Da coragem do anonimato

Roy_Lichtenstein.jpg
Neste texto no vias de facto, zé neves fala da cobradia do anonimato. Da minha parte, com óbvia declaração de interesses por assinar com o nome de um jogo de computador, aqui segue a polémica…
Fala ele de uma questão que não me merece grande reaparo: quando se usa o anonimato para estar em pé de desigualdade ético com o outro fazendo calúnias pessoais que não podem ser respondidas na mesma moeda, estamos mesmo a falar de pulhice. Admito que, por isso, aqui e ali, já fui sendo pulha umas quantas vezes…
Mas sublinhar isto não chega para secar o tema do anonimato, muito menos num texto com o título – Da cobardia do anonimato – que dá a esta opção uma carga claramente negativa. É que esta opção no discurso e acção políticas (bem utilizado, como tudo na vida, assim tipo o açucar) transporta consigo a crítica activa a uma ideia de um EU estático totalmente categorizado, que o império nos quer vender. Este que está no BI será sempre a mesma coisa, uma série de nomes, agora aquilo que hoje e aqui sou, na intervenção que faço, não tem nada a ver com o que esse já foi, nem concerteza com o que será.
Creio que há ainda um outro bom argumento: quem se organiza e vai tentando criar conflito, verdadeiro conflito, tem muitas razões para tentar evitar a sua identificação. É que desde a polícia ao patrão, nunca se sabe de que lado podem vir as balas. Quem não tem esses problemas que assine orgulhosamente com o seu nome…

8 thoughts on “Da coragem do anonimato

  1. Subscrevo inteiramente, e ainda adiciono: vejo o anonimato como forma de discutir sem ter ideias pre-concebidas sobre a pessoa por tras deste ou daquele pseudonimo. Eu valho pelas minhas ideias, nao pela pessoa/BI que sou.

  2. caro paradise,
    repara que no próprio post eu refiro as vantagens do anonimato, criticando-o quando se dá o tal uso cobarde que descreves.
    quanto ao mais, de acordo com a crítica de “um Eu estático totalmente categorizado”, como dizes. mas olha que a mesma atitude poderia levar a ter mais cuidado na utilização de categorias como “conflito, verdadeiro conflito”…
    abç

  3. Uma coisa são as categorias na acção outra nos individuos e como eles se apresentam, ainda que concorde que o melhor é ir tentando acabar ao máximo com todas.
    eu sei que referes as vanatgens (uma vantagem, a que refere a feminine acima))… mas o tom, o título e o remoque no final para blogs que cultivam esse anonimato, pedia mais alguma reflexão, sob pena da intrepretação geral da tua ideia ser a que eu tive…
    abraços

  4. Reparem que “Zé Neves” é já um Avatar na realidade virtual do mundo civilizado. A identidade da “pessoa publica” obriga sempre a uma diminuição do espaço intimo do tamanho e valor da venda.
    Assim como se pergunta, Quanto vale o Figo? ou o Durão Barroso? Também podemos perguntar: Quanto vale o Zé Neves?

  5. Eu acompanhei os primeiros comentários desse post… Parece-me que o caldo se entornou muito rapidamente. Ou já havia história antes ou aquilo foi uma escalada de violência meio parva…

  6. Pelo que percebi do texto do Zé Neves, refere-se mais ao usar o anonimato como uma arma de ataque (ofensas, difamação, etc), e não de defesa (dos ataques de patrões, bófia, etc)… é isso Zé ?

  7. admin disse:Quisque tristique sttgiais nisi eu viverra. Praesent lobortis pharetra lectus ultricies porttitor. Aenean aliquet nulla ac ante feugiat nec dapibus leo varius

Comentar

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s