Portugal na cauda da europa III

O Sócrates veio ao Instituto Superior Técnico, fazer propaganda sobre energias renováveis.
Não é o tema que interessa.
Ao contrário do que se anda a passar em França, Portugal deve ser dos únicos países do mundo onde, em tempos de crise, o primeiro ministro se dirige a uma universidade e não é recebido por estudantes mobilizados a protestarem com faixas, cartazes, palavras de ordem, pedras na mão.
RGA_14Jun1962.jpg
AGA, 1962
Os estudantes receberam-no de surpresa, ninguém tinha sido avisado. Foi enviado um e-mail a apenas alguns estudantes de Mestrado em Energias, na noite anterior.
Quem foi lá tentar assobiar ainda recebeu com o choque tecnológico, em forma de pen USB. Querem calar estudantes do Técnico? Dêem-lhes pens de 2GB, funcionam como rebuçados.

E mesmo que tivessem sido informados, com tempo de secar a tinta das faixas, haveria alguma mobilização?

14 thoughts on “Portugal na cauda da europa III

  1. isto que está a acontecer será caso de estudo daqui a uns anos. nas escolas, nas empresas, na função pública, tá tudo calado.
    derrota em toda a linha, de facto. eles conseguiram fazer-nos esquecer.

  2. Vamos lá a ver se nos entendemos,
    Não é, que o não é, que eu não goste de correr à frente da bófia, que não me sinta vivo e excitado, etc, que o não é, Agora, que esta paz de experiência feita dá aos portugueses um ar “cool”, lá isso… Há mais bonito do que “Isto não é nenhuma nicarágua!”?

  3. uma merda. é o que é. esta merda desta vida de merda com contestaçãozinha de merda a estes politicozões de merda mais a tudo o que de merda fazem neste pais mal cagado e sem memória de toda a merda que compõe a nossa história de merda recente.

  4. não estamos suficientemente integrados no império nem suficientemente na periferia – limbo, que é rigorosamente a não-salvação na impassibilidade. será isso?
    detesto explicações psicológicas ou, pior, ‘antropológicas’…

  5. Vi a notícia e ouviam-me muitas vaias e assobios por trás da grupo de jornalistas e destacados acompanhantes de Sócrates. Era um coro convito, mas de pouca gente. Se foi assim,sem aviso.
    Vamos parar de lamentar-nos e vir para a estrada, para a rua, p o trabalho, ouvir, falar. Não está tudo calado.

  6. Mas, de entre os diversos micro-grupelhos que existem, não é possível juntar umas 500-1000 pessoas? Bem sei que a sobreposição de pessoas é grande, mas não é possível mandar uns 20 emails? Não é possível juntar sindicatos num curto espaço de tempo, têm uma inércia maior é um facto (não é uma crítica é a constatação da realidade), mas precários, e outros? Não?
    Por mim até pode ser uma coisa mais pós-moderna tipo flash mob.

  7. Nós temos um problema do qual não consigo ver-nos sair sem recorrermos a uma sessão de pancadaria budspencerniana: é que os nossos dirigentes sindicais são demasiado portugueses e os nossos portugueses são demasiado dirigentes sindicais.

  8. ya, siga todos ao mesmo tempo fazer de homens-estátua no local de trabalho. é só combinar a hora.

  9. o spectrum, como toda a gente à excepção dos estudantes de Energia, só soube depois. tás triste por não teres usb, miguel ?

  10. continuando, A RDA é que está a tomar o caminho certo. A merda cai por si, na alternativa auto-gestionária é que está o ganho! Btw, é de avisar ao Paulo e a outros, que no domingo decorre a WorkShop de Dildos caseiros DIY na RDA. Estejamos todos preparados para enrabanços liberais futuros.
    Eu gosto muito de Paz, e de Porrada também, mas não muito a serio… mais tipo brincar mais ou menos.

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