Quando é que vamos rebentar a puta da placa?

Era uma vez um senhor, impecavelmente sério dentro da sua farda, que via o mundo através de um austero monóculo.O Marechal Spínola dedicou a vida a tentar arrumar a sua querida pátria que teimava sempre em não lhe obedecer.
Começou a árdua tarefa como governador da Guiné enviado por Salazar para degolar o movimento de libertação liderado pelo PAIGC. Bem tentou mas os “turras” só pioravam a situação. Com uma enorme mágoa, foi obrigado a declarar “guerra total”, ou seja, indiscriminar alvos militares e civis. Morreram aos milhares, mas teve de ser. Morrer a pátria é que não.

Mais tarde, para provar que a sua lealdade ao regime santo não estava em causa, não hesitou ficar do lado do amado líder, quando, na “abrilada,” se tentou assassinar Salazar.

Depois é que foi a bagunça total. Revolução e o catano. Para pôr aquilo na ordem, a 28 de Setembro, lá tentou arrumar a casa. Teve azar: uma maioria ruidosa não deixou acabar a festa.

Depois de tudo tentar, foi injustamente corrido dos corredores do poder. Foi então que, para sua grande mágoa, lá recorreu novamente ao arsenal: muniu-se de uma, quer dizer de várias organizações terroristas e lá conseguiu rebentar umas sedes dos partidos que estavam com a revolução. Morreu gente, mas, a favor da pátria quantos não são os sacrifícios que nos saem da pele não é?
Mas a história não acabou assim tão mal: a festa sempre terminou e o pessoal lá varreu os cacos. E, já perto do último sopro, ao olhar para amada pátria, sabemos secretamente qual foi o seu o último pensamento: “Isto até correu bem!”.

E, por tanto ter dado à pátria, a pátria irá, no próximo domingo, dar o seu nome a uma avenida de Lisboa. Os discursos e honrarias ficam a cargo dos mais ilustres representantes desta casa arrumadinha: Cavaco Silva e António Costa.

Quando é que vamos rebentar a puta da placa?

40 thoughts on “Quando é que vamos rebentar a puta da placa?

  1. Sim. Isso de a camara municipal ir dar um nome de uma rua de Benfica ao Spínola só vem demonstrar que não podemos ter nenhuma confiança no seu vereador do ambiente.
    (já agora, só para dar alguma formação aos camaradas, o nome das ruas é dada pela comissão de toponímia, que tem o poder formal de rejeitar qualquer proposta de nome de rua e o poder de facto de dar nomes às ruas de Lisboa. Essa comissão é composta esencialmente por funcionários da Administração pública (ligados essencialmente à cultura, estudos olisiponenses …) O aparelho de estado tem poder escondido em todos os seus cantinhos. Há que saber isso.)

  2. LOL. Por ter toda a confiança é que sei que o Sá Fernandes e o António Costa vão lá estar contigo e com o paradise Café a rebentar a puta da placa que a Câmara Municipal lá colocou à vossa revelia. LOL

  3. Olha que a Abrilada foi em 1961 e o Spínola só se tornou governardor da Guiné uns anos mais tarde.
    E de facto, este Sá Fernandes não perde uma oportunidade para fazer o mal. Aposto que foi ele que esticou o inverno deste ano até à semana passada.

  4. Chiça… aliás duplo chiça!
    Não é só mau darem um nome de rua a esse facínora, como continuarem neste blog a defenderem o Sá Fernandes!!!
    Daqui uns anos também este último terá a sua placa toponímica:
    “José Sá Fernandes
    19… – 20…
    O grande abatedor de árvores e impulsionador do Rock in Rio de Lisboa”
    ah, ah , ah!
    E hão de os bloggers todos do Spectrum lá estar no descerramento ! :-)
    E aí meus caros, será a vez de dizer:
    Quando é que vamos rebentar a puta da placa?

  5. Realmente o que mais destinge o pelouro do Ambiente da CML nos últimos anos é precisamente o abate de árvores…
    Convocar o Sá Fernandes como “O grande abatedor de árvores e impulsionador do Rock in Rio de Lisboa”, ainda para mais a propósito de um post sobre o Spínola, tem tanto de infantil como de idiota. É uma bela ilustração do quão doentia pode ser a partidarite aguda.

  6. Sem desmentir o comentário anterior, note-se que quem começa de alguma forma por evocar o Sá Fernandes é o Paradise Café, ao considerar António Costa, a par de Cavaco, o mais ilustre representante do Status Quo.

  7. Peço desculpa interromper um debate tão interessante. É só para dizer que a Av. António Spínola já existe há uns bons anos. É aquela tipo via-rápida, que vai desde o fim da EUA, passa por chelas, até a uma rotunda quase na Expo.
    O que Cavaco vai fazer com António Costa é descerrar uma placa comemorativa dos 100 anos do nascimento do antigo Presidente da República.

  8. É fantástico: fala-se da atribuição do nome de um fascista a uma avenida e o que convoca gente para a discussão é o Sá Fernandes???
    A situação não é suficientemente grave para vómitos desta estirpe rapaziada?
    “O Paradise é que evoca o Sá Fernandes?” O caralho. Refiro que aquelas bestas, Cavaco e Costa, lá estarão a prestar vassalagem a um facho. Onde está a evocação?
    Ainda bem que há blogs como este a permitir comentários a esta canalha não fosse a estupidez rebentar por outro lado, sem lá bater na mulher ou assim…
    PS: Realmente não é de fonte segura que sei que vão dar o nome do Spínola a uma avenida no Domingo, é do Público, no P2 de sexta-feira, na sua página 6.

  9. Quando a maior estátua de Lisboa é a do marquês de Pombal está aberto o caminho para homenagear o primeiro monóculo que apareça.
    Eu guardava essa trastalhada toda (Pombal, Saldanha, Pedro IV) num museu e plantava relva – mas já sei que não sou do século XXI.
    Ah, e não dava nomes de pessoas às ruas. Gosto de ‘praça das Flores’, ‘praça da Alegria’, ‘Avenida da Liberdade’, ‘rua dos Mastros’.

  10. Xica: A relva, não é ecologicamente sustentável.
    Sempre que possivel, em Lisboa, onde faz calor 7 meses por ano, devemos antes optar pelo prado de sequeiro, que não necessita de rega, mas que está apenas verde no inverno e primavera. No Verão fica seco, o que também tem utilidade para os políticos mais populistas se queixarem “tá tudo seco”, como fizeram uns com um certo campo de girasóis na quinta do zé pinto ;)

  11. Caro Paradise Café
    Quem me parece que está sempre a puxar o assunto do Zé e a defendê-lo é o Saboteur… Vê lá se metes ordem nessas “partidarices” que para aí existem no Spectrum ;-)

  12. O anónimo que leia o comentário do primeiro e que veja quem é que decidiu falar no Zé.
    Podes dizer: “Mas deixa-os falar, não era necessário fazeres um comentário”. Mas eu prefiro comentar… Acredito que o melhor para os meus camaradas é saber enfrentar os seus fantasmas e obsessões e recuperar alguma clareza de espírito.

  13. Todos sabemos que foi a pedido do Spínola que o Sá Fernandes abateu as árvores centenárias do Príncipe Real.

  14. Caro Rick
    O humor é uma boa arma de arremesso, mas apenas quando bem usada… e a sua piada, todavia, não consegue esconder a verdade dos factos!
    Foi o Sá Fernandes que mandou abater as árvores do Príncipe Real, que está por trás de outros disparates relacionados com protocolos com empresas privadas, levados a cabo ou pensados por ele [como a Praça das Flores (Skoda), 
Jardim da Estrela (Modelo Continente)
, Rock in Rio (Better World)
, Bicicletas de uso partilhado (JC Decaux)
, Pleno Out Jazz Festival (Tisanas Pleno) ou Micro-turbinas Eólicas (SkyStream)]…
    Se gostam tanto dele, levem-no aí para o blog, mas convençam-no a desistir de ser vereador, pois o homem é um desastre com pernas :-(

  15. Disparates dizes tu, anónimo. Logo para começar misturas tudo. Coisas muito diferentes.
    Como este caso do Sá Fernandes já não é bem do foro político, não vou perder mais tempo com esta história.
    Como manifestamente não conheces o estado em que estava e está hoje o jardim da estrela, deixo-te (e vos) apenas com a foto da tal placa do parque infantil do Jardim da Estrela. A placa que diz “continente” ao lado de CML.
    http://lisboaemuitagente.blogspot.com/search?q=continente
    As 10 letrinhas não devem medir mais que 10 cm de comprimento por 3 ou 4 de altura. Para o anónimo anterior, invalida qualquer mérito na requalificação do Jardim da Estrela. Um desastre com pernas, diz ele. Porque o bom vereador dos espaços verdes, prefere não fazer nada a ter ali a plaquinha…

  16. E porque raio é que a merda do Continente tem direito a colocar a sua “plaquinha” o MEU jardim da estrela!
    O espaço público não para abandalhar…
    Olha que raio… não é competência da Câmara arranjar o jardim?
    Se não achas que é privatizar, andar a colocar “plaquinhas” com nomes de empresas em tudo o que a merda da Câmara devia fazer, então mete uma placa na testa, outra no teu blog…
    O pior cego é o que não quer ver! :-(

  17. Caro anónimo, o seu humor é melhor e mais refinado do que o meu. Quem comenta tantas vezes podia arranjar um pseudónimo para identificar as suas ideias. Recomendo-lhe um jogo de computador:«Sim City». Vai poder construir imensos jardins sem publicidade.
    O que está em causa no caso do Sá Fernandes não é o acerto desta ou daquela medida, mas a forma como cada medida é retratada/apresentada. A história é quase sempre mal contada e é mal contada pelo presidente da junta de campolide(PSD), por jornalistas, pelo bloco, pela CDU e ainda estou à espera de ver a concelhia xuxialista a criticar a fúria ciclista e verde do vereador.
    Quando alguém é alvo de tantas histórias mal contadas, é provável que esteja a fazer qualquer coisa de jeito e merece o benefício da dúvida.
    Fica desde já o convite para ambas as coisas: o Sá Fernandes passa a escrever no spectrum e arrancamos a placa do continente (aquela que tem as instruções de segurança nas costas).

  18. Caro Rick
    Três coisas:
    1) aceito o cognome
    2) parece-me que o Sá Fernandes já escreve neste blog :-)
    3) vamos lá a essas placas! as que já estão e as futuras!
    Saudações urbanóides,
    Sim City

  19. Caro Simcity
    Talvez com uma historiazinha chegues lá:
    Imagina que és eleito vereador dos espaços verdes e tens uma grand quantidade de jardins, parques e miradouros a necessitar obras de reabilitação. Tens até alguns fechados por já não terem condições para serem visitados e outros porque as obras começaram mas pararam a meio porque a CML não pagou aos empreiteiros. Imagina que não tens orçamento, pois foste eleito para uma camara falida.
    Os municipes exigem – e bem – que a câmara tem o dever de tratar daquilo
    Tens várias opções:
    1.Podes não fazer nada e queixares-te – e bem – do governo central, que asfixia financeiramente o poder local, obcecado que está com o déficit enquanto se caga para o espaço publico.
    2.Podes procurar utilizar o teu peso e prestigio político para conseguir junto dos teus colegas vereadores uma fatia maior do orçamento: tire-se da acção social, tire-se da cultura, tire-se dos bombeiros, tire-se dos serviços centrais e venha aos espaços verdes.
    3.Podes procurar aumentar as receitas da Câmara (apesar de teres instrumentos limitados para isso, uma vez que és um simples vereador), propondo aumento do IMI, ou das taxas de ocupação de espaço público, ou criando uma taxa para entrada no Parque… De qualquer forma terás, depois, de convencer os teus colegas de câmara que o aumento de receita deve ir para os espaços verdes e não para outras coisas
    4.Podes ainda procurar parcerias, que podem ser diversas, mas que basicamente vais procurar quem te resolva o problema em troca de qualquer coisa que possas dar.
    Agora descobres que o Continente estava a levar a cabo uma campanha do género: ao comprar determinados pordutos verdes, está a contribuir para os jardins de Portugal. Sabias que eles já tinham financiado projectos em dezenas de concelhos mas não em Lisboa. Tu tens na calha, já projectado pelos técnicos da câmara um parque infanto-juvenil e vais propôr que eles paguem isso. Em troca eles ficam com a publicidade. A da plaquinha, claro, e a dos jornais, sobretudo suscitada pela oposição.
    É isto privatizar um jardim? Viste o parque? A sua afluência? Sabias como era antes? Já tinhas visto a placa antes de eu mostrar-te a foto, que tiveste de ampliar para ler as letras a dizer “continente”? Se um activista como tu confunde isto com privatização então estamos bem arranjados pois manifestamente não estás minimamente preparado para combater a onda privatizadora que aí vem…
    Claro que o ideal era que houvesse um outro sistema fiscal e uma outra Lei das Finanças Locais, que não deixasse os municipios descapitalizados e que nem desse margem de manobra para empresas como o Continente fazerem estas flores… levavamos tudo nos impostos! Num futuro que eu desejo o melhor era que o Parque nem sequer fosse gerido pela câmara mas sim por um colectivo de amigos do jardim da estrela, que tivesse debatido amplamente e com o contributo das crianças o projecto do parque infantil e que o tivesse construido com os seus próprios fundos, porque mesmo os caixas dos supermercados continente, que queiram fazer parte desse colectivo, ganharão o suficiente para todas essas coisas… Mas atélá, lembra-te: tu és o Vereador dos Espaços Verdes. O que vais fazer? Confiarm-te o voto e pagam-te o salário a ti e à tua equipa para fazeres alguma coisa pelo jardim da Estrela…
    ***
    Quanto à proposta de ir lá rebentar a placa, a mim, tal como o camarada Paradise Café, não me parece mal… Muito embora tenhamos que ver se deitamos a placa abaixo ou se raspamos ou pintamos por cima a palavar “Continete”… E temos de ver o que fazemos aos outros 3 nomes que estão na placa: CML, VISÃO e QUERCUS.
    A mim parecem-me que esse tipo de acções são úteis para ajudar a criar uma consciencia política avançada contra a publicidade…. e o que é o mecenato senão uma forma mais subtil de publicidade?
    No entanto reafirmo que é absolutamente desajustado, para não dizer idiota, essa anti-sá-fernandite primária que alguns camaradas têm, nomeadamente os do Bloco, claro, que os coloca em situações ridículas, como as que aqui se veem de ser chamado à coação por causa do Spínola…
    O Vereador do ambiente da câmara de Lisboa não só não é pior do que os outros vereadores que por lá passaram, como é manifestamente melhor. Melhor inclusivamente do que o último grande vereador do ambiente, o nosso camarada Rui Godinho. Melhor porque é um ambientalista. Melhor porque não se conformou com o estado degradado dos espaços verdes que recebeu para gerir e melhor porque, não se conformando e tendo recursos limitados, consegui de facto fazer alguma coisa por eles.
    Outros pontos positivos na sua caderneta de político, como ser o único vereador que tenha alguma vez denunciado uma tentativa de corrupção à polícia, nem são para aqui chamados.
    O que é para aqui chamado é que temos um conjunto de malta a sofrer de uma obcessão grave com o Sá Fernandes e que isso objectivamente lhes tolda a sua análise, visão e até capacidade de intervenção política.
    Um exemplo é termos uns tipos a dizer que o jardim da estrela foi privatizado. Numa altura em que deviamos estar a falar a sério das privatizações isso é areia para os olhos…. Outro exemplo, muito habitual ao longo do ano neste blog, são todas as palermices que se ouviram da parte de certos militantes de esquerda contra as bicicletas, contra as ciclovias, etc. .. o que está no origem deste fenómeno curioso que é a Massa Crítica ser provavelmente o único Movimento de Lisboa que não tem mais de 50% dos seus activistas ligados aos partidos de esquerda. Aliás, nem 50, nem sequer 5%!

  20. A esquerda é mesmo um albergue espanhol: massa crítica um Movimento de Esquerda? Mas a defesa da bicileta é necessariamente uma defesa da esquerda?
    Repara que acho que esse “movimento” levanta questões interessantes, mas interessa-me aqui mais é essa coisa da esquerda que serve para adjectivar tudo o que o pessoal de esquerda acha fixe.
    De resto continuo na minha: fala-se de homenagear um fascista e respondem-nos com Sá Fernandites??

  21. Paradise: Eu não disse que a defesa da bicileta é necessariamente uma defesa da esquerda. (até acho que é mas não vamos meter ainda outro tema à confusão senão é que ninguém se entende).
    O que disse é que o facto de a Massa Crítica não ter lá a habitual massa de militantes partidários (PCP ou BE – normalmente e infelizmente é raro ser PCP e BE) tem a ver com a tal Sá Fernandite que apareceu imediatamente no primeiro comentário ao teu post.

  22. Também se pode dar o caso, que nós nunca equacionámos, de todo o pessoal que aqui vem deixar comentários manhosos sobre o Sá Fernandes trabalhar para a Bragaparques e ser pago com aquela guita que o Domingos Névoa lhe sacou em tribunal.

  23. Caro Saboteur
    A tua bela retórica não me convence… A falta de dinheiro não é motivo para baixar as calças. Se achas que sim, boa viagem e continua lá a glorificar o teu herói de pacotilha… embora me pareça que quem faz figura de tonto aqui és tu! ;-)
    Caro Rick
    A tua massa não sei de onde vem, mas a minha não vem nem da BragaParques, nem do Névoa!
    (…ah! E o teu sentido de humor está sem dúvida a melhorar! :-)
    Saudações urbanóides,
    Sim City

  24. A minha massa vem da gigantesca conspiração anarco-judaico-maçónica-bolchevique.
    Mas então não entendi muito bem o que achas que deveria ter sido feito no Jardim da Estrela. Para não baixar as calças, ficava o parque infantil fechado? Mas… então e as crianças? Sem um espaço para brincar, ficavam expostas aos perigos da droga e da delinquência. E com uma basílica ali tão perto, ainda se tornavam alvo de algum padre mais lúbrico.

  25. Caro Rick
    Viva então o Continente! Que estendeu a sua mão cristã por cima das cabeças dos meninos tristes e futuros drogados!
    Antes nenhum parque infantil do que com mil parques infantis com a Leopoldina aos saltos!
    Chiça… acho que o Spectrum anda é a precisar de umas férias!
    Tenho alguma dificuldade em acreditar que vocês comam (e ainda defendam) esse argumentário pró-parcerias público-privadas… mas enfim, se não querem abrir os olhos… fechem-nos e sigam em frente!
    Saudações urbanóides,
    Sim City
    P.S.
    Apesar de vocês se terem conformado e acharem que tudo isto é legítimo… a cidade não está à venda, meus caros!

  26. diz quem, o legítimo dono do jardim da estrela? a cidade está à venda desde que eu a conheço, às vezes mais e às vezes menos. eu gosto do menos. essas merdas de que vocês falam são alguma novidade, é isso?

  27. Caro Chuckie Egg
    A novidade não é ela ser vendida… A novidade é a actual aceitação geral (partilhada por alguns bloggers do spectrum) de um conjunto de disparates que até há alguns anos seriam vistos como atropelos aos direitos de todos…
    Se isto cabe na cabeça de muita gente, não cabe na minha, pois os direitos à cidade e ao espaço público foram bastante difíceis de conquistar…
    Fiquem lá com as vossas ideias de esquerda pós-moderna, que não me interessam grande coisa…
    Passar bem,
    OVER AND OUT

  28. Estou a precisar de um aumento.
    Sim city, estava a gozar quanto às crianças. Acho que o assunto não é assim tão sério como tu pretendes. Por exemplo: “os direitos à cidade e ao espaço público foram bastante difíceis de conquistar”. Mas que direitos foram esses e quando é que foram conquistados? Ou seja, em que é que se materializa o direito à cidade? Em parques infantis sem a chancela do continente? A sério?
    Diria eu que a luta pelo que quer que seja o direito à cidade e ao espaço público passa por outro tipo de coisas e perde pouco tempo a analisar a performance do vereador do ambiente. Se costumas ler o spectrum não desconhecerás que escrevemos várias coisas sobre o assunto, em registos diferentes e com perspectivas diferentes entre nós.
    E já agora, há mesmo uma leopoldina aos saltos no jardim da estrela ou é o tipo de cenário que gostas de desenhar quando já não restam argumentos numa discussão?

  29. Vamos lá ver: se as letras a dizerem continente (4 cm X 13 cm) numa placa do parque infantil, significam a privatização do jardim da estrela e a “venda da cidade”, o que dizer do mupi publicitário na av. da Liberdade então? E esses não pagam tanto! Fazes um centésimo do escarcéu por causa desse mupi? ou por causa dos milhares que existem por toda a cidade?
    E o que dizer do catrapázio do PNR em Entrecampos? (que por acaso o Sá Fernandes mandou logo retirar) significou a privatizaão de todo o campo grande?
    O problema, meu caro, é que no fundo, o teu problema, não é bem com o direito ao espaço público ou com a poluição visual da cidade, mas sim com uma mala-pata com o homem… aliás foi por isso que, até por causa da retirada do cartaz do PNR (que ainda hoje os deixa bastante fulos, a espumarem pela boca, a dizerem que nem sabem onde é que os seviços da câmara armazenaram o dito), até por causa disso, ouvi camaradas a criticarem o homem.

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s