Então e a luta, pá?


Passou-se isto assim assim e não pude ir à inauguração do Jardim do Príncipe Real, após as obras de requalificação.
No entanto, não ouvi falar de nenhuma acção de protesto e luta contra este “crime” que tanto agitou tanto a blogosfera e sobretudo o facebook.
Não é de admirar. As pessoas pessoas hoje em dia não se interessam por nada. Bem podem os poderes públicos requalificar os jardins da cidade, chegando mesmo a cometer crimes de “arboricídio” em plena luz do dia, que ninguém já protesta.
Ainda no outro dia foi inaugurado o Jardim da Paiva Couceiro e aí ainda foi pior! Para além da requalificação do jardim, em que inclusive meteram lá um quiosque com esplanada, numa clara operação de mercantilização do espaço público, só comparável às vacas na Praça de Espanha, foi cometido um evidente crime de arbusticídio, só para tornar o espaço mais arejado e luminoso… E não vi ninguém a fazer nada!

Paiva Couceiro após o arbusticídio.

13 thoughts on “Então e a luta, pá?

  1. xaval não estarás a pregar na freguesia errada ? os leitores do spectrum não se estarão uma beca, sei lá, a cagar para isso? essas cenas de jardins, acho eu, é mais com o facebook e os monárquicos do cidadania lx, blogue que não me parece fazer sequer parte da mesma galáxia blogosférica do spectrum, digo eu …

  2. Ouve lá, oh Saboteur?
    Diz-me lá só uma coisa…
    és assessor do Zé e estás a defender a tua dama?
    ou estás só a masturbar-te por ele aqui no blog?

  3. O saboteur está a masturbar o zé e a assessorar a sua dama, não necessariamente por esta ordem. Para quando um comunicado da CDU Lisboa a denunciar o arbusticídio?

  4. “A CDU mostra-se solidária com todos os cornos mansos do spectrum, na certeza porém que a nova lei do casamentos homossexual abre novas perspectivas para todos aqueles que até hoje levavam na bilha escondidos atrás dos arbustos dos jardins públicos de Lisboa.”
    Tá bom assim?

  5. Acho particularmente infeliz este momento sabouteriano. E acho q só se justifica pelo amor à camisola clubistica a que aqui já fez referência. Este tipo de argumentário faz lembrar outros políticos, os das obras feitas, do betão, que dizem: enquanto estiveram p aí a discutir leis e políticas de ordenamento eu contrui dez auto-estradas e fiz o país avançar. Ou então aquele mesmo argumento que o Sabouter tanto contestou de um jornalista que fazia as contas ao dinheiro gasto porque a obra do túnel do marquês nao tinha E.Impacto Ambiental.
    Camarada: de facto a democracia é uma coisa chata e lenta, de facto é gente queque q se preocupa com o urbanismo e com as questões de bairro (pudera, quem mais tem tempo e qualificações para isso?). Eu fico muito contente que haja gente a pensar e a preocupar-se com o espaço público, acho que é um sinal de grande desenvolvimento democrático, esses movimentos cívicos já ajudaram a salvar pedaços importantes de património e da história das cidades.
    E depois é perfeitamente insuportável a ideia de haver dirigentes políticos (passageiros muitas vezes mais do que os ´próprios moradores) que têm ideias de cidade, por muito justas que possam ser não foram sufragadas, que são prepotentes porque não levam em linha de conta a opinião nem a senboilidade ou a necessidade das pessoas que ali habitam. (isto já numa segunda «linha, na primeira é o desrespeito por leis, que foi o que esteve em causa-também- no Príncipe Real).
    Eu frequento a Praça Paiva Couceiro quase diariamente, e sinto que havia efectivamente um problema a resolver. A começar com a manutenção da jardinagem que era quase nula (problemas entre junta e câmara) com o lixo e, por último, o pavimento q estava velho. O espaço está melhor, pavimento todo bonito, a iluminação feérica. A área verde foi reduzida em quase metade. As plantas ainda n subistem por si. Compraram bancos novos para as centenas de velhotes que ai costumam estar e compraram-nas (esta é a minha favorita) todas iguais. 4 cadeira à volta de uma mesa. Às dezenas. Como se um grupo de velhotes a jogar as cartas o fizesse sempre 4 por 4. Sabe.se bem que não e como se os amigos só pudessem reunir-se em grupos de no máximo quatro. Pode parece dispiciendo mas este pequeno pormenor ilustra perfeitamente que quem toma estas decisões não conhece os locais, não se dá ao trabalho de pensar um bocadinho neles, que quer apresentar trabalho. Mas se questionarmos as verbas públicas que (n é para pasmar ainda?) em tempo de crise aguda serviram para requalificar todos os jardins de Lisboa, estamos a ser uns chatos e até inconsequentes porque não se fazem manifestações de agravo no dia da inauguração.
    Haja água para a rega e haja dinheiro para pagar a jardineiros (com contratos com direitos já agora)

  6. Jó: “Não matem as arvorezinhas”, foi o que recebi no facebook vezes sem conta, do dramático Grupo “Salvem o Principe Real”
    Aliás. deixa-me lá ir agora ler algumas pérolas…
    “É criminoso matar árvores com a dignidade e ancestralidade como as daquele jardim, que só é jardim porque elas existem….”
    olha outra: “epá!!! deixem lá o jardim e principalmente as árvores. ELES é que deviam ser abatidos”
    E outra logo a seguir: # Bruno Pinto Absolutamente vergonhoso. Querem acabar com Lisboa”
    Foi da denuncia de um “arboricídio” por parte do vereador do ambiente que se tratou. Uma fraudulenta campanha de desinformação que se foi tornando cada vez mais patética, à medida que se íam confrontando os argumentos…
    Agora vires-me acusar de clubismo (por quem, já agora, leva as tuas acusações até ao fim), ou comparares-me aos “políticos, os das obras feitas, do betão, que dizem: enquanto estiveram p aí a discutir leis e políticas de ordenamento eu contrui dez auto-estradas e fiz o país avançar”, é apenas uma outra forma de continuar a fraude e o engano, só que desta vez contra mim.
    Quanto às tuas observações de como é bom haver gente a preocupar-se com o urbanismo e a cidade, eu partilho, como é evidente e como deverias saber muito bem, disso tudo. Mas o que é que isso é contrário com o principe real?? Deve ter sido a obra de requalificação mais debatida de toda a história de Lisboa! …A não ser que estejas a falar de outra obra, quando a Câmara decidiu plantar os choupos, há uns 20 ou 30 anos atrás, onde antes só havia passeio…
    R-Type: Repreensão lida com espanto. Sem comentários…

  7. Peço desculpa voltar ao assunto mas vi esta pérola no grupo do facebook: Ao que parece, retiraram o piso de alcatrão do Príncipe real e meteram aquela espécie de saibro, a la novo miradouro de s. pedro de alcântara…. Pois há um membro do grupo (grupo, aliás, criado por um perfil facebookeriano fictício, que a unica actividade que tem é gerir aquele grupo), aparece lá um membro, dizia eu, que se queixa que o piso reflecte agora uma luz muito agressiva! ahahaha

  8. Abílio Neves Estão a estragar “o meu jardim” passei a minha infância naquele espaço maravilhoso, brinquei, fui feliz! Morei na zona durante 15 anos!!! E agora destroem o que há de mais belo!!!
    11/3 às 10:37 · Ver resposta (2)Ocultar comentários (2) · Denunciar
    2 pessoas gostam disto.

  9. E ainda falam do pó no Verão e lama o Inverno. É mesmo de quem nunca lá meteu os pés naquele “saibro”.

  10. tenho de ir lá ver como ficou.
    avento aqui outra hipótese: o vereador do ambiente é o único com obra feita, visivel, nesta camara municipal. ou seja, é o unico cuja acção esta a mudar, por pouco que seja, a vida dos municipes.
    o resto ou não existe ou não se dá a ver.
    cada dia que passa mais me convenco da absoluta inacção da CML desde o início do mandato. provavelmente também andam a gerir o defice. é o país que temos.

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