O abre-latas


É como a tal anedota: um engenheiro, um químico e um economista numa ilha deserta, com uma lata de comida sem abertura fácil. O engenheiro monta uma teoria sobre multiplicação da força para abrir a lata; o químico monta uma teoria sobre fricção de moléculas pelo calor e o economista diz: -«Imaginemos que tínhamos aqui um abre-latas…».
Estou eu aqui desde as 11h00 a ler um livrinho seminal sobre teoria económica da democracia (lol), agora não interessa porquê, quando, na página 272, aparece uma singela nota de rodapé com letra miudinha que diz assim:
«This exceedingly complicated method of deciding how to vote seems bear little resemblance to how men act in the real world. However (…) the entire process is necessarily implicit in the behavior of any rational voter, even if casual observation fails to confirm this fact.»
Foda-se, que perda de tempo!

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3 thoughts on “O abre-latas

  1. Qual é o problema? então não é o capital e o ecónómic que decide o que é ou não racional? existe alguém que ainda gasta do descarte?
    Explicações por favor…
    PS: Esse espanto todo é de quem ainda vota.

  2. … claro que a notinha anglo-saxónica, mudando poucas palavras, aplica-se muito bem à estranha ideia das assembleias directo-deliberativas ou lá como se chama essa coisa.

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