a discriminação… mas nunca descer ao nível deles, nem fazer nada que possa ser usado politicamente por eles, na comunicação social, por exemplo. Como é notório, mau jornalismo é o que há mais por aí. Todo o cuidado é pouco

9 thoughts on “Liberdade, Igualdade, Fraternidade

  1. Saboteur,
    Sabes mesmo ler? Onde é que eu falo da parada do orgulho gay?
    Eu respondi a um post anterior teu em que nos “provocavas” e disse que a contra-manifestação na minha opinião apenas vai servir para legitimar e credibilizar a manifestação reaça. A referencia ao foclore é a teu respeito. Refere-se ao teu radicalismo verbal e à tua imensa compreensão em relação ao governo e à câmara municipal de lisboa PS. Só isso.

  2. NRA, como é que a contra-manifestação vai servir para legitimar e credibilizar a manifestação reaça? Que se diga que lhe pode dar maior visibilidade, até admito que sim, e mesmo isso não tem de ser necessariamente mau. Agora, legitimar e credibilizar!? Qual é a lógica disto? Como o pessoal se manifesta contra uma manifestação asquerosa essa manifestação asquerosa já se justifica. É isto?

  3. É o que dão as acusações intrincadas, nuno. Tens de te limitar ao insulto mais directo, para evitar confusões.
    Dizes: «em relação à parte foclórica da contra-manifestação, para dar razão às beatas e fachos e dramatizar o assunto, a minha dúvida é se tu vais de fato ou de máscara?»
    E como outros já disseram “Para circo já basta o deles”, fiquei convencido que imaginavas que nos fossemos manifestar mascarados…
    Mas que raio de conversa é essa agora?
    Radcalismo verbal? De que me acusas em concreto? Ser radical mas só nas palavras porque nas acções não sou nada? Mas depois dizes que tenho muita compreensão pelo Governo? Como chegas essa conclusão? Pelas minhas palavras ou pelos meus actos?

  4. Saboteur,
    Como sabes tenho estima por um tal de BA, mas menos por ti. É um caso que a máscara toma conta do mascarado.
    Sobre a tua muita compreensão pelo governo ,chego às conclusões pelos teus posts deste mês, tenho preguiça de voltar a ler os outros. Andas sempre a relativizar a actuação deste governo em posts e comentários.
    No meio desta crise toda, os teus posts deste mês deixam de lado a corrupção socrática e a sua política e são para atacar as manifs contra o Sócrates, defender a Inês de Medeiros, atacar os partidos de esquerda que aprovaram o orçamento regional. Até podes ter razão sobre todos esses pontos, mas os teus últimos posts nem uma vez analisam o comportamento deste governo. Isso não está nas tuas preocupações. Sempre que se fala do Sócrates assobias para o lado. Ok, em Janeiro estavas de férias, deixaste o BA ir ao teclado, e escreveste sobre o orçamento, lamentando provavelmente que a esquerda não se tenha entendido com o PS, e a Daniela Ruah. Foi prazenteiro, mas soube a pouco.

  5. Nuno: BA e Saboteur são a mesma pessoa e por isso, desculpa lá, mas com estimas dessas…
    Vejo que te afastas definitivamente sobre o tema do post para te centrares numa das tuas últimas especialidades: os (meus) desvios de direita.
    Sobre o “radicalismo verbal” estamos conversados, não é? Se o que te incomodam são os meus posts não atacarem o Governo, a crítica que me queres afinal fazer é de não ter um radicalismo verbal à altura.
    Sobre as falhas que me apontas, vais desculpar-me outra vez, mas se pões as coisas nesses termos, de quem não está comigo está com o Sócrates e com o PS, deixa-me que te diga que estou convicto que colaboraste – sem intenção – numa farsa que deu pelo nome de manifestação pela liberdade de expressão. Deste a tua energia ao foguetório do PSD e da direita, quando é de primordial importância que nestes assuntos eles não possam sair incólumes.
    Nem os velhos passarões da direita (políticos e profissionais da comunicação social, como o Moniz, o Fernandes e a Moura Guedes), nem os recém-chegados à luta pela liberdade de expressão (sobretudo através da retirada do Estado de sectores estratégicos), são melhores que Sócrates e tu sobre isso assobias para o lado.
    Eu não defendi a Inês de Medeiros (embora pudesse defender porque a acusação que o apoio dela foi comprado pela PT com um subsidio para um festival de cinema é pior que mau jornalismo: é manipulação pura e dura como só o Correio da Manhã tem a lata de fazer), mas apenas disse que ela pôs questões importantes (“ou há moralidade ou comem todos”), como seja a propriedade dos órgãos de comunicação social ou o caso das jogadas da casa civil do PR com o Público. Questões que eu gostava de ver a esquerda a colocar (bem… e que se calhar até colocou, mas que a comunicação social não passou)
    Quanto à Lei das Finanças Regionais, estou como tu: tenho preguiça de explicar porque é que na minha opinião a esquerda esteve mal ao aprovar essa Lei.

  6. Joystick,
    Não vou responder-te.
    BA,
    Discordo politicamente de ti.Não concordo com alguns dos teus posts. Não aceito que o monopólio da crítica numa discussão seja teu.
    Repara que não pessoalizo as questões, não uso o insulto pessoal como arma. Quando te insultam, no blogue em que estou, defendo-te. Continuarei a fazê-lo.

  7. “Tenho estima por ti mas és um pulha”.
    Ora aqui está uma boa dica para eu dizer a meia dúzia de bacanos que conheço por aí. Isso, ou dar início a uma ode sobre a estima. Ou será melhor sobre os pulhas? Hesito…

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