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Acabei de comprar carro, com a noção de que vou tê-lo estacionado 5 dias por semana e 250 dias por ano porque só o quero usar em fins-de-semana esporádicos e férias.
Falei com todos os amigos disponíveis para entrarem numa de partilhar o carro e não consegui que alguém aceitasse fazê-lo (e bem entendido, os custos também). Também tentei que um amigo que está há meses a estudar fora e só fará tenções de regressar daqui a uns dois anos me alugasse o seu carro para os tais fins-de-semana. Recusou e o carro está estacionado meses seguidos em frente à sua casa.
De repente parece que só há dificuldades em coisas que podiam ser muito simples. A visão proprietária não devia levar a melhor sobre a visão utilitária das coisas. Ao contrário do que nos diz a doutrinação publicitária, não somos o que temos; somos, quando muito, o que fazemos. Consumir de forma mais eficiente não devia ser tão difícil, no limite uma impossibilidade.
Com todos os custos dispensáveis que isso implica para os indivíduos e para a vida colectiva: custos com seguros e manutenção multiplicados, multiplicação de automóveis a roubar espaço nas cidades, multiplicação da vida inútil dos automóveis parados…
É pena, porque continuo a olhar para esta decisão de comprar carro como uma irracionalidade (des)necessária. A partilha de carro (“car-sharing”, na terminologia pacóvia em voga) devia ser mais comum.
O carro já o tenho, se alguém estiver interessado em partilhá-lo, apite.

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31 thoughts on “Anúncio

  1. muito fresh, muito verde e também imenso de modernidade.
    tenho carro e uso-o todos os dias. tenho bicicleta e já não a uso faz uns 3 anos. estarei grávido?

  2. O Renegade comprou um carro que só utiliza durante menos de 4 meses por ano e fala da multiplicação de automóveis a roubar espaço nas cidades e na vida inútil do automóveis parados… A esquerda caviar em todo o seu esplendor (e a sua má consciência) Amigo, dê-me um preço que eu alugo-lhe o carro durante os 5 dias da semana. Ou, antecipando a sua resposta, deixe aqui o seu preço. Isto é hilariante!! Mais!! quer obrigar os outros a não terem carro depois de comprar um – isto é um tratado sociológico!

  3. A mensagem do Renegade é a seguinte: “Eu fiz uma coisa que não concordo que os outros façam. Mas eu gosto de ter um carro. E já agora comprei um. Mas acho incrível que vocês comprem carros quando tenho um que posso alugar. Ainda por cima só o vou utilizar 4 meses durante um ano. Não percebo por que motivo não aceitam alugá-lo. Eu fá-lo-ía mas, por mero acaso, comprei um carro e já não faz sentido ser eu a alugá-lo. Assim, vocês escusam de estar a ocupar espaço nas cidades com carros parados, que nojo. Não vos compreendo.”

  4. Renegade: Agora que vais aprender o que custa esacionar, espero k um gajo te foda o espelho e te risque a pintura como tu fazias aos carros dos outros

  5. fazia, faço e continuarei a fazer.
    não conheço ninguém que risque e foda espelhos a carros bem estacionados.

  6. o que custa a estacionar… Custa pouco. Para alugar um quarto no campo pequeno pago 180 euros por mês. Para estacionar na via pública, no campo pequeno, ocupando uma área apenas um pouco menor, não pago nada.
    Apesar disto, ainda há malta que fica muito ofendida se alguém protesta por se estacionar em cima do passeio, prejudicando a passagem de peões, danificando a calçada, etc…

  7. eu se bem me lembro quando ia de carro depois das seis tarde ai ao campo pequeno estacionava grátis, mas geralmente demorava uma boa meia hora a encontrar lugar ou então estacionava em cima do passeio, num local onde aparentemente todos os outros moradores do bairro também estacionavam, a apesar de se verem assim forçados a estragar a sua bela calçada. Felizmente que a Camara lá meteu uns pinos e os habitantes tiveram a sua calçada salva dos seus próprios carros, que, já que não podiam estacionar, certamente venderam e compraram bicicletas. Felizmente que houve alguém a decidir por eles o que era melhor para a sua rua.

  8. Por sinal esse pinos já foram arrancados para se poder voltar a estacionar sobre a calçada. Mas não é só o pessoal cá da rua que estaciona cá na rua, pelo que é bastante demagógica essa última frase PP. Havias de aparecer por cá em dia de tourada.

  9. Renegade: não conheces ninguém que foda espelhos e risque carros porque esse pessoal são uns cobardolas como tu. queria era ver-te a foder o carro alheio por estar “mal estacionado” e ficar à espera do dono pra lhe explicares o sentido moral das tuas acções. Mas isso tá quieto, não é?
    E tu saboteur: vais de carro pro campo pequeno com tanto autocarro e metro e mais a tua bicla e o caralho? és mesmo um burguesito

  10. Acho que foi precisamente a pandilha marialva a foder aqueles pinos. E evidentemente que ajudava, porque ainda não foram inventados carros que atravessem pinos sem sofrer as consequências.
    O pessoal que tem carro devia ser todo encostado ao paredão. A começar pelos que escrevem no spectrum e andam sempre a falar das bicicletas.
    Autocarro da carreira e já gozam.

  11. agora percebo porque queres “comunitar” o teu carro: se alguém o riscar ou partir um espelho pagam todos.

  12. Riscar e vazar 2 pneus, era o que eu fazia a carro estacionado em cima do passeio em frente à minha modesta habitação. Agora tem pinos e já não necessito de me dedicar à acção directa, mas recomendo: 2 PNEUS, 1 é fácil de resolver.

  13. renegade, além dos riscos e dos espelhos partidos devias ficar à espera do dono do carro e espetavas-lhe umas bolachas no focinho por ter estacionado mal o carro. isso sim, era de homem.

  14. O anónimo da 1:23, com o comentário do “cresce e aparece” é a ilustração acabada do automobilista português médio.
    Agora já sou “crescido”. Tenho um carro. Posso buzinar nos ouvidos das pessoas, estacionar onde bem me apetece, andar à velocidade que quero. O Banco cobra-me 23% de juros pelo empréstimo que fiz para comprar o carro, mas eu gosto do meu banco. Não gosto é de quem me risca o carro só por eu estacionar o meu carro num sítio que é suposto ser de usufruto de todos…

  15. anónimo, nunca ficarei à espera do dono de um carro que vandalize, por razões óbvias e mais uma: o objectivo não é educar o infractor. o objectivo é inflingir danos ao instrumento da infracção, propriedade do infractor. São coisas bem diferentes. Por mim quero que o infractor se foda, ninguém me paga para educar o povo nem tenho aspirações a educador.
    quanto ao que era de homem fazer, é uma questão controvertida que não cabe aqui aprofundar.
    E não, o carro não é da cooperativa e tem bagageira porreira!

  16. renegade afinal não queres educar, a tua pretensão é mais a de justiceiro, e cobardolas ainda por cima. isso de supostamente seres pago para educar o povo não é um conceito demasiado capitalista? quanto ao conceito de propriedade do “objecto da infracção” é relativo pois a maior parte das vezes esse objecto pertence a algum banco e não ao detentor do veículo. já agora, aprofunda lá a questão do que “era de homem fazer” se és homem para isso.

  17. renegade ainda pensei que o que te movia fosse algum ódio por quem possui aquilo que tu não podes, mas afinal percebo que não passas de um arruaceiro parvalhão.

  18. ah ah, agora já sabem seus filhinhos da puta: quando estacionarem fora do penico pode ser que o renegade esteja lá para vos foder a lata!

  19. pensava que este blogue era feito por meninos pequeno burgueses, armados em intelectuais de esquerda, mas parece que afinal são uns putos do mais cretino que há. enfim…

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