Violenta Carga Polícial no 1º De Maio Anticapitalista em Setúbal

As notícias ainda são escassas mas a polícia carregou violentamente na manifestação do 1′ Maio em Setúbal, tendo o corpo de intervenção saido de uma carrinha a disparar balas de borrachas e utilizando gás-pimenta, havendo vários relatos de feridos que foram alvejados pela polícia.
Mais dois relatos retirados do Indymedia:
O que eu vi e sei
Enviado por Anónim@ (não verificado) em Dom, 01/05/2011 – 22:31
Participei na manifestação que foi pacifica durante todo o percurso. Quando chegámos ao fim, num praça de Setúbal a policia carregou por razões que na altura não entendi. (Mais tarde algumas pessoas afirmaram que um policia tinha referido que durante a manifestação alguém teria pintado graffitis em algumas montras e paredes). Seja verdade ou não, nada justificava a violência gratuita contra pessoas desarmadas que pacificamente conversavam. A população local imediatamente mostrou o seu apoio e indignação pela brutalidade policial. Posso também confirmar que foram disparadas balas de borracha e tiros de bala real (para o ar). Quanto a feridos só posso colocar o meu testemunho da marca que tenho no pescoço de uma bala de borracha, de uma outra amiga atingida nas costas (que me relatou ter estado com um jovem que sangrava da cabeça, de um outro que foi atingido na garganta, ainda outro vitima do gás pimenta) e o único que vi ser detido que tinha os dois joelhos em sangue.
Não sei se este ultimo jovem ainda se encontra detido ou se foi, como deveria ter sido, conduzido ao hospital.
O que fica de tudo isto é a indignação pelo sucedido de quem participou e de quem assistiu e a certeza que toda a violência a que assistimos não passou de mais um acto de repressão para silenciar aqueles que contestam esta sociedade capitalista e de defesa dos que vivem anafadamente à custa da pobreza e precariedade de milhões.

Durante o percurso não houve
Enviado por Anónim@ (não verificado) em Dom, 01/05/2011 – 20:48
Durante o percurso não houve qualquer tipo de violência nem da parte da manifestação nem da polícia. na praça onde nos juntámos no final da manifestação chegou um carro de polícia que levava 3 ou 4 polícias pacatamente pediram para acabar para com a música. trocas de palavras durante 2 ou 3 minutos entre polícias e algumas pessoas. chegou uma carrinha com corpo de intervenção e foi tudo. tiros verdadeiros para o ar. balas de borracha para todo o lado. bastonadas. gas pimenta. e muita canalhice da parte da bófia. as pessoas que estavam na praça limitaram-se a defender. há muitas testemunhas que estavam na praça e no bairro. é fixe que se entre desde já em contacto com elas para nos defendermos em tribunal e não deixar que esta merda fica por um bando de malucos que tiveram um desacato com a polícia. nós vamos ver mais e mais repressão desta. O fmi ou o pec ou o que for vai dar aso a mais e mais merda desta acontecer. precisamos do máximo de testemunhas que estavam na manifestação ou que estavam em casa ou na rua e viram o que aconteceu.

Fotos encontradas no facebook. As feridas no joelho do manifestante são dos disparos dos porcos.
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Ainda outro artigo no indymedia:
Como sempre sucede nestas coisas a polícia acompanhou, em Setúbal, cerca de 200 manifestantes anticapitalistas procurando sobretudo, que não se misturassem com os manifestantes enquadrados pela CGTP; o que aliás constitui vontade da direção da CGTP, desde há muito. Um modelo que, ampliado se havia já visto na Avenida da Liberdade, em Novembro, durante os protestos contra a cimeira da NATO.
Quando os anticapitalistas deram por terminado o seu protesto no Largo da Fonte Nova, pousaram as suas faixas no chão e ficaram por ali a conversar. Muito rapidamente surgiu uma carrinha de onde saiu um grupo de polícias que investiram contra um carro que havia participado no protesto e, em seguida iniciaram a agressão dos presentes. Houve disparos de balas de borracha que feriram algumas pessoas e tiros de pistola para o ar; foram recolhidos pelos manifestantes os cartuxos das balas – de borracha e reais. Pior foi a situação de um dos agredidos a quem a polícia disparou – BALA REAL – sobre ambos os joelhos, que ficaram esfacelados e a escorrer sangue. Em seguida o ferido foi levado pelos brutos.
Em Novembro, os manifestantes na Avenida da Liberdade foram objecto apenas de coação e cerco por dois cordões de polícia mas, não foram agredidos pois estavam sob observação da imprensa internacional e doméstica. A polícia terá acumulado adrenalina desde então e decidiu mostrar os dentes para esclarecer que está pronta e preparada para reprimir selvaticamente quem se manifestar contra o desemprego, a precariedade e as ordens emanadas do sistema financeiro, do FMI, da Comissão Europeia a aplicar pelo miserável PS/PSD.
É justo que se apontem responsabilidades também à direção da CGTP, incapaz de conviver com as diferenças de pontos de vista, com a democracia no seio das “suas” manifestações, já que não quer entender que a unidade dos trabalhadores não pode ter dono. Impedindo a presença de opiniões distintas, a CGTP divide os trabalhadores, o protesto social e, facilita o isolamento de elementos mais radicais, oferecendo vítimas fáceis para a brutalidade policial. Uma vez mais, uma situação já registada em Novembro, na Avenida e nas semanas anteriores.
Pormenor curioso foi observado na distribuição de panfletos da PAGAN a um grupo de bombeiros músicos, que se achavam recolhidos da chuva debaixo de um toldo, depois de actuaram na manifestação da CGTP. O chefe da banda decidiu proibir essa distribuição aos músicos, no que não foi, naturalmente, obedecido por quem distribuia os papéis. Pela idade desse chefe, não terá sido da pide nem da legião salazarista; mas achamos que ele terá pena do atraso do seu nascimento.
Hoje em Setúbal, amanhã noutro local de protesto contra a ordem neoliberal. Hoje foram manifestantes anticapitalistas, amanhã poderá ser a tua vez, mesmo que desfiles nas procissões da CGTP.

Actualizações retiradas do indymedia:
“Um manifestante que enfrentou a polícia foi baleado em ambos os joelhos, pensa-se que com balas de borracha, embora fossem utilizadas armas reais. Testemunhas recolheram fotos e cápsulas de balas reais. O manifestante foi preso, tendo sido accionado imediatamente contacto com advogado. Inúmeras pessoas foram feridas seja pela utilização de cassetetes seja pela utilização de gás lacrimogéneo e balas de borracha a pequena distância. Os polícias atiravam sobre garrafas vazias de modo aos estilhaços atingirem os manifestantes. Pequenos grupos em fuga foram perseguidos tendo sido atiradas balas de borracha que atingiam com gravidade, nalguns casos os manifestantes. De referir a colaboração solidãria da população que recolheu em suas casas alguns dos feridos com gravidade. A polícia barrou o final da manifestação e iniciou a repressão. Muitas pessoas atingidas no pescoço e muitas nas costas e abdomen.
O que se assistiu em Setúbal foi uma tentativa de impôr um terrorismo policial perante uma manifestação pujante, plena de revolta perante uma situação insustentável: o ataque capitalista e a ingerência do FMI em Portugal.
SOMOS LIVRES, SÂO ELES QUE TÊM MEDO DE NÓS!
A sua repressão só aumentará a nossa revolta!”
“Para variar, a cobardia dos que vão com armas..
A polícia, em número inferior e a borrarem-se nas calças durante todo o percurso, aproveitou o momento final, de descanso e comida, para cobardemente atacar alguns individuos relativamente isolados. A justificação: música alta, e a não identificação de alguns companheiros.
Com gáz pimenta, shotguns de balas de borracha e PISTOLAS DE FOGO REAL, tentaram durante 10 minutos evacuar o Largo da Fonte Nova, local final da manifestação. A auto-defesa dos manifestantes evitou mais detenções, e conseguiu travar o ataque inicial, até à chegada dos reforços políciais. Não foram só os manifestantes que sofreram a repressão, foram também muitos dos residentes da zona da Fonte Nova.
O apoio e ajuda dalguns desses residentes, evitou também desastres de maior.
FERIDOS
Há um sem-número de feridos, ligeiros e GRAVES. Um dos manifestantes levou dezenas de tiros de shotgun, alguns disparados a menos de 1 metro de distância.
Ainda não há informações sobre esta pessoa.
DETIDOS
Houve pessoas detidas, mas aparentemente já saíram. Existem ainda alguns desparecidos, mas a polícia NEGA ainda existirem detidos. Se alguém não consegue contactar algum amig@ ou conhecid@, que deixa aqui o relato SEM NOMES OU OUTRA INFORMAÇÃO IMPORTANTE.”

107 thoughts on “Violenta Carga Polícial no 1º De Maio Anticapitalista em Setúbal

  1. boas tardes senhores policias..
    o que se passou no passado dia 1 de maio em setubal foi um autentico acto de covardia da vossa parte. ARMAS? fossem la do que fossem!!!! e as imagens que existem, foi teatro? quem foi o maluco que vos deu ordens para tal??
    todos temos o dever de nos exprimir, de dizer o que queremos e se todos voces querem mamar á conta do estado, isso é la covosco, eu nao quero saber do estado nem de numa hierarquia que venha da parte dele.
    E aprendam senhores, gritar porque nao tenho dinheiro para sobreviver em portugal, nao é crime.
    gritar porque alguem mama as contas de quem trabalha tambem nao é crime…
    MAS O QUE TODOS VOCES FIZERAM È CRIME…. REPRESSORES DA PIOR ESPECIE, PAUS MANDADOS, DEPOIS PENSAM QUE TêM OPINIAO, APREDAM AS COISAS POR VOCES PROPRIOS.
    FORCA TODOS OS MOVIMENTOS QUE SEJAM PARA DEITAR ISTO A BAIXO!

  2. viva salazar , no tempo dele havia ordem respeito peo proximo agora vive-se na misiseria roubos impostos e cava-se o fosso entre ricos e pobres.veio toda a merda de imigraçao, que ajudou a aumentar o desemprego em portugal nao existe segurança dos cidadoes e os governos pos-25 de abril tem roubado o pais,por isso digo faz falta um novo salazar.

  3. AQUI NO BRASIL ESTA ACONTECENDO UM RESSURGIMENTO DO ANARQUISMO, O MOVIMENTO GANHA NOVOS ADEPTOS RAPIDAMENTE E JÁ CONSEGUE COLOCAR UM NUMERO SIGNIFICATIVO DE PESSOAS NAS RUAS.

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