o golfe, instrumento de luta contra o subdesenvolvimento

O Estádio Universitário de Lisboa está em risco de fechar parcialmente em setembro por não haver dinheiro para manutenções de alguns equipamentos. Descontando o facto de esta ameaça ser provavelmente uma guerrinha da direcção do Estádio com a tutela para se arranjarem os cobres que faltam, não passa despercebido a quem por lá passe o monumental elefante verde que nos últimos anos se tem vindo a construir: nada menos que um campo de golfe, a ocupar uma área de 7 hectares. O autor do projecto? Um tal de João Roquette (onde é que eu já ouvi este apelido?) – Presidente do Estádio Universitário de Lisboa. Algo me diz que este rasgo de visão (muito raro em Portugal) do sr. Roquette tem tudo a ver com o que ele próprio faz e acha que os outros devem fazer e menos a ver com um planeamento integrado da prática desportiva em meio universitário dirigido a quem estuda nas universidades e à comunidade.
O golfe, cujo valor académico foi recentemente reconhecido pela Universidade do Algarve:
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Sim, golfe, esse desporto de massas, com milhares de praticantes entusiastas nas camadas jovens em todo o país, conhecido pela sua acessibilidade económica e sustentabilidade, um desporto em que em boa hora o Estado decidiu investir. Que isto se passe ao mesmo tempo que são cortadas bolsas de estudo a torto e a direito e que o próprio Estádio Universitário ameace fechar equipamentos e actividades parece não incomodar ninguém. Talvez fosse a pensar nas centenas de futuros praticantes de golfe formados na academia de golfe do Estádio Universitário de Lisboa que alguém decidiu manter-lhe o IVA em 6%.

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5 thoughts on “o golfe, instrumento de luta contra o subdesenvolvimento

  1. aquela carpete verde, aparada como uma pintelheira de gaja tresmalhada no meio do estádio universitário, é ridícula, escandalosa e devia ser crime.

  2. Pois é, quando o Estado faz investimentos favorece esses Roquetes. Eu já vos tenho dito mas vocês não acreditam.

  3. Talvez por entender que o golf é um desporto de massas, um “senhor” que perdeu o emprego no dia 5 de Junho, aprovou um projeto PIN para a construção de um campo de 18 buracos sobre a reserva aquífera do Algarve (Querença, Silves). Não se julgue que situação se resolveu assim com essa facilidade toda. Precisou de uma ajudinha de uns “amigos” Árabes influentes (ministro) e a oferta da estadia de uma semana na Suíte diplomatica, no hotel de luxo desses tais “amigos”.
    Estranho, estranho é que se um agricultor pretender abrir um furo nessa zona para regar o pomar, sofre as passinhas do Algarve para obter autorização.(para não afetar as tais reservas de águas subterrâneas) e a estes que pretendem construir um empreendimento que consume um volume de água equivalente a uma população de +- 8 mil habitantes arranjou-se um projeto PIN.
    Alguém está interessado em saber onde fica esse tal empreendimento? Eu digo.

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