O blog que nasceu para falar de sindicatos


Não sei onde foi parar entretanto o professor stoleroff, depois de ter desafiado o camarada dallas a apresentar os seus pontos de vista sobre os sindicatos. Mas ocorreu-me entretanto que o spectrum fez 5 anos em outubro e, que diabo, alguma coisa se teria escrito sobre o assunto – entre uma e outra viagem feita à custa dos contribuintes – pelo que resolvi fazer um exercício bem simples.
Ali na barra lateral, onde se podem fazer buscas a partir de palavras, um pouco ao jeito do google, escrevi «sindicatos». E não é que saíram mesmo bué de posts onde o tema é abordado? Convido os mais recentes leitores do spectrum – isto é, aqueles que recentemente vieram encher as caixas de comentários com referências reles e insinuações rasteiras, mas também os que nos vieram confrontar com os seus pontos de vista sobre o tema – a repetir o exercício.
Eu já nem me lembrava, mas parece que a 14 de Março de 2007 andei a ler atentamente um contrato colectivo de trabalho proposto pelo SINTAVV à associação patronal do sector e partilhei com os leitores as minhas impressões, próprias de quem integra «grupelhos anarcas provocadores».
E pouco depois, na sequência da greve geral de 30 de Maio de 2007, escrevi três posts sobre o tema. Aqui ficam então, para os interessados. Um pouco menos interessantes do que as minhas viagens à Índia ou o percurso profissional da camarada Joystick, parecem estar um pouco mais relacionados com os grandes problemas do nosso tempo.

19 thoughts on “O blog que nasceu para falar de sindicatos

  1. o exercício deu nisto: “Got an error: You are currently performing a search. Please wait until your search is completed”… imgino o robocop a dizer esta frase e soa mesmo bem.
    mas olha que eu há muito tempo que acompanho o spectrum.

  2. O insulto gratuito não é monopólio do Spectrum. Vai-te habituando: a vida é dura, mas Sá Fernandes é a Verdade e o Saboteur o seu profeta.

  3. Vamos ter que começar a cobrar pelos nossos insultos.
    Tenta novamente Duarte, os deuses da web devem estar zangados.

  4. “O SINDICALISMO É, hoje em dia e um pouco por toda a parte, um prolongamento do Estado, uma variante de repartição pública, UMA CARREIRA OU ATÉ UM BOM NEGÓCIO”.
    Será que o Ricky já é do PS ou apenas escreve como se fosse?

  5. Como dizia o outro, «verdades que doem como murros». Porque é que não partilhas connosco o brilhante raciocínio que te conduziu a essa conclusão? Vais ver que não custa nada.

  6. Apenas noto que o Rick não tem pejo em afirmar que os activistas sindicais andam nos sindicatos a fazer carreira e negócios (essa gostava que desenvolvesses). O Belmiro ou o Sócrates assinavam por baixo, mas isso é análise dos “grandes problemas actuais” não é?
    Mas ai de quem afirme que o Saboteur é um carreirista ou de que a joystick se vendeu por um prato de lentilhas. ui! que isso já não é análise mas difamação.

  7. Eu sou um carreirista? e isso é uma análise? Partilha lá connosco essa análise, ó cabecinha iluminada.
    Referes-te com toda a certeza à minha carreira de descontos para a segurança social, porque não estou a ver que mais carreiras tenha feito…
    Só vejo uma tese possível: Referes-te a este blog, no qual escrevo desde outubro de 2004 assinando com um nome de jogo do Spectrum!
    É um caso singular de longevidade na blogosfera, bem sei, ainda por cima, precisamente porque sou um ridículo jogo criado em 1986! Porque não sou um Pacheco Pereira, ou um Daniel Oliveira… Isto é: Não tenho carreira.
    Ainda assim, olha lá a quantidade de anónimos (espero que não seja sempre o mesmo), que aqui vem diariamente, acusar, difamar, balbuciar umas tantas ideias trapalhonas…
    A minha carreira de blogger continua de vento em poupa! Qualquer dia até me chamam para o “combate de blogs” ou deixam-me escrever no esquerda.net outra vez.

  8. Saboteur: acho que fazes falta ao Sá Fernandes. Get it? Desculpa lá, mas se não querias passar por lobo não lhe vestias a pele. Sobretudo escusam de mandar pedras que os vossos telhados são meeesmo de vidro

  9. “Get it?” No.
    Eu faço falta ao Sá Fernandes e o Sá Fernandes faz falta à cidade. Mas o que é que isso tem a ver com carreirismo?
    Habituados que estão a lançar acusações e atoardas gratuitamente, alguns dos nossos queridos comentadores esquecem-se que é importante dominar os conceitos ou pelo menos saber o que significam. Vamos então ao serviço público: Carreirismo é a prática de ter sucesso profissional através de meios escusos e pouco éticos… um pouco o oposto do profissionalismo, ou da competência. É disso que me acusas?
    Um exemplo prático é sempre pedagógico e útil à compreensão dos conceitos, mas como és um anónimo, posso ter dificuldade em arranjar o melhor exemplo para te dar… Que tal o daquele dirigente da JCP de Coimbra, que andou a fazer trabalho fraccionário contra a organização de Lisboa e que no seguimento disso foi promovido a dirigente nacional, sem que se conhecesse qualquer contributo relevante objectivo para o Partido ou para a luta por um ensino público?
    Ter medo de passar por lobo ou de mandar pedras? Não digas disparates. Não é entre os editores deste blog que vais encontrar falta de coragem política ou física para afirmar os seus pontos de vista.

  10. nao sei como é que o PCP sobrevive sem esta malta… realmente, a falta que faz estas guerrinhas de personalidades…

  11. Não senhor! Não te comportes como aqueles arruaceiros que estão à espera que se lhe toque ao de leve no braço para dizer “tu não me tocas, ouviste? Levas já uma cabeçada!”
    Quando falo em coragem física é para dizer que também essas ameaças (que já as houve aqui no blog), não foram suficientes para me/nos fazer deixar de pensar pelas nossas cabeças e expor as nossas ideias.
    Peço desculpa se te melindrei. Foi sem intenção. Pelo contrário: sou de paz e procuro sempre nos meus comentários acalmar com paciência e puxar para a razão, com argumentos sérios, os comentadores que aparecem aqui a chamarem-me de carreirista e coisas do género.

  12. O Belmiro e o Sócrates são os primeiros a dizer que sindicatos «responsáveis» são fundamentais para garantir boas relações de trabalho e etc. Que eles não gostem dos actuais dirigentes sindicais não quer dizer que achem que podem prescindir deles. Desejariam apenas outra orientação política.
    Eu estava a falar do facto de muitos dirigentes sindicais o serem vitaliciamente e assim converterem o activismo sindical numa carreira. Parece-me um dado empírico, que nada tem de julgamento moral. Estou certo de que eles o fazem por achar que isso é o melhor para os trabalhadores que representam. Só que isso tem um conjunto de implicações políticas na forma como funcionam os sindicatos.
    Quanto às oportunidade de fazer negócio não é uma acusação torpe e reles como as que certos comentadores aqui vê fazer. Um colega meu na vodafone passou a efectivo (não da Vodafone, mas da empresa de recursos humanos que gere o funcionamento do serviço de apoio ao cliente) e constatou que, ao inscrever-se no sindicato, recebia um desconto substancial na troca de pneus numa garagem. Fez as contas às quotas sindicais e compensava. Sindicalizou-se. Não tem nada de mal, mas uma vez que me foi pedido, aqui está concretizada a oportunidade de negócio de que eu falava.
    Sobre os telhados de vidro poderíamos estar aqui a discutir durante horas. É que acho que o equívoco permanece, mas vai sendo hora de o desfazer. Um pouco como o meu «apoio» ao António Costa e outras ficções que vão enchendo a caixa de comentários do spectrum. Ninguém se vendeu e poucos são os que têm qualquer coisa a que se possa chamar uma carreira. Bem sei que dava jeito a certas pessoas com mais ressentimentos do que argumentos. Só que não é verdade.

  13. ah,ah,ah,ah! que grandes malabarismos rick! Não apoias mas estás sempre a defender os candidatos chuchas como Costa, Sá Fernandes, Alegre e cia (cia de companhia). Se não fosse o excesso de peso tu bem que podias ir pro trapézio do circo chen. ah,ah,ah,ah! Agora a sério, essa dos negócios dos pneus que desvirtua os sindicatos é muita boa. ah,ah,ah,ah,ah. Mas não amues que eu (dos outros não sei) venho aqui movido não por ressentimentos mas pra me rir, que isto é como diz o saboteur: “serviço público”. ah,ah,ah,ah

  14. O episódio do grande negócio dos pneus é lindo, é de rebentar a rir. Ousem pensar, camaradas autonomistas, ousem sempre mais: as vossas maquinações cerebrais são de génio.

  15. Vá camaradas, não desistam de pensar. Se isso ajuda, informo-vos que já comecei a fazer dieta. Para o meu amigo, sindicalizar-se foi um bom negócio, porque lhe permitiu poupar dinheiro. Eu não disse que desvirtuava os sindicatos (suspiro de cansaço), mas já vai sendo habitual atribuírem-me coisas que eu não disse. Devem ser essas as maquinações cerebrais.

  16. Mais serviço público:
    “Hotelaria – Através do acordo com a Multihotel, os associados do STAL podem adquirir 1 Voucher de estadia de 7 noites, para 2 pessoas, em mais de 90 hotéis de Portugal, por apenas 40 euros por semana. A utilização das 7 noites pode ser repartida em vários hotéis.
    Por pouco mais de 5 euros por dia de estadia, que inclui um consumo mínimo obrigatório por cada utilizador, normalmente 1 pequeno almoço e uma refeição, relaxe tranquilamente em hotéis da cadeia Tivoli, Pestana, Comfort, Quality Inn, Mercure, casas de Turismo de Habitação e Rural, entre outros.
    O voucher Multihotel é transmissivel pelo que é uma ideia original também para oferecer a familiares e amigos e tem a validade de 1 ano após a data de emissão de compra. Poderá efectuar o seu pedido por telefone 282 356 162 ou por e-mail: compras@multihotel.comEste endereço de e-mail está protegido contra spam bots, pelo que o JavaScript terá de estar activado para que possa visualizar o endereço de e-mail , poderá ainda consultar o sítio na internet http://www.multihotel.com para mais informações ou para solicitar o envio do talonário para a sua morada.” http://www.stal.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=101&Itemid=72
    http://www.sinttav.org/Comunicados/2010/Ferias_2010.pdf
    http://www.cesp.pt/?aba=3&cat=12&mid=5
    http://www.stec.pt/cgi-bin/see.categorias.cgi?no_categoria=19

  17. Então, olhando assim rapidamente, nos da diretoria da FETIVESP percebemos que muitas das aflições daqui estão presentes em nossos irmãos luzitanos.
    Que interesante

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