Foi visto apresentar uma Moção de Censura

Por estes dias tenho assistido – e participado, embora sem grandes certezas – a debates entre bloquistas sobre se o Partido fez bem ou mal em apresentar uma moção de censura ao Governo.
Há argumentos a favor e há argumentos contra. No entanto, apenas este Paulo Silva, que se demitiu da Mesa Nacional no seguimento da coisa, coloca uma questão que a mim me parece essencial: Porque é que toda a gente foi apanhada de surpresa? Desde o simples aderente de base, como eu, ao dirigente nacional?

“O Partido decidiu, camarada: Foi visto apresentar uma Moção de Censura”.
A informação chega-nos como se o Partido fosse uma entidade abstracta, com vontade própria, autónoma dos seus aderentes que só têm de esperar com expectativa que “O Partido” tome o bom caminho.
O Bloco tem bastantes mecanismos formais de democracia interna e que são imprescindíveis para a vida de qualquer partido nos dias de hoje: direito de tendência, listas, votações de propostas, eleições, etc… Mas, por outro lado, a vida quotidiana do partido (pelo menos entre actos eleitorais para os seus órgãos) tem assinaláveis deficiências de funcionamento democrático, partilha de informação e envolvimento dos militantes nas decisões.
Nos meus tempos de PCP, na Organização do Ensino Super de Lisboa, havia uma regra de ouro: Pelo menos 1 vez por mês realizávamos um plenário de militantes. Acho que era uma boa prática que o BE podia copiar do PCP.
Claro que reuniões mais regulares não são a solução para tudo. Há depois a questão dos estilos de direcção: Uma coisa é ter uma direcção que vai para um plenário ouvir as visões, informações, preocupações e propostas de quem lá vai; outra é ter dirigentes que não se coíbem de colocar logo no inicio os termos em que se irá fazer a discussão ou de “saltar em cima” das opiniões contrárias, utilizando todo o seu peso e autoridade de dirigentes para matar rapidamente o debate… mas isso já é outra história mais complicada.

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11 thoughts on “Foi visto apresentar uma Moção de Censura

  1. A moção de censura foi agendada pelo ministro Jorge Lacão, vem nas notícias e não foi desmentido… não há nada mais a dizer.

  2. O Louçã diz que não comenta o artigo do Rui Tavares porque não o leu! ahahahah! Faz lembrar o outro que só lia 5 minutos de jornais por dia.

  3. Acho piada o fascínio de alguma malta pelo voto… Sim. votam-se propostas de braço no ar, mas a votação da direcção da concelhia, por exemplo, é feita de modo secreto.
    Anónimo: eu fui (e sou) daqueles que ouve com atenção, procurando partir do princípio que poderei estar a não ver bem determinada questão…
    Acredito na riqueza que é a diversidade de experiências e creio que a inteligência é o bem mais bem repartido pela humanidade.
    Quando escrevi o post estava a pensar num sujeito em concreto…

  4. BE = tudo merda
    cambada de traidores á nação portuguesa e á Europa branca.
    a forca vos espera

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