BE: o eterno ensaio da prática

No jornal online do BE, o esquerda.net, saiu um artigo de opinião de denúncia da repressão policial ocorrida em Setúbal. Sinceramente, não está mau. E perante a brutalidade a que assistimos, toda a solidairedade é pouca. É que pode mesmo calhar a todxs. O que mais estranho é que o próprio Bloco não não tenha emitido nenhum comunicado de repúdio ou tenha pedido quaisquer esclarecimentos sobre o sucedido (que eu saiba).
É ainda interessante que este salto qualitativo nas formas de repressão se tenha iniciado com a manifestção anti-nato, em que o BE, como estrutura (houve militantes e até destcados que deram a cara) mas repito, como estrutura, não só não tenha emitido qualquer comunicado sobre o isolamento da cauda da manifestação, onde estavam os “perigosos anarquistas”, como tenha ajudado a esse isolamento marchando rapidamente para facilitar o trabalho da polícia. Não vale a pena dizer que foi sem querer, porque eu ouvi dirigentes do partido a arregimentar gente para andar mais depressa, porque os gajos vão “armar estrilho”. Esse trabalho de negligência, da parte do BE (e principlamente o actuante, da parte da GCTP/PCP) ajudou objectivamente a que uma boa parte da manif fosse excluida e dando-se assim carta branca para que centenas de macacos fardados tenham podido fazer tudo o que estava ao seu alcance para criar todas as condições para que ali ocorresse uma valente carga policial.
Repito, toda a solidairedade deve ser bem vinda nestes tempos de repressões multiplas e ninguém deve ou pode ser dono da “identidade” de uma manifestação para aprovar ou desaprovar solidariedades, no entanto, as que só ficam pelo ensaio, sabem a qualquer coisa estranha, parece que fica a faltar qualquer coisa, hummm.. já sei, a prática.

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16 thoughts on “BE: o eterno ensaio da prática

  1. Não porque o pessoal enganou-se e filmou por cima o gang bang com a tua mãe

  2. Acho estranho haver muita gente a filmar.
    Numa Massa Crítica, em que houve algum atrito com a polícia próximo do aeroporto, houve alguém que tirou uma foto e o polícia retirou-lhe de imediato o telemóvel. Escrevi sobre isso aqui.
    Alguém na polícia avançou com esta tese fantástica que fez escola, inclusivamente com a Valentina Marcelino a passa-la para o DN: Fotografar e filmar a actuação da polícia é uma técnica moderna utilizada por malfeitores para intimidar os agentes de autoridade.
    Face a uma polícia que pensa e age assim, todas as fotos e filmagens têm de ser feitas com o máximo de discrição.
    Ainda assim, Paulo, viste a foto de um manifestante com os 2 joelhos ensanguentados. O que é prova mais do que suficiente que alguém foi castigado pela polícia ali mesmo com 2 balas de borracha à queima-roupa nas rotulas.
    Tu, Paulo, supostamente um ultra-liberal, achas isso bem? Que um agente do Estado possa não só andar armado como fazer este tipo de justiça pelas suas próprias mãos?
    Cheira-me que és afinal um falso liberal…

  3. O Paulo adora estes agentes do estado. Quanto mais dinheiro dos nossos impostos for para lhes pagar melhor. Quanto mais estes agentes do estado interferirem nas liberdades da gente melhor.

  4. Zelig: militantes do BE??? na Policia???
    voces infiltram-se em todo o lado!!!

  5. É pá, essa merda anda tudo xateado com o BE! É o MayDay, é os pseudo-anarquistas… Olha, zangaram-se as comadres… Mas também te digo uma coisa: se tu pensavas que eles iam fazer o trabalhinho de partir a manif anti-nato para os pseudo-anarquistas poderem «executar as suas coreografias» então, ainda és mais estúpido do que pareces!!!

  6. olha, olha, não gostaram foi??? agora há censura, é? olhem: MATEM AS VOSSAS MÃES E FAÇAM CABIDELA DE PUTA!

  7. “matem as vossas mães e façam cabidela de puta” é o de longe das melhores cenas que já alguma vez li na blogosfera, vale tipo dez anos de daniel oliveira.

  8. Disseram-me que o gajo que levou com as balas de borracha nos joelhos para aprender a ter respeito pela autoridade é da concelhia do Bloco do Montijo. Afinal os camaradas têm prática. Não são só os anarcas.

  9. Ó Paradise Café, depois de um dia de trabalho de merda tinha de encontar alguma coisa que me fizesse rir… és bom nisso…
    essa questão do ficar só pelos ensaios e da falta de prática é muito verdade, mas aplica-se essencialmente a ti e a muitos dos teus amigos rda’s que fazem activismo no sofá e alimentam a crença de que as massas se vão auto-organizar espontâneamente…
    Partir para prática, dar a cara, ter propostas e defendelas e construir alternativas dá muito trabalho não é? É bem mais confortável ficar pela crítica ao que os outros e outras fazem ou tentam fazer… ficar pelo ensaio como dizes.

  10. Pois é, é muito interessante a tese de organizar as massas, mas passa do ridiculo ao hilariante quando os instrumentos do be para tentar fazer isso se chamam mayday, parlamento, precários inflexíveis, ou o vamos. mai nada, isso é que é criar alternativas, cheias de pontes e de vanguaradas depois de um dia de trabalho…
    Claro que sobre o que é dito no post, nada, mas sobre a honestidade intelectual dos afectadinhos do be sempre que se toca na donzela já andamos todos habituados né?
    Tu, na verdade, com o teu partido, fazes tanto pelas massas que até “consegues enrabar as nações com passaporte de coelho né filho?. A ti não é qualquer totobola que te enfia o barrete!”

  11. deixem ver se percebi: os anarquistas fizeram uma manif no 1º Maio, levaram porrada da psp de setúbal e o único gajo que se vira à bófia em vez de fugir e acaba no hospital é do bloco? e depois ainda se queixam do bloco? isto tá bonito!

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