O egpito, os serviços de ordem ou da insurreição aqui

No egipto a esquerda não faz serviço de ordem, nem político, nem policial. No egpito a luta de classes começa em quem pode ir à praça e acaba na forma como cada um lá permanece. O primeiro dia de insurreição não foi agendado por uma mesa nacional ou comité central, aconteceu como se de um vírus se tratasse. De origem magrebina, o vírus apareceu inesperadamente nas bocas de quem tem fome de pão e de liberdade, mas também nas letras de um qualquer meio internético de comunicação ou mesmo numas pintadas nas paredes das cidades.
Será por acaso que é num país onde não há uma esquerda real, nem estalinista nem social-democrata bloquisada, que rebenta inesperadamente com toda esta força um movimento insurrecto, indisciplinado, violento na sua defesa, que “apenas” se dedica a querer destruir o sistema?
Seria possível aqui, onde essa esquerda se junta à polícia na organização do isolamento da repressão de quem se quer manifestar livremente?
Seria possível aqui onde o sindicato se senta mais vezes com o patrão e com o ministro do que sai à rua?
Seria possível aqui onde os partidos que prometem falsas revoluções com meios inacreditáveis arregimentam os possíveis insurrectos para os confortáveis sofás da social democracia e da reivindicação?
Será possível a insurreição enquanto permitirmos e considerarmos como estando do “nosso lado” esta gente do travão e do serviço de ordem?
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Egpito – multidão descontrolada sem serviço de ordem “Oh meu Estaline, o que vai ser da classe operária sem a nossa vanguarda?!”, gritam desesperados os camaradas que não se vêem na foto.

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4 thoughts on “O egpito, os serviços de ordem ou da insurreição aqui

  1. nada a favor de comités centrais, mas espera só pra ver o que essa insurreição vai conseguir. se acreditares que é algo mais do que uma democracia representativa, ou o quer que seja que as elites (e o exercito) daquele pais desejarem, vai sonhando. gostava de acreditar tb, gostava.

  2. É o que se chama misturar alhos com bugalhos…
    Isto não é possível em Portugal, porque Portugal não é o Egipto.
    Mas, já que é para fazer comparações absurdas:
    A Bélgica está há meses (já nem sei se não faz já mais de um ano) sem governo e aquilo lá está óptimo, cheio de revoluções. Pois claro: é o PCP e o BE belgas, com o movimento sindical reaccionário, que estão a travar a insurreição.
    Tenho muita simpatia pelos lirismos que descontam às revoluções as reuniões que a CIA fez e anda a fazer em gabinetes, cafés, salas de jantar; como fez em Portugal em 74 ou, muito provavelmente, até antes disso.
    Cabia perguntar também: “Seria possível aqui, onde a maioria das pessoas está bem longe de passar fome, onde os direito mínimos ainda estão garantidos, onde o capitalismo resolveu as necessidades básicas, onde a acomodação domina?” Claro que não.
    Aqui não era possível porque burgueses são os militantes dos partidos, burgueses são os esquerdistas, burgueses são os burgueses.
    Se no Egipto se construir uma democracia burguesa, representativa, acomodada, essas coisas todas…, com uma economia minimamente justa, onde não se matam pessoas todos os dias, nem se castigam pessoas por , já me parece bem bom.
    Mais tarde poderá ainda ter pessoas saudosas do 11 de Fevereiro, outras saudosas do 10 de Fevereiro, outras da insurreição que vem. Mas virá mesmo?

  3. Durval! O Festival vai Bombarrr E esse ano meu Rei, qual sere1 o Personagem? kk00kkkkk Colok logo no blog, kk00kkk Huahuahua .. ΛﻜΛbrae7os .. Jhon ΛﻜΛ!

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