Rock n Roll is a revolutionary force.

Este video dos Motorhead ilustra bem como eu vejo a presente situação politica. Os pais na sala representam os partidos da esquerda institucional, a filha representa o potencial emancipatório das subjectividades politícas. Os partidos fazem o possível por controlar a filha e obrigá-la a ficar em casa a ver a noite da má lingua ou lá como se chama a merda de programa onde o Daniel Oliveira exibe a sua barba. Interpretam cada gesto seu alheio a um conformismo suburbano enquanto algo selvagem e inclassificável, dizem-lhe claramente que ela parece uma puta só porque decide andar sem soutien. Eis que então, da própria estrutura arquitectónica do seu mundo, surge o Lemmy, que claramente representa os anarquistas, os autónomos, os neo-animistas, os marxistas heréticos e os escribas do spectrum que não votam Manuel Alegre. A insatisfação latente não duvida em sentar-se na mota da revolução selvagem (claramente uma oposição à bicicleta xoxa da social democracia cidadanista) e ao gang da galáxia autónoma e insurreccional. Num devir nómada, qual máquina de guerra deleuziana, a revolução serpenteia desterritorializando a organização fascista dos Danieis Oliveiras até que estes, em conluio com as forças da ordem, como aliás se pôde ver na manifestação da NATO, assassinam a revolução. Não obstante, e de um modo incompreensível aos olhos do poder e do estado, nada pode conter a insurreição que vem e esta surge de onde menos se espera, e já com mota.

8 thoughts on “Rock n Roll is a revolutionary force.

  1. Mandámos-te para NY para cobrires em primeira mão o assassinato do Carlos Castro e andas aí a fazer o quê, pa?!!

  2. Motorhead? Isso não é o cliché central da parte punk do tal eixo ” de tédio, aborrecimento e mediocridade que se estende da Tina Modotti ao Manu Chao, passando pela Frida, pelos Clash e pelos Buraka Som Sistema.” ?

  3. Não vale dizer que o cliché central é aquilo de que não gostas. O R-Type acertou na mosca.

  4. o eixo central seriam as referencias culturais dos ambientes “activistas” e motorhead nao fez decididamente parte de tais referencias.

  5. É isso mesmo. Ainda hoje saí à rua e era só insurreição por todo o lado! Como cota careta da esquerda ultrapassada, velha-guarda, conservadora e ortodoxa que sou, até me assustei com a quantidade de squats, manifestações, greves, boicotes, ocupações e fins do capitalismo pelos quais passei enquanto fui à mercearia comprar pão.
    Esta coisa da desconstrução e dos blogs funciona mesmo!

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