A expressão “idiotas úteis” parece-me cada vez mais aplicável (e coerente)


´Voltando a recuperar uma ideia já por si transmitida ao longo do primeiro mandato que “os jovens não podem ver o seu futuro adiado” devido às opções erradas que são tomadas no presente, Cavaco Silva frisou a importância do “exemplo” que deve ser dado de uma “cultura de mérito”, porque as nomeações para a administração não deve ser pautada pela “filiação partidária” ou “simpatias políticas”. Numa parte particularmente forte do seu discurso, Cavaco disse ser fundamental “um novo modo de fazer política” que atraia os jovens.
Cavaco defende necessidade de sobressalto cívico
Alexandre Sousa Carvalho, um dos organizadores do protesto da “Geração à Rasca” convocado para o próximo sábado ouviu “com agrado” o discurso presidencial. As palavras de Cavaco, diz o jovem licenciado em Relações Internacionais são “um apelo” mas que é coerente com “aquilo que o próprio Presidente da República tem vindo a fazer desde o seu primeiro mandato”. Ou seja, o apelo de Cavaco a uma participação da sociedade civil na vida política nacional não é novidade mas, dado o actual contexto, é “com agrado que vemos que as pessoas – de esquerda ou de direita- se identificam com os motivos do nosso protesto”.
Discurso agrada a organizadores do protesto da geração rasca

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15 thoughts on “A expressão “idiotas úteis” parece-me cada vez mais aplicável (e coerente)

  1. =) claro que agrada. é sinal da preocupação do cavaco. se um protesto que ainda nem aconteceu influencia o discurso de tomada de posse do presidente da república…

  2. Tudo indica que o contrário é bem mais verdade e que este “protesto” não protestará contra coisa nenhuma em concreto, ainda que contra várias coisas em geral. Como disse alguém em tempos: a culpa é de todos, a culpa não é de ninguém.
    Agrada aos organizadores da coisa o discurso de alguém que esteve sempre disponível para nos pôr a todos a trabalhar mais. Organizar um protesto com o qual Cavaco se pode “identificar” é bem o tipo de coisa que faz falta.

  3. O tal Alexandre foi no mínimo infeliz, mas continua a ser apenas uma voz. Ninguém é obrigado a concordar (e nem mais ninguém deveria, pff…). Aquilo que acontecer no dia 12 (ou noutros dias) continua a ser o que as pessoas quiserem fazer disso. Raros foram os bons momentos da história iniciados pelas mentes mais esclarecidas, deixemos a coisa por aí, e tente-se fazer o máximo possível da situação, com o Alexandre a poupar-se em mais declarações, elogiar o Cavaco pode provocar cancro da língua…

  4. O tal Alexandre foi no mínimo infeliz, mas continua a ser apenas uma voz. Ninguém é obrigado a concordar (e nem mais ninguém deveria, pff…). Aquilo que acontecer no dia 12 (ou noutros dias) continua a ser o que as pessoas quiserem fazer disso. Raros foram os bons momentos da história iniciados pelas mentes mais esclarecidas, deixemos a coisa por aí, e tente-se fazer o máximo possível da situação. Melhor ainda, com o Alexandre a poupar-se em mais declarações, elogiar o Cavaco pode provocar cancro da língua… acho que já houve estudos sobre isso…

  5. Concordo com R. A manif de sábado tem tudo para correr mal mas também tem tudo para correr bem. O desafio é não deixar a direita aproveitar-se do descontentamento social para implementar as suas “políticas para mudar portugal”, que mais não são que mais do mesmo.
    Infelizmente, a declaração do tal Alexandre, vem na onda de uma série de declarações que demonstram a grande despolitização e superficialidade do debate político em Portugal.

  6. sem discordar em geral do que diz o saboteur, eu diria antes que as declarações desse rapaz demonstram uma grande despolitização e superficialidade desta mobilização em concreto.
    sem dúvida que será bastante triste assistir a gente a empunhar cartazes a “pedir” aos políticos para serem melhores e mais decentes e coisas desse tipo.

  7. Determinar a validade de um protesto pelas declarações (as primeiras merdosas diga-se de passagem) de um dos seus dirigentes parece-me algo exagerado e coloca-nos uma fasquia porventura demasiado elevada na construção do movimento de massas. Ou ele já não serve para nada?
    Não entendo que quem combata a pulverização dos serviços de ordem não veja neste protesto uma ideia bastante oportuna e até original.
    O que exigir que a CGTP diga ou não diga no dia 19 ou no chamado de uma próxima greve geral?

  8. Caro camarada anónimo:
    serão apagados todos os comentários a meu respeito que remetam para algo que não o que eu escrevo neste blog.
    No que a essa reportagem em concreto diz respeito, peço-te que a voltes a ler e me indiques onde e como eu me apresentei como “a cara” ou o “representante” de quem quer que seja. A manifestação deve ser tão boa ou tão má que o jornalista deixou de fora tudo aquilo que eu lhe disse a esse respeito e que é mais ou menos o que está escrito acima. Ainda não foi desta que o teu trabalho de desmascaramento deu frutos. Mas continua vigilante e não te deixes abater. Garanto-te que sou portador de mais contradições do que aquelas que tu imaginas.
    Renato, a palavra chave do teu comentário é “construção”. Eu não vejo nem sinto aqui quaisquer condições para construir um movimento de massas anti-capitalista. Não é uma questão meramente numérica e a política, as posições, os discursos e essas merdas ainda me parecem decisivas. Não descortino aqui qualquer horizonte que não seja o da lamúria e o do queixume. E daí não espero nada de bom.
    De resto, esta manifestação já formou o seu serviço de ordem.

  9. ah, ah, ah, ah! Ya. eu imagino que eles devam ter cortado bastante, senão a gente tb lia sobre aquele período em que vendeste gelados na praia.
    Sobre as tuas contradições basta comparar essa tua resposta ao Renato sobre a manif de amanhã com o teu voto no Coelho nas presidenciais.
    Olha: faz tb delete a este coment. Não faz mal que a gente percebe.

  10. Também distribuí ice-teas na praia em troca de um salário. Vejo que nunca te aconteceu tal coisa. Aliás, pelo tempo que perdes a comentar no spectrum, é evidente que não tens grandes afazeres.
    Insistes no Coelho, mas não o suficiente. Uma ideia ou outra ajudava. Eu começo: o Coelho foi o candidato com o discurso mais à esquerda das últimas presidenciais.

  11. E como as minhas contradições não podem ser o único assunto desta caixa de comentário, continuo atento às tuas. Peço-te que me indiques onde e como eu me apresentei como “a cara” ou o “representante” de quem quer que seja.

  12. Não respondeste a nenhuma das minhas interjeições. O movimento de massas não “nos” interessa? Não falo do anticapitalista, que apenas um sector minoritário reivindica, mas da criação de uma frente precária como a que está a ser esboçada na Geração à Rasca.
    Não tens nada para dizer e ouvir dos milhares que amanhã vão estar na rua?
    Não te parece justo um serviço de ordem com a função de garantir a segurança das pessoas e dos alvos mais vulneráveis bem como da prevenção de colagem do discurso xenófobo-nacionalista? Parece-te mal que uma dada organização convide todas as outras a ingressar na manifestação com total liberdade de expressão política?

  13. Receio Renato, que essa frente precária exista mais na tua cabeça do que na das pessoas que encheram esta manifestação. E os movimentos de massas interessam-me na medida em que existam espaços e tempo para discutir que forma tomam.

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