Vamos? Então não vamos…

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O Bloco de Esquerda nunca conseguiu o seu objectivo-fetiche de se tornar num partido com a mínima ligação aos trabalhadores e suas lutas. A disputa idiota que mantém com o PCP em torno do poder dentro da CGTP será sempre uma partida perdida.
O BE nunca se conseguiu descolar da imagem de um partido que, essencialmente, passa a sua mensagem colorida através da televisão. Ao fim de todos estes anos, e de até ter passado o PCP nas últimas legislativas, a sua influência junto da principal central sindical nunca deixou de ser residual, tendo apenas uns poucos simpatizantes nas esferas mais influentes, como o Ulisses Garrido ou o António Avelãs.
Mas, pelos vistos, a estratégia anda a mudar: já que junto de quem trabalha, sindicalizado ou não, o bloco não consegue mexer uma palha, anda a criar ou tentar infiltrar-se em múltiplas plataformas, normalmente caracterizadas pela sua despolitização e pela sua reduzida média etária. O VAMOS! é o mais recente embuste, mas Vamos com calma.
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“Será que a Ilga também dá para ocupar, ou o PS não vai dar hipótese?”, segreda Jorge Costa ao chefe
1º ATTAC O tubo de ensaio desta estratégia foi esta associação – talvez tenha sido o SOS Racismo mas não conheço tão bem a história. Nascida de um esforço de pessoas ligadas ao PCP, a ATTAC serviu depois como albergue espanhol para os órfãos da política. Com tempo e com a guerra do Iraque a coisa foi-se tornando bem séria e com uma capacidade de mobilização relativamente impressionante. Foi, pouco depois disto, que, de um momento para o outro, o BE desatou a funcionalizar membros da direcção da ATTAC. Um dos seus mais destacados dirigentes foi para funcionário do BE com a tarefa dos Movimentos Sociais (??!!!!??), um outro, que se tinha destacado na criação da ATTAC Verde (ecologista), foi convidado para assessoriar os deputados do BE para as questões ambientais, e ainda uma moça que se destacava pelo seu voluntarismo e rigor (diga-se) na gestão da tesouraria, mesmo sem ser militante, foi “cooptada” para funcionária administrativa do BE.
Resultado: A ATTAC ia acabando. Como é natural o pessoal fora da esfera do BE passou-se, houve dezenas de horas de reuniões, gritos, etc.. em torno da bloquisação da ATTAC e tiveram de se passar uns anitos até a coisa estar novamente a andar.
2º MAYDAY Aqui a coisa sempre foi feita com muito menos vergonha na cara. Para começar, até há dois anos, creio, o chefinho da coisa, era, nem mais nem menos, que o Jorge Costa (para quem não sabe o Jorge Coelho do BE desde há muitos anos). Apesar deste figurão se ter posto a andar, este ano a coisa atingiu níveis da mais completa insanidade. Basta dizer que a grande maioria dos “activistas” da coisa ou eram funcionários ou dirigentes do BE. As reuniões hiper-preparadas, as mundividências iguais, as disponibilidades para fazer acções às duas da tarde a que só os funcionários do Bloco podiam ir foram apenas algumas das parvoíces que culminaram com a saída de muita gente após reuniões deprimentes.
Depois desta experiência motivadora, os jotinhas do BE lá decidiram inventar mais duas organizações de precários -os Precários Inflexíveis e o FERVE (fartos destes recibos verdes), que, no fundo, têm exactamente os mesmos protagonistas sonsos do MayDay, uma boa parte deles a usar o seu tempo como funcionário do partido para dinamizar e organizar os grupelhos.
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uma acção dos Precários na Grécia
O que é mais incrível é que esta gente não se cansa de usar sempre a mesma táctica absurda, como se ainda conseguissem enganar alguém (infelizmente ainda há uns quantos que caem na esparrela) e continuam e continuam…. Há pouco tempo começaram a tentar invadir a PAGAN (Anti-Nato) e agora criaram mais um fantoche com praticamente as mesmas pessoas, o Vamos!, que servirá, desta vez, para juntar “sensibilidades diferentes” (por amor da santa!!!!) no combate à crise.
O pior é que estou mesmo convencido que, tirando um ou outro imbecil mais premeditado na merda que faz (como o Ricardo Moreira, por exemplo) a maior parte desse pessoal acha mesmo que está a fazer trabalho sério para o “Movimento”.
“Mas se não fossem eles não se fazia nada disto”, este é o argumento obreirista que mais ouço para defender esta forma de fazer política, ao que, invariavelmente, respondo, é exactamente por eles lá estarem que uma série de gente não põe lá os pés.
Vamos? Vamos, mas vamos é acabar com esta política espectáculo do partido vazio, onde a conferência de imprensa se substitui à greve, e em que os funcionários dos partidos se substituem aos trabalhadores nas suas acções e consciencializações. Cada vez isto é mais claro para mim: enquanto não se puxar o autoclismo por inteiro, a merda que há tantos anos anda a boiar no suposto movimento social irá sempre impedir o nascimento de movimentos mais amplos de outro tipo que tenham realmente a vontade de tomar as suas vidas nas suas mãos!

135 thoughts on “Vamos? Então não vamos…

  1. Maria:
    Entre as exigências dos marinheiros de Kronstadt estava uma que me parece particularmente pertinente a este respeito:
    “A abolição de todas as secções partidárias dentro das forças armadas”

  2. São todos muito revolucionários, muito de esquerda. Querem o mudar o mundo, dizem.
    Mas perder uma oportunidade para responder a alguém, que por dizer que se chama Ana é considerada inequivocamente uma gaja, ignorando o argumento político e desconversando com comentários sexistas, isso é que não – oh, para isso, desmascaramos-nos já e mostramos como somos puros, incorruptíveis, machos até ao fim.

  3. São todos muito revolucionários, muito de esquerda. Querem o mudar o mundo, dizem.
    Mas perder uma oportunidade para responder a alguém, que por dizer que se chama Ana é considerada inequivocamente uma gaja, ignorando o argumento político e desconversando com comentários sexistas, isso é que não – oh, para isso, desmascaramos-nos já e mostramos como somos puros, incorruptíveis, machos até ao fim.

  4. Já vamos nos marinheiros de Kronstadt? Mas todas as discussões nas tascas esquerdalhas têm de passar por aí?
    O conhecimento da história é obviamente importante mas julgo que não aumenta as possibilidades de algum(a) de vocês ter hipóteses de arranjar o tal “date” com a psicóloga Ana Sá. Se calhar é melhor começarem a fazer analogias com séries modernas, tipo Mad Men ou semelhante.

  5. BEAUVOIR ou Beauvoir, identifica lá qual é o argumento político no comentário abaixo, que eu como homem e grunho não consigo.
    É a pertinência e o interesse? É a acusação de dor de cotovelo? Ou a de apatia e indolência? É a de mentiroso? A de usar o anonimato? A sério, ajuda-me.
    ________
    Caro/a Paradise Café:
    Não estou filiada em nenhum partido, já participei em diversas acções promovidas por alguns destes grupos e sempre me pareceram pertinentes e interessantes. Congratulo-os por existirem e pelo trabalho que fazem.
    As criticas que fazes, contudo, creio que se inserem apenas e unicamente no direito à liberdade de expressão porque não têm qualquer fundamento e soam a dor de cotovelo: nada fazes para mudar seja o que for, e escondes-te atrás do um pseudónimo para criticares o que os outros fazem e, como se não bastasse, mentes no que escreves.

  6. Tanta discussão pra que?? Em portugal quase não existe movimentos sociais, existem pessoal que quer arranjar um tacho seja da Fer até frente nacional. Todos têm o sonho de ser politicos e pouco mais, e já sabemos o que é ser politico.. aldrabrões, TODOS. Seja lá de que partido seja, o sonho são interminaveis discussões em blogs ou na assembleia para ver quem é mais perspicaz ou inteligente na argumentação academica… rua nem pensar que ainda são julgados como arruaceiros aahha A não ser que gostem de umas boas caminhadas, daquelas como todos os velhotes fazem em qualquer terra de portugal, a agitar bandeiras como os grandes revolucionarios do pc. terra de rebanhos!

  7. Tanto blá blá blá e tão pouca acção! Carissimos se querem mesmo apontar dedos e chamar os bois pelos nomes, vão ter com as pessoas e falem! É muito baixo acusar pessoas desta forma…só alguém sem política ou argumentos fortes é que recorreria a algo deste género! Que raio de activismo é este?! Auto-intitulam-se de revolucionários, de anarquistas mas os vossos ideiais são todos menos esses.
    Saiam da vossa redoma de vidro e vão mas é resolver coisas a sério em vez de andarem a brincar ao mundo do “faz de conta que sou o maior e eu é que sei”!

  8. É impressionante como a maior linha de argumentação, como seria de esperar, não é a de relativizar a influência dos partidos nem sequer de a justificar mas segue sempre estes dois pontos.
    1 – vocês não dão a cara, isso é cobardia, porque assim não sabemos quem vocês são. (isto quando ambos os mencionados, o Jorge Costa e o Ricardo Moreira, não terão qq dúvida sobre a identidade de quem aqui escreve)
    2 – Ainda que não se saiba quem vocês são, e logicamente o que fazem, pode afirmar-se com toda a certeza que não fazem nada, que não têm acção politica, que o vosso contributo à luta se faz exclusivamente através da internet.
    há ainda uma variante em que se afirma que pelo menos estes fazem alguma coisa e que pelo menos isso já é algo.
    só mais um esforço jotinhas do bloco!

  9. Caro RED,
    o problema é mesmo esse: a escolha.
    Aos não-argumentos da Ana – não vou discutir isso – escolhe-se responder não com essa acusação mas gozando-a tendo em conta uma característica, o facto de ela ser uma gaja, e, portanto, ela estar aí para ser engatada ou «orientada».
    O autor do post que gerou esta polémica, e que quer ser reconhecido pela autoridade dos seus argumentos, também escolheu dizer-lhe que «psicólogas não se orientam todos os dias», etc.
    Ou seja, é uma pena que caiam tão facilmente no sexismo básico exactamente quando estão a medir o grau de comprometimento com uma acção política transformadora, nos outros.
    nota: reparei que não contestaste o facto de chamar sexistas aos comentários. é óbvio, não?

  10. De facto esta nova geração de activistas forjados já na era do bloco deixa muito desejar, muito burocratas e cinzentões, com uma formação politica irrisória e um reportório de activismo que se limita a imitar pais natais na rua augusta.
    Inolvidáveis certos personagens de outras eras. Quem poderá alguma vez esquecer a JOANA LUCAS, a loba do PSR, a Mata-Hari da Quarta, a Nikita da lista @ da FCSH.

  11. Mais do que gozar com a sua condição feminina acho que se goza com:
    1 – o facto de assinar afirmando a sua profissão, aliás de uma maneira algo creativa com duplos dois pontos. Cabe pensar se a Ana Sá também divulgaria assim a sua profissão em comentários de blogues se fosse empregada doméstica
    2 – com a expressão algo beta de quem passa as sextas a ver a caixa de dvds do “friends”: “Jovem, Get a Life”. Aqui o seu momento mais infeliz. Quem não é psicologo em Lisboa e não tem participação “civica” não tem uma vida?
    3 – Com o facto de assumir o seu activismo enquanto algo que faz acriticamente. Nem os aqui acusados, concordando ou não com o que foi dito, terão uma visão tão singela e ingénua da participação politica. É uma perspectiva da politica algo Laurinda Alves, ou se preferir, Pedro Granger.
    é um território dúbio concerteza o de o convidar para sair, mas a ironia, tal como a vejo, reside no facto do Francisco de Albuquerque provavelmente acertar no seu programa preferido (e no seu realizador preferido também)

  12. Helena, depois de lidos com calma os teus comentários resta-me dizer-te que tenho muita, mas muita dificuldade em sentir alguma afinidade política com o que está escrito.Vejamos:
    “Quanto à questão de ver na AR um instrumento do capitalismo… não sendo viável que deixe de haver motoristas, carpinteiros, médicos, etc. para irmos todos discutir o futuro do país, não sei bem qual é a alternativa”. Dizes que os trabalhadores e demais gente, pelo simples motivo de terem um trabalho, não podem ocupar os centros de decisão: desde os sovietes, até ao prec há toda uma história que te desmente! Quem quer que isso seja verdade, são os mesmos profissionais da política que a todo o custo tentam manter um sistema de representantes e representados. Acredita, a social-democracia cidadã, cativa-me tanto como saborear iogurtes naturais com vinagre.
    “(…) a ponto de andarmos (os portugueses) a ser salvos pelo CDS! Isto sim, é uma merda grave e séria e real na vidinha das pessoas, que podia ser resolvida, mas aqui estamos a discutir se o BE controla movimentos com insinuações anónimas”. Mas o que é que é grave? É o Cavaco manter-se lá, ou é haver tanta gente, Que acredito que qualifiques como válida, a perder o tempo e paciência com umas eleições (não serão todas??) que nada podem, nem vão mudar. Acreditas mesmo que alguma coisa mudará na tua vida se o actual presidente – um tecnocrata-que-não sabe-comer-bolo-rei – for substituído por um patrioteiro-que-gosta-de-caçar? Diz-me o que pode mudar na tua vida e eu dou a mão à palmatória.
    Essa coisa de saberes do teu pedestal, munida de uma hierarquia de valores sobre o que é pertinente, irrita. Quer dizer, é assim tão óbvio para ti que denunciar o controlo do suposto movimento social é uma questão menor? A longo prazo, e com as implicações que isso tem no estrangulamento da luta, não achas um assunto é fundamental e que devia ser muito mais debatido? É que estas virgenzinhas ofendidas bloquistas são as mesmas que há dez anos não davam um passo sem estar permanentemente a denunciar essas práticas vindas do pcp, pelos vistos, o Cunhal pasou de inimigo a mestre.
    “A esquerda é necessariamente múltipla porque é democrática”. Bom, esta é mesmo demais! O que é a esquerda? o que é necessariamente? Bem, o que é tudo nesta frase? Então o PCP, o mrpp, por exemplo, são de esquerda? se sim, explica lá a democracia dessa gente, para eu aprender qualquer coisinha. A democracia (prefiro autonomia, mas siga) não é uma coisa que se tenha por inerência pelo simples facto de ser esquerda, muito menos, por ser de um partido de esquerda. Essa autonomia ou democracia é construída quando se geram assembleias em que uns não estão lá disfarçados e outros de cara destapada, autonomia acontece quando não há coacção, são lutas duras que se travam em seu nome, acredita que a coisa não cai do céu!
    Só sobre a attac.”Não foi o BE a controlar a ATTAC, foram as pessoas a sair quando entraram no BE.” Esta frase é todo um programa! Então, por um lado os movimentos sociais independentes são muito fofinhos e fazem muita falta, tal como o bloco que só lá se mete porque pronto, é natural, somos poucos e tal, e é nesta unidade fantástica que a luta avança, por outro as pessoas por irem para o be é natural que o caminho a seguir seja saírem da attac. Humm???????
    Lá estás tu com as pessoas e as suas escolhas. Fazer política é negar em boa parte essa tese. Quando acreditamos que as coisas mudam, é porque acreditamos que a transformação das circunstâncias implica a transformação das vidas, sem acreditar nisto, não vale a pena tentar fazer “activismo” como lhe chamas. E isto é válido tanto para as sociedades, como para as suas organizações. Isto para dizer: não é indiferente o modo como o BE ou o PCP utilizam os seus dirigentes, funcionários e militantes para ocupar e criar movimentos, isso determinará sempre, em boa medida, o que esses movimentos vão ser. Helena, esta conversa não se arruma com, isso são as pessoas que decidem, e pronto.
    E outra coisa que fique absolutamente clara, de uma vez por todas, isto para ti e para muitos dos outros comentários: eu quero lá saber quem tem que cartão e por onde anda, só falei da estratégia de um partido, de recrutamento, criação, formação de quadros e de manipulação do “movimento social”. Uma coisa nada tem a ver com a outra.
    Por fim, o anonimato deste blog prende-se com razões que já alguns de nós aqui defenderam abertamente. Com paciência, que sinceramente me falta, é possível revisitar esses argumentos em alguns dos posts e comentários que estão em arquivo.

  13. Epá, vocês são tod@s uns chat@s marrões/onas do caraças: psicólog@s, jornalistas e cientistas sociais do caraças…
    Peço a palavra endereçando convite à assembleia para irmos enfiar fascistas no Campo Pequeno; ou dar uma partida de futebol no ringue ao lado; ou emborcar umas bejecas no «Galeto»; ou pintar umas paredes; ou vamos todos foder uns com os outros num prédio qualquer devoluto da Baixa: qualquer coisa menos esta seca!
    Tenho bola, latas de spray, caixas de preservativos e 20 euros. Vamos?

  14. É triste ver que algumas das pessoas deste blog pelas quais eu tinha o maior respeito, e que apesar das diferenças ideológicas ou políticas, eram pessoas com as quais eu gostava de debater e fazer coisas em conjunto, chegam a este ponto! Ponto esse de mostrar a sua verdadeira natureza e que sem estratégia, sem soluções e sem perspectivas de construção tentam mandar abaixo movimentos que tentam fazer alguma coisa!
    Pouco me importa as estratégias daquele ou do outro partido!!! Só me “lavam” o cérebro se eu assim o quiser! As estratégias dos outros só “funcionam” para eles próprios! O estar presente, o debater ideias com outros, criar hipóteses, e por mãos à obra, isso sim é a minha procupação! És quem para julgar? Para chamar imbecis aos outros? És tu tão perfeito que todos os que não seguem a tua linhagem de pensamento são imbecis??
    Se as pessoas q estão nos movimentos são deste ou do outro partido, se sao apartidários…caguei pa isso! São pessoas e querem fazer coisas para mudar esta merda! Coisa que tu não queres…preferes criticar tudo à tua volta e chamar imbecis a quem pelo menos tenta. É muito mais fácil!
    Tal como disse no início, é com muita tristeza que me apercebo da arrogância, orgulho sem sentido, prepotência e até machismo no que foi aqui escrito.
    Não sei pelo que lutam…

  15. @ BeAuVoIr
    Haverá sexismo nas respostas? Sim, mas em proporção inferior à pedância que leva alguém a assinar como “Psicóloga”.
    Esse é um traço que define a logo. . Procura afirmar nesse acto a sua distinção de uma massa que suporá constituída por operadores de call-center ou por picas da linha de Sintra. Depois, como já PP referiu, parece ficar contente por estar activa acriticamente.
    Fica sempre bem mencionar que se está numa qualquer organizaçãozeca, enquanto se está refastelado a beber um Pinoit Noir nas Escadinhas do Duque. Epá, até eu queria esse programa para mim.
    Se calhar podia começar a assinar com o meu nome verdadeiro e profissão.

  16. Há aqui uns anónimos que eu não percebo se compreenderam uma linha que seja do post ou se se fazem de burrinhos. O post é sobre a forma como o BE e os seus dirigentes/militantes actuam dentro do movimento social e das organizações que o compõem. Partindo desta base experimentem lá comentar outra vez. É que é cansativo estar a ler sempre o mesmo. Como diz o PP, sobre o post zero. Só sabem repetir ad nauseum a conversa do anonimato e do que se faz ou não faz “na luta”.
    Já agora, como é que o pessoal podia descrever o que se passa no movimento (que ninguém negou) se não tivesse andado e ainda andasse por lá?

  17. :)
    “…à pedância que leva alguém a assinar como “Psicóloga”.”
    RED: PLIM! Ganhaste o prémio para a frase mais estúpida do dia! Boa melga!
    Aliás,hoje ser psicólogo, ou seja, ter estudado psicologia é mesmo muito pedante. Toda a gente sabe esses gajos e gajas que ganham na sua maioria rios de dinheiro. Paletes! Até digo mais, pedantes de guito!
    Bem, mas voltando ao texto, queria aproveitar a presença de tanta malta que bem compreende o movimento social em portugal para pedir um conselho para tótós, portanto, para mim:
    -eu trabalho numa empresa privada. não há lá sindicato metido nem nada parecido. Eu queria revolucionar aquilo, fazer uma greve e exigir a demissão do meu patrão.
    – tendo em conta que a maior parte das pessoas são precárias e estão com a corda na garganta, queria saber qual é o parafuso que eu tenho que rodar para que tudo aquilo desabe no inferno na terra com os trabalhadores a ocuparem a empresa?
    Desculpem a ignorância deste cidadão que não é nem um super herói nem um jogo de computador. Espero também não ser um vírus aqui no spectrum.

  18. que lindo isto.
    Face à falta de resposta e/ou desconversa, dou por adquirido que, tendo aqui algumas pessoas participado nos tais grupos, nunca se deram ao trabalho de ter esta discussão nesses grupos. O que, não retirando pertinência ao que é dito no post, fragiliza a posição de quem o escreveu.
    Acho eu. No resto, como é óbvio, estou de acordo contigo, Dallas.

  19. que tal: torna-te a mudança que queres ver no mundo. faz de ti o parafuso. roda-te com pujança à bruta e vais ver que se atingires pái uns 384 kms/h o mundo tornar-se-á um inferno e de certeza que depois disso os trabalhadores ocupam a empresa e quê.

  20. E olha o SOS Racismo que ia fechando o negócio para o publico por causa do BE. Existem mesmo outras divisões em termos de carreira. A malta que vcem do PSR ataca umas a malta da UDP ataca outras, sabem bem que blá blá blá blá…

  21. o mais giro disto tudo é ver que o que vos une (aos super-heróis) é o ódio a uma coisa.
    é giro porque há muita gente que odeia os inimigos e a vocês acha-vos piada. é mais ou menos assim que eu estou.
    acho-vos piada. se eu tivesse uma caixinha com hamsters gostava que tivesse tanta animação como esta coisa. aliás, acho que caté dava os mesmos nomes que vocês usaram, aos ratinhos.
    a união faz a força como bem sabem. coisa que nunca conseguirão fazer, como também, bem sabem.
    a história o dirá :) (já disse e continua a dizer, vocês: não riscam!) topam?

  22. Renegade, foi bastante discutido. O suficiente para se perceber que o «pessoal do bloco» não existe. Repito, pelo menos no que respeita ao mayday, é possível separar os militantes do bloco dos militantes ao serviço do bloco.

  23. Acho que devemos por um fim na tremenda cobardia destes anónimos que não identificam a sua profissão. Como é que se pode confiar num anónimo desempregado que passa a vida a comentar esta merda de blog. Assim Não! Basta!

  24. :)) Vislumbra-se um acordo. A multidão entusiasma-se: há militantes do bloco e militantes ao serviço do bloco, neste caso não há pessoal do bloco.
    É mais ou menos como trabalhador ou colaborador.
    Fumo branco.

  25. Paradise,
    Estás a pôr-me nas respostas coisas que não escrevi.
    Tinha uma outra contra-resposta escrita e depois dei-me conta de que estava só a repetir coisas que já tinha dito, portanto não vou reescrever tudo. Lê com atenção e não me ponhas na boca coisas que eu não disse.
    De resto, concordo ainda em grande parte com o “Anónimo”.

  26. Ao Anónimo que me atribui um prémio:
    ___
    Antes de mais obrigado pá! (posso tratar-te assim, camarada?).
    Já agora, qual é o prémio? Um caderninho moleskine? Uma rodada de Pampero no Lux? Um bilhete para ir ver o David Fonseca?
    Já agora, se me permitires, em relação ao teu problema laboral, talvez te possa dar uma dica (e estou a falar a sério, por um segundo). Sindicaliza-te e diz aos teus colegas que façam o mesmo. E fala com os advogados do sindicato. Já passei por uma situação parecida, há 4 anos atrás.. Não conseguimos demitir o patrão. Mas passámos para o quadro e a nossa situação ficou regularizada. Foi uma pequena e dura luta. Mas deu frutos.
    Yey, mais um prémio para mim. (neste caso, talvez uma medalha do A. Chora??).

  27. Paradise, nao desconverses: o dia tem 24h, carpinteiros sao carpinteiros, motoristas sao motoristas, e a AR e’ a AR. Poderia escrever mais mas estaria a repetir-me.
    Nim Petinga:: Onanista :: Na Intimidade da Cabine de Voto

  28. 83 comentários? Queres ver que eu tenho de fazer um post sobre o Alegre e o Zé a andarem de bicicleta?

  29. …e o pessoal que dá a cara pelos precários imflexiveis? é para rir…gente que mal acabou o curso e tem emprego mais que estavel como funcionário do BE…
    Tenham vergonha nessas carinhas larocas!

  30. bravo, Paradise.
    Leio-te sobre o BE e a ATTAC e parece-me ter voltado atrás uns anos quando se falava assim dos “renegados” que “fugiam” do pc. Ou sobre a manipulação do “movimentos “unitários” pelo “Partido”. Estranho é que alguém se espante que o BE siga o mesmo caminho. Nada estranho é que em 10 anos o BE tenha chegado ao mesmo nível de anquilosamento do PC.

  31. A sério, Paradise, estou contigo, mas dói-me que ainda te doa a social-democratização do BE. A estrada de Damasco às vezes tarda, mas tirando bem a ramela todas as manhãs, lá chega.

  32. ah, ah, ah, ah, ah!
    A maltinha do Spectrum é mesmo imparável:
    Desde o Renegade que se diz feliz sem carros, mas que Vandaliza os dos outros por dor de cotovelo; passando pelo Saboteur ex-assessor (levou com os pés) do Sá Fernandes; passando pela joystick gestora numa empresa municipal; chegando aos anarca hard-line paradise café e ricjy dangerous que vivem de bolsas do Estado que afirmam todos os dias querer destruir…
    MAS É QUE TÁ MESMO CÁ TUDO O QUE HÁ DE MELHOR NA “ESQUERDA DA ESQUERDA”, RADICAL, ALTERMUNDISTA, BUÉ PÓS-MODERNA E PRÁ-FRENTEX E ETC E TAL.
    ah, ah, ah, ah. Só vos peço uma coisa: por favor… não mudem nunca! O PCP agradece

  33. O que me irrita nestes posts é que nunca ninguém me achincalha. Tipo Dallas, “esse gordo estúpido”. Um pouco de protagonismo, por favor

  34. Dallas, PP e outros super-heróis que tenham ficado de fora. Não fiquem tristes. Vocês são tristes!
    Um dia destes calha-vos a vocês a rifa. Era mais fixe que fosse numa dessas reuniões “contraladas” em que parece que de vez em quando aparecem para depois terem “argumentos” para vir aqui. Mas isso é pouco provável não é? É muito mais radical dizer que a malta se organiza e um dia destes as massas vão acordar.
    Já estou como o outro: as massas e os rissóis.

  35. É isso, anónimo das 06:47.
    O pessoal vai a reuniões de vez em quando para depois ter argumentos para vir para aqui.

  36. é lindo, esse vosso esforço para descolarem do fantasma do PC.
    Pra quéque tão sempre a falar dele, meninos?
    Onde é que vos dói?
    (Não houve um gajo qualquer que escreveu sobre a morte do Pai e tal?)

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