Abuso de Posição Dominante


José Reis, Director da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra
Já leram a denuncia promovida por José Reis contra as agências de notação? Aqui podem subscrevê-la.
A lista de “signatários” cresce a toda a hora. A consciência de que temos sido vítimas de um golpe cresce em todo o lado.

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17 thoughts on “Abuso de Posição Dominante

  1. Já agora, qual foi o golpe? Até agora, só vi agências de rating reportar uma elevada probabilidade de incumprimento e de bancarrota e que acertaram em cheio. Deviam receber uma comenda no 10 de Junho.

  2. ia te dizer para seguires os links e reparei que o artigo do NYT não está acessível. Vou fazer copy/paste para ti ;)
    Quanto à denuncia, é ler:
    «a Capital World Investors, é a maior accionista da Standard & Poor’s, além de ter uma das maiores participações na Moody’s, de 11,02%, detendo agora um investimento significativo em títulos de dívidas soberanas dos quais, pelo menos, 370 milhões de euros em dívida da Irlanda, Portugal, Espanha e Grécia. Ou seja, um dos maiores accionistas de duas das três maiores agências de notação do mundo age e beneficia directamente do mercado cuja evolução é condicionada pelas suas próprias agências de notação, intervindo nomeadamente no mercado português»
    E já agora, sobre a infalibilidade:
    «empresa financeira de Bernard Madoff, que se notabilizou pela dimensão da hecatombe financeira que provocou, tinha até então uma classificação das melhores, em AAA, concedida pela STANDARD & POOR’S. O banco Lehman Brothers obteve a classificação máxima até à sua falência. No caso da Enron, uma das maiores empresas mundiais de energia, as três agências apenas baixaram o respectivo rating quatro dias antes da sua falência. »

  3. Market contagion and rating downgrades, starting when the magnitude of Greece’s difficulties surfaced in early 2010, have become a self-fulfilling prophecy: by raising Portugal’s borrowing costs to unsustainable levels, the rating agencies forced it to seek a bailout. The bailout has empowered those “rescuing” Portugal to push for unpopular austerity policies affecting recipients of student loans, retirement pensions, poverty relief and public salaries of all kinds.
    The crisis is not of Portugal’s doing. Its accumulated debt is well below the level of nations like Italy that have not been subject to such devastating assessments. Its budget deficit is lower than that of several other European countries and has been falling quickly as a result of government efforts.
    (…) By distorting market perceptions of Portugal’s stability, the rating agencies — whose role in fostering the subprime mortgage crisis in the United States has been amply documented — have undermined both its economic recovery and its political freedom.

  4. Qual foi o golpe? Portugal endividou-se estupidamente por causa das agências de rating? O peso do Estado na economia deveu-se às agências de rating? Tenham dó… Qual foi o golpe?

  5. um dos maiores accionistas de duas das três maiores agências de notação do mundo age e beneficia directamente do mercado cuja evolução é condicionada pelas suas próprias agências de notação, intervindo nomeadamente no mercado português

  6. paulo, ó meu estupido do caralho!
    mesmo quando uns te explicam devagarinho e outros te enrabam sem vaselina tu continuas a acreditar no pai-nosso do liberalismo.
    so mais uma vez: os juros subiram independentemente de qualquer fragilidade que portugal tivesse. nao ha nenhuma relacao entre a realidade e a subida dos ratings, a nao ser a de que os ratings criam as condicoes para que a divida se torne incomportavel.
    isto e muito mais simples do que tu pensas, pa. eu, como me estou a cagar e ate acho que vai ser bem divertido ver gajos como tu a foderem-se a grande, nao volto a pegar no assunto.
    felizes sonhos humidos.

  7. “independentemente de qualquer fragilidade”?!?!?! estamos na bancarrota e não temos qualquer fragilidade?! temos uma dívida pública astronómica (quase 2 anos de produção de riqueza) e não temos nenhuma fragilidade?! em que dados te apoias para dizeres que não temos nenhuma fragilidade?! pode-se saber?! temos a pior dívida pública dos últimos 160 anos, 620 mil desempregados, dívida externa bruta 240%, a década de pior crescimento económico dos últimos 90 anos e tu queres que as agências nos dêem boa nota?!?! só pode ser uma piada… (isto tudo que te descrevi aconteceu antes de diminuição de ratings)

  8. Paulo, a golpada, para além do sistema económico vigente, que já de si é uma boa golpada, é a seguinte:
    Lista de países por dívida externa (pública+privada):
    Luxemburgo :: 4636%
    Irlanda :: 1224%
    Noruega :: 861%
    Liberia :: 606%
    Reino Unido :: 398%
    Suíça :: 364%
    São Tomé :: 349%
    Holanda :: 344%
    Bélgica :: 322%
    Dinamarca :: 274%
    Suécia :: 241%
    Hong Kong :: 233%
    Austria :: 226%
    Guiné-Bissau :: 203%
    Burundi :: 202%
    Portugal :: 201%
    Finlândia :: 200%
    França :: 188%
    (…)
    http://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/rankorder/2079rank.html
    Porque é que foi Portugal o que foi atacado agora? Porque não o Reino Unido? Porque não a Noruega? Porque não a Holanda? Pela tua lógica, estão igualmente lixados. Ou a lógica do sistema é variável? Ou as agências de rating têm poder para decidir quem pode ter dívidas astronómicas e quem não pode? Qual é o argumento?

  9. oh paulo… és burrito… “os juros subiram independentemente de qualquer fragilidade que portugal tivesse” o autor quer dizer com esta frase que a subida dos juros é independente da fragilidade, não quer dizer que não haja fragilidade.

  10. Não é o valor da dívida que importa mas sim a capacidade de a pagar. As agências de rating não têm poder nenhum. Dão conselhos. E elaboram extensos e chatos relatórios que ninguém lê para poder continuar a dizer baboseiras inconsequentes e sem sentido. Já percebi o teu ponto: há fragilidade mas quem empresta dinheiro deve ignorar a fragilidade. Muito bom.

  11. oh paulo… o meu ponto era explicar-te o sentido da frase que o anónimo de 14 de abril escreveu e a tua má interpretação.

  12. No “inside job” mostram a desfaçatez desses mafiosos das agências de rating a depor perante o congresso americano e a dizer que nunca fizeram mais que emitir “opinions”. isto no aftermath da maior crise financeira desde 1929. as citações do sabouter dizem tudo.

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