23 thoughts on “a insurreição que não vem

  1. É tão cretino e demagógico acusar quem não vota de um qualquer resultado leitoral de que não quis fazer parte, como responsabilizar o Renegade de uma carga policial ou do apoio à Nato num qualquer intervenção daqui a uns tempos se o Alegre for presidente à pala do seu voto.

  2. por acaso, paradise, acho a comparação infeliz. quem vota alegre não pode deixar de ser responsabilizado por votar num candidato nato.

  3. Mas se levarmos esse raciocínio até ao absurdo (como ele está mesmo a pedir), o facto de o PCP ter apelado ao voto no Soares em 1985 torna os comunistas cúmplices de uma série de coisas, não? Até mesmo de anti-comunismo…

  4. Aqui a diferença é que o Alegre é mesmo apoiante convicto da Nato, já o disse em várias ocasiões, a última para justificar a sua ausência na recente manifestção. Se discorda desta ou daquela guerra, não é para aqui chamado, creio, ou isso altera alguma coisa sobre o seu confesso apoio a essa máquina imperialista de morte e de dominação.
    O zé diz que quem vota nele, vota num candidadto nato, não diz que é responsável pelas mortes nas guerras que essa promove. Esse tipo de analogias mais directas, acontecem neste post, não nos seus comentários.

  5. E eu sou responsável pelas propinas porque pactuei com a universidade burguesa estudando lá. Às vezes percebo porque razão a esquerda da esquerda é irritante – eu que me revejo nela.

  6. Compreendendo e acompanhando o que diz Paradise Café – não se pode responsabilizar uma pessoa que decidiu tomar a atitude política de não votar de estar a prejudicar o candidato em que ele em principio votaria se votasse ou beneficiar o oponente – percebo também a frustração que é o Cavaco ganhar logo à primeira volta como foi há 5 anos.
    É que há 5 anos ele ganhou com 30 mil votos (creio). E não tenho dúvidas que com mais 2 semaninhas de campanha Cavaco perderia.
    A foto é excelente ;)

  7. Mas meus amigos, quem vos disse que eu vou votar no Alegre? Isso é irrelevante. Eu vou votar contra o Cavaco. É tudo. Coisa que quem espera pela insurreição que vem não é capaz de fazer. E acho mesmo que há uma responsabilidade nisso.
    Concordo que não é a responsabilidade que o título implica mas existe uma qualquer responsabilidade. Acho que a lógica da sobrevalorização do voto conduz à demissão. Isso faz-me impressão. Porque igualiza, nivela, tudo o que está para lá desse limite de legitimação que se recuzam a ultrapasar. Ora bem, não há igualdade nenhuma.
    Cavaco não é igual aos outros e os outros e cada um não são iguais nem representam o mesmo que Cavaco. Não querer ver isso é de uma cegueira inaudita.
    Mal comparado, para mim significa qualquer coisa como nas eleições de Weimar em 1933 dizer que comunistas, social-democratas e nazis eram a mesma coisa, porque eram parte do sistema de representação democrática parlamentar, e optar pela abstenção.

  8. renegade, esse último parágrafo, não só por ir imediatamente buscar o nazismo, mas também, é só parvoíce. mal comparado? faz uma comparação boa, com tempo, bem pensada. abraço

  9. porra, demagogia o tanas! as palavras já são bolinhas de sabão, é?
    quando se faz campanha pública (num blogue, seja onde for) pela abstenção junto de um público, passe a expressão, de “esquerda”, com base no argumento de que todos os candidatos se nivelam e o impacto na nossa vida é igual esteja lá o cavaco ou outro está-se a contribuir para meter lá o cavaco ou não? Está-se a fazer campanha para desmobilizar votos anti-cavaco ou não?
    Olhem, se não é assim vou votar no Cavaco.

  10. As elites nacionais vão receber o meu cartão vermelho da mão do candidato José Manuel COELHO!
    Ainda acredito numa 2ª volta que depende dos portugueses e não das empresas de sondagens…

  11. A minha avó entretanto vai abster-se. Diz que está um frio do cabresto para sair à rua.
    Fico satisfeito por, apesar de ir caucionar o sistema capitalista com o meu voto em alegre, a minha avó contrabalançar com uma atitude revolucionária.
    Uma vez mais a classe operária mostra a sua raça. A minha avó, que me criou, embalou na lever as primeiras amostras de skip em portugal…

  12. pfu!!! a campanha já acabou camarada, vamos com mais calma, mas já agora uma para a troca: assim fica tudo na mesma:
    a minha avó que sempre votou em Cavaco, não vai votar, porque acha cada vez mais, como eu, que isto é tudo uma corja e tal, por isso (não como eu), vai votar coelho porque diz que prefere um gajo que não saiba falar e incompetente no poder, sabes com que argumentação?? “no que toca a inimigos é melhor sempre melhor que sejam estupidos que inteligentes” (sic).
    Há quem discorde Saboteur, mas acho que a minha querida velhota teve mais sabedoria nesta análise que muitas coisas que oiço por aí.

  13. concedo, de facto não há qualquer ligação entre não votar e eleger o cavaco.
    mas termino aí. há uma ligação evidente entre intervir para a abstenção entre o pessoal da “esquerda” contestatária e a desmobilização do voto anti-cavaco.
    Dunque, e porque “isto é tudo uma corja”, vou agora votar no Cavaco.

  14. Mais outra história: O meu tio está aqui a dizer que não vota. Que não há nenhum que valha a pena e que sobretudo não quer votar num país que elege o Cavaco.
    «Se eu visse na rua, num sitio onde não corresse o risco de ir preso, eu batia-lhe!!»
    «Nunca fui a uma manifestação na minha vida – mentira, fui quando acabaram com o póker – mas ía a uma se fosse para estar meia-hora ali a gritar “fi-lho-da-pu-ta!»
    Se ele escrevesse no spectrum, este abstencionista, não passaria a vida a escrever posts anti-alegre… ;)

  15. (zé neves:n me lembro de ver o Sócrates a encabeçar o movimento anti-guerra, como alegre e freitas do amaral, e a descer as ruas de Lx em Fevereiro de 2003, mas deve ser uma falha eficaz da minha memória para fundamentar qualquer argumento)
    A mim o que me incomoda no apelo à abstenção é ele vir de um grupo de malta que não parte um prato (uma montra para sermos mais fiéis), que se deixa encurralar no chiado a levar bastonadas da psp, que é detida numa casa ocupada e enfrenta o processo de forma individual e jurídica, que organiza debates sobre o anarquismo para discutir quem manda na bófia. Tudo isto está muito bem e que mil casas ocupadas e debates floresçam, agora que querem fazer com a abstenção? uma barricada?

  16. Mas então, se o apelo à abstenção viesse de «um grupo de pessoal» que já partiu tudo(até o parque infantil do Jardim da Estrela, que é patrocinado pelo Continente), que nunca se deixou encurralar nem levar bastonadas da PSP, que nunca se deixou deter numa casa ocupada (e muito menos enfrentar um processo jurídico de forma jurídica), nem organizou debates sobre anarquismo, então esse apelo à abstenção deixaria de incomodar e passaria a ser inteiramente razoável e coerente?
    Tenho alguma curiosidade em conhecer esse grupo de pessoal. Há algum contacto disponível?

  17. Claro que há, e não é anónimo: o movimento é encabeçado por essa tal jó, e não é preciso contactar, encontra-se normalemente numa qualquer madrugada, de passa-montanhas e coktail-molotov em riste, em frente a uma qualquer super esquadra de lisboa. Atenção: parece que está sozinha, mas não, tem centenas de seguidoras escondidas em cada esquina onde por norma há um conjunto de “pessoal” a oprimir!

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