Filho da puta

«Um atropelamento em massa ocorreu por volta das 19h de sexta-feira, na esquina das ruas José do Patrocínio e Luiz Afonso, na região central de Porto Alegre [Brasil]. As vítimas são ciclistas ligados ao movimento Massa Crítica, que reúne pessoas para pedalar pelas principais ruas da capital gaúcha. Oito vítimas foram encaminhadas para o Hospital de Pronto Socorro. Quatro delas já foram liberadas, e uma permanece internada.
Segundo relatos de testemunhas, os ciclistas foram atingidos por um Golf preto, que seguia o grupo desde o início da José do Patrocínio. Um desentendimento anterior, no qual uma pequena colisão ocorreu, teria sido o estopim da agressão. Logo após o primeiro incidente, o veículo acelerou por cima dos ciclistas, vindo de trás. Após a agressão, o veículo fugiu.»
sul 21

«O automobilista acusado de atropelar intencionalmente 25 ciclistas em Porto Alegre, Brasil, na sexta-feira, deve prestar depoimento esta segunda-feira. Segundo o seu advogado, o homem “agiu em legítima defesa, para garantir a integridade física dele e do filho, de 15 anos”. “O meu cliente afirma que os ciclistas quebraram o vidro do carro e começaram a pontapear o automóvel, do lado em que estava seu filho, de 15 anos. Ele agiu em legítima defesa, para garantir sua integridade física e de seu filho. Ele achou que seria linchado e saiu para se salvar”, disse o advogado Luís Albino ao site brasileiro “G1”.»
JN
Bullshit. Os ciclistas “são uns vândalos”, como se pode ver no início destas imagens deste vídeo. Na Massa Crítica de Lisboa, na passada sexta, enquanto se passava entre carros parados no trânsito na Av. da República, também se ouviu por mais do que uma vez os automobilistas a trancarem as suas portas!..

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9 thoughts on “Filho da puta

  1. As imagens são chocantes mas infelizmente não são nada de extraordinário a não ser na amplitude dos danos.
    Na Massa Crítica de Lisboa, uma automobilista de cerca de 30 anos buzinava furiosamente, sem tirar a mão do botão, para que eu saísse da frente. Não acelerou mas usou a buzina como arma.
    É sabido que qualquer som acima de 85 decibeis pode causar perda de audição, e a perda depende tanto da potência do som como do período de exposição. A buzina de um carro tem cerca de 110, 120 db.
    Mais À frente, na Alexandre Herculano, um atrasado mental avançou mesmo ao ponto de pôr em risco a vida de um ciclista. Não o magoou mas entortou a roda de trás da bicicleta dele.
    Em qualquer 1 destes 3 casos, as pessoas em causa estão absolutamente convencidas que o direito a andar na cidade pelo alcatrão deve ser exclusivo de quem decide utilizar o automóvel. Em qualquer 1 destes 3 casos, interiorizaram de tal forma esse direito que acham que quem o obstaculizar, nem que seja por uns momentos, merece ser imediatamente punido fisicamente.
    De onde vem tamanha insanidade?

  2. Ó saboteur, por acaso não acho que a explicação não tem a ver apenas com as biciletas. Se o caso se desse com um grupo de motas em marcha lenta a reacção era igual. De forma inversa, se um grupo de carros fosse em marcha lenta a “atrasar” a marcha de um grupo de camiões, não tenho dúvidas que a reacção dos motoristas destes últimos seria a mesma.
    A questão é de poder e de instrumentos para exercer esse poder, submetendo o outro. O problema com a bicicletas (e com as motas) é que a (in)submissão pode acabar como no Brasil.

  3. pois: também acho que não tem a ver com biclas. Vemos que com os peões é igual…

  4. tudo bem que te queiras empatizar com a situação, mas comparares uma buzinada a um atropelo em massa é ridiculo.

  5. São comparáveis no sentido que são expressão do mesmo tipo de cultura.
    Claro que quem agride com a buzina está ainda assim um pouco mais equilibrado do que o outro que abalrruou o ciclista na Alexandre Herculano e este um pouco mais do que o outro que acelerou para o meio do pelotão da Massa Crítica.

  6. está tão proximo da buzinada como do risco no carro mal estacionado.
    Suspeito que este otário na verdade venha a fazer crescer a massa crítica. e a reforçar esta imagem da estrada como campo de batalha, o que dá sempre uma boa distração.
    enfim, parece que há muito quem ainda precise de aprender a conviver com as bicicletas, haja massa critica. só estou meio farto deste discurso antiautomovel. não me parece que se possam resumir os problemas de mobilidade das cidades contemporaneas a uns automobilistas mal educados. mas enfim, cada um com a sua luta.

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