I do not wish to alarm you…


O excelso presidente da república, que, aí há uns tempos, interrompeu as suas férias e as de todos nós para, de uma forma muito anunciada e especulada, falar desse assunto tão sério como o estatuto dos Açores, acabou de anunciar a aceitação do pedido de demissão do governo no… site oficial da presidência.

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5 thoughts on “I do not wish to alarm you…

  1. As notícias não são animadoras. Mas há quanto tempo é que as notícias o não são? Vivemos no interior de muitos medos e parece que ninguém é capaz de os aniquilar ou, pelo menos, de os atenuar. Possuímos uma larga, histórica, dir-se-ia que fatal experiência do medo. Temos sobrevivido entre a resignação e a revolta cabisbaixa. Entretanto, fomos alimentando a esperança, sempre fugidia, de que as coisas iriam melhorar. Os dias de amanhã seriam melhores e mais belos. Tivemos uns fogachos de alegria, seja dito; porém, há quem deteste que sejamos felizes, mesmo mitigadamente.
    Ao que leio e ao que me dizem sábias criaturas, o Governo vai cair. O estrondo não será grande. Já se previa. O pior é que o pior está para vir. E o putativo substituto de Sócrates não o esconde. O pouco que resta do 25 de Abril, Passos Coelho encarregar-se-á de remover.
    A preguiça, a indiferença e, até, a cobardia podem explicar as razões por que chegámos aonde estamos. Ainda conseguimos concentrar energias para encher praças e avenidas com os nossos protestos. Não têm servido para muito. A democracia portuguesa está reduzida a um funcionamento processual, que limitou, dramaticamente, os horizontes das nossas escolhas, dos nossos valores e dos nossos sonhos. Recalcitramos, mas de muito pouco nos vale.
    No tempo do fascismo os estribilhos eram, entre outros: “Quem manda?”, “Salazar! Salazar! Salazar!” E as respostas, em forma de certezas inabaláveis: “Quem viva?”, “Portugal! Portugal! Portugal!” Simultaneamente, a submissão, e o seu suporte simbólico. São os netos de Salazar que se encontram no poder. O sentido de pluralidade, que dá corpo e razão à democracia, foi abreviado pela homogeneidade e pela unificação de interesses do PS e do PSD. A queda do Governo é, apenas, o episódio comezinho da substituição de rabos nas cadeiras.
    Atingimos uma situação extraordinária: somos dissidentes de nós próprios. A “democracia da desconfiança” atingiu-nos com tal violência que ficámos incapazes de nos desembaraçar da tenaz, astutamente formada pelos dois “mais importantes” partidos. “Mais importantes” porquê? E os outros? São, apenas, elementos decorativos? Não fazem parte da participação (que deveria ser permanente) dos cidadãos nos domínios políticos?

  2. O discurso do PSD vai ser “Isto está bem pior do que o que nós pensavamos! Andaram a esconder o déficit das empresas públicas”.

  3. Ó bastos tu és velho como o caralho, não és?
    Foderam-te bem fodido, não foi?
    Há pois!… faço-me entender, não?

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