Boaventura há só um

13 thoughts on “Boaventura há só um

  1. Visca Durruti.
    E o outro não é o Durruti mas sim o Garcia Oliver, o ministro anarquista.

  2. Belissima foto, o colete é um charme. Quem é o gajo com a Bíblia no braço? Mas sim, este não reduziria a dívida ao seu valor real descontado ou lá o que é. Desde logo porque está tão longe do nosso mundo como o burguês que inventou o tear mecânico – e digo isto com muita pena. Tá fixe esta foto, e este post.

  3. Tenho para mim que as coisas chegaram ao ponto a que chegaram porque os anarquistas deixaram de se vestir como deve de ser, com colete e paletó.
    Parece que a Falange – nomeadamente Primo de Rivera – considerava o anarco-sindicalismo um fenómeno especificamente espanhol – pelo menos na sua forma CNT-FAI – e louvava o seu espírito belicoso e arrojado. O apreço do Miguel Vaz tem por isso uma longa genealogia.
    Mas lá que um ou dois gajos do género do Durruti e do Ascaso (e do outro cujo nome agora não recordo e que assaltava bancos com eles) faziam por aqui falta, lá isso faziam.

  4. Estou a ver que alguém compreendeu o meu comentário. A Falange de Primo Rivera (e a de Ledesma Ramos e Onésimo Redondo) tinha pouco a ver com esses velhotes de camisa azul que andam hoje de braço no ar em romagem à campa de Franco. Era um movimento jovem e revolucionário, e tentou até ao último momento evitar a entrada na Guerra Civil. Só que depois os seus dirigentes foram presos e mortos, enquanto as suas fileiras eram inundadas de gente que apenas queria usar a camisa azul para ajustar contas (Georges Bernanos faz um bom retrato disso). Finalmente, depois da Guerra, Franco esvaziou a organização do pouco conteúdo ideológico que ainda tinha. Ou seja, da Falange ficou apenas o nome.

  5. Miguel, apesar de seres o nosso facho de estimação, não é necessário reescreveres a história. A Falange participou na repressão da Comuna das Astúrias, em 1934, e era odiada pelas organizações do movimento operário por desempenhar o papel de milícia ao serviço do patronato. Ser revolucionário não é um estado de espírito.

  6. Bem visto, rick, quanto ao ‘estado de espirito’. E ser contra-revolucionário, sim, é-o. Mas curiosamente só se pode ser contra-revolucionário numa situação – no rigoroso sentido da palavra. Uma espécie que nos é hostil – mas que não medra no deserto.

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