Sinais de Fogo


Acendi a TV estava Miguel Sousa Tavares estava a falar sobre a “Caça à Multa” com a mesma certeza e arrogância que fala contra as energias renováveis ou do muro de contentores que vai separar para sempre Lisboa do seu rio.
Dizia que ainda há pouco tempo apareceram na comunicação social notícias sobre como os radares de Lisboa e Porto tinham contribuído para reduzir os acidentes de viação… mas, dizia ele, “ninguém apontava um único número”.
Muito bem! Exigência de rigor e de algum aprofundamento dos assuntos é uma coisa que se devia exigir aos jornalistas.
Mas logo na frase seguinte, foge-lhe o pezinho para a conversa de café entre reformados, para não dizer a demagogia barata do costume. Qualquer coisa como “No entanto, o que ninguém diz, é que as multas cobradas em consequência do funcionamento dos radares, são determinantes para os orçamentos municipais de Lisboa e Porto”
“determinantes” ?? Como assim? Que números tem Miguel Sousa Tavares sobre isso?

3 thoughts on “Sinais de Fogo

  1. O essencial da luta de MST contra a hipocrisia da caça à multa nem passa tanto pela questão levantada por este post (que até faz todo o sentido), mas pelo uso e abuso da respectiva causa: o excesso de velocidade.
    O MST (e eu concordo com ele) continua a achar que os verdadeiros assassinos em potência nas nossas estradas não são tanto os condutores que andam a pouco mais de 120 Km/H nas nossas auto-estradas mas aqueles que insistem em manter-se numa faixa à esquerda quando possuem uma faixa livre mais à direita, ou os que acham que o manípulo que sinaliza a mudança de direcção é um mero objecto de decoração do tablier, como o cd ou a santinha pendurados no espelho retrovisor – só para dar dois exemplos. Claro que um automobilista ou um motociclista que venha em “excesso de velocidade” e seja confrontado com uma destas “transgressões menores”, mais dificilmente conseguirá corrigir uma manobra. E quando a asneira antecedente é grande, o acidente torna-se inevitável, quer-se venha em “excesso de velocidade” a 60Km/H ou a 140Km/H, os estragos consequentes é que podem ser bem diferentes. Mas porque será que em tais situações o motivo apontado será sempre o “excesso de velocidade” e nunca uma “alergia crónica à faixa da direita” ou uma “mudança de direcção sinalizada por telepatia”, por exemplo?
    Continuar a apontar a “causa do costume” como única justificação para a nossa alta taxa de sinistralidade sem direccionar as investigações noutro sentido, faz-me lembrar o fenómeno daquele gajo que descobriu a cara de Jesus Cristo numa torrada e formou um culto com base nesse “milagre”.

  2. Hola hernan, ahi emastos subiendo todo, si todavia no podes ver el mapa que subimos fijate en el mapa de centauros entrando desde la home que es el mismo mapa.gracias

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