Mais uma do ACP


Carlos Barbosa, presidente do ACP e candidato nas listas do PSD à Câmara Municipal de Lisboa, é um feroz adepto da mobilidade em grandes máquinas.
Foi da sua cabeça que saiu a polémica campanha feita há cerca de um ano sobre os «peões que se atiram para as passadeiras como se tivessem esse direito», desresponsabilizando todos os que andam a acelerar nas ruas da cidade, abusando de um espaço público que é de todos, poluindo, desumanizando a cidade e pondo em perigo as vidas das pessoas.
Hoje, mais uma vez, apareceu com declarações idiotas: vociferou contra o desaparecimento de 500 lugares de estacionamento na Av. Duque D’Ávila.

A Duque D’Ávila era uma avenida feia, com duas faixas para cada lado e um passeio estreito. No meio havia uma placa central de terra batida e bocados do que outrora foi um passeio, cheio de carros estacionados à molhada (os tais 500 lugares?). Hoje é uma rua com menos tráfego, transito só num sentido, e com um largo passeio com árvores, bancos públicos, esplanadas e uma ciclovia.
Mais Duques D’Ávila são necessárias nesta cidade. Com estas declarações, este candidato a vereador mostra bem que a sua Visão de Cidade não consegue ir mais além do que 10 ou 20 metros à parte da frente do seu Audi A6.

“Não percebo como é que há gente que tem tempo para perder nos transportes públicos” disse Barbosa antes de estacionar o carro em cima deste passeio

40 thoughts on “Mais uma do ACP

  1. Hoje descobri que duas pessoas que queiram ir de lx à Amadora ver um concerto tranquilamente de comboio gastam 6,80 na cp. Mesmo c a gasolina a 1.55 ainda fica mais barato levar o carro. Grande política de mobilidade. Isto para que a gente nunca se esqueça de abastecer.

  2. Sim. O aumento do preço dos transportes públicos é o símbolo acabado deste governo de merda

  3. Capitão, o Blog tem estado até bastante bom nos ultimos tempos.
    Os post’s do Saboteur, e das suas obcessões com estacionamentos e biclicletas é que destoam um pouco… são uma seca autêntica. O BE ainda mete piada com algumas parvoices, agora o Saboteur nem isso.

  4. Olhem bacanos: o Saboteur escreve neste blog desde o princípio, é sócio fundador do spectrum e sempre escreveu sobre estas merdas.
    Qual é a surpresa ou novidade? Fonix! qu’isto é só otários.

  5. por mim até pode ser acionista maioritário, sempre escreveu cenas chatas ya e continua a destoar do resto

  6. Jó, tem paciência, mas a comparação está mal feita. Tens de trocar por €uros o preço que alguém pagou pelo carro + seguro + oficina + estacionamento + portagens + tempo perdido no trânsito. Depois já será mais justo comparares com o preço de uma viagem de autocarro.
    E esse Carlos Barbosa é uma besta. Não é muito normal haver um presidente de um clube automóvel com tanto tempo de antena e com óbvias pretensões políticas.

  7. Vocês não percebem que o Saboteur, de forma subrreptícia, quer é dizer que o António Costa e o Sá Fernandes têm feito um bom trabalho? Está sempre a tecer a teia!

  8. quê ? não me digas que esse chato é do ps ou do floco de esquerda ??? bem… isso explica muita coisa

  9. a sério ? e eu a pensar que os cronistas do spectrum eram todos da esquerda extra-parlamentar… bem, vivendo e aprendendo

  10. o Saboteur tem escrito cenas chatas? há tantos blógues com anedotas e imagens engraçadas e tu vens a um blogue político à procura de coisas divertidas?
    Só como exemplo, se olharmos para este mês (mas para tantos outros também) todos os posts e resumem a anúncios de cinema e livros ou cópia-colas do
    “appel” e da “insurreição que vem” (que são textos pequenos que estão on-line e podes ler).
    , FORA o post do Saboteur, que tem uma contribuição regular com uma análise e conteúdo,
    Passam-se semanas e semanas em que a única pessoa que escreve aqui é o saboteur.
    e diz-to alguém que se encontra a léguas do pensamento político dele.

  11. Eu vou a blogues políticos à procura de coisas divertidas, não tão divertidas ou até, vé lá bem, assim-assim. Parabéns ao Saboteur por ter uma colaboração regular no blog. Parabéns ao\à rtype por manter o standard.

  12. o que é deveras interessante é que o Barbosa fala em 500 (!) lugares a menos, quando na verdade foram só 51, e vão ser criados 168 nas avenidas em redor. Pumba!

  13. ah, então o Carlos Barbosa está feito com o Saboteur e com o António Costa. Estão a ver como tudo tem uma explicação?

  14. desde quando o oposto de chato é divertido ? o oposto de chato é interessante, ou entusiasmante… são muito mais intereessantes os comentarios em defesa do saboteur e a atribuição de medalhas a ele que o conteudo do post em si… que só deve interessar a quem se interesse por reformas, urbanismo, cidadanias e essas tretas

  15. Constato com alegria que os meus queridos comentadores continuam fiéis aos meus posts.
    Passada a época escolar, prometo que voltarei com mais posts que sei que (lá no fundo) serão do vosso agrado.
    Um abraço especial ao Dr. António Costa que, apesar de comentar pouco, sei que acompanha o Spectrum com regularidade.

  16. Esta malta é divertida!
    Os jornais, como não têm muita pluralidade de opinião, fazem censura.
    Aqui, como cada um escreve como quer e sobre o que lhe apetece, “ah e tal, que vocês são divertidos e depois têm aqui este chato”. zzzzzzzzzzzzz……….
    Depois acho gira aquela sempre latente ideia de que, se pertence ou simpatiza com um partido (Saboteur, não sei se pertences, simpatizas ou não, não quero saber e ninguém tem rigorosamente nada a ver com isso!), deixa de ser cidadão e ter direito a expressar-se livremente como as outras pessoas. E viva a liberdade de expressão, a liberdade política e a igualdade!
    Depois, as contas feitas pela Jó têm razão de ser. São tão simplistas como as do TMC que lhe responde. Isso do tempo perdido no trânsito depende da hora. Nos transportes tb, depende da hora. À hora de ponta perde-se mais tempo no trânsito. À noite perde-se mais tempo à espera do comboio.
    Também depende se o local para onde se vai fica ou não perto da estação e se não fôr, resta saber se há transportes da estação para o destino final e quanto custam e de quanto em quanto tempo passam.
    Nos custos da deslocação de carro é relativamente fácil calcular quanto se gasta em gasolina, mas a parcela do custo do carro e dos arranjos que pertence a cada uma das deslocações é muito mais complicada: depende do estado da estrada, se é em estrada aberta ou no meio do trânsito (e lá vem a hora da viagem outra vez), do tipo de condução que se faz — mais ou menos desgastante para o carro.
    Também já fiz essas contas quando trabalhava na linha do Estoril, mas longe da estação. Tudo bem até à estação de Carcavelos, mas dali até ao meu local de trabalho? Ou taxi ou… nada! Havia umas camionetas caríssimas 2 ou 3 vezes por dia…
    A questão é que não há uma política metropolitana de transportes conjunta para toda a área, que obrigue as empresas a prestar serviço público DE FACTO! Os empresários, se não querem estar no ramo do serviço público, não se metam em negócios de transportes públicos, é simples! E se formos por aqui rapidamente se torna claro que estas empresas têm que ser públicas e de preferência uma só para todos os trasnportes da área metropolitana. Não é esta história de andarem com acordos entre Transtejo, Soflusa, CP, Metro, Carris, Vimeca, TST e sei lá mais quantas, o novelo é tão denso que não dá para descortinar.
    Não se admite que haja uma linha de comboio que faz a ligação de Alcântara a Entrecampos, Sete Rios e Oriente e que os lisboetas não possam usufruir sem pagar o preço de uma viagem suburbana à parte do passe normal! E andamos aqui à espera que a Metro construa outra linha com um percurso semelhante, quando essa existe, funciona, só falta fazer parte da rede de transportes da cidade! Depois podia complementar-se, prolongar-se, etc. Mas duplicar?????????
    E isto não interessa a toda a gente que trabalha e/ou vive em Lisboa e arredores? Não percebo.
    E quanto aos direitos dos condutores e dos peões: o Código da Estrada é claro e nesse ponto até me parece bastante equilibrado. Eu ando quase sempre de carro, esclareço. Esteja a pé ou no carro, passadeira é passadeira, ciclovia é ciclovia. Como condutora numa passadeira não tenho prioridade, se estiver a pé passo a ter. E a Duque de Ávila está muito bem, o que não falta é estacionamento ali à volta e sim, pagar estacionamento faz parte do custo de andar de carro na cidade, é como a gasolina.
    Já esplanadas faziam falta naquela zona da cidade e agora passou a haver! Fixe!

  17. Ó anónima então transportes, ordenação do território não são temas interessantes?
    Para os anarquistas espanhóis da CNT foram prioridade
    anokchan.com/de/src/130803109424.jpg

  18. Sobre transportes, reformas e urbanismo, algo que “não interessa”
    The railways had been operating at a loss even before the civil war, due to growing automobile use. To improve efficiency of the transport network, the railway federation undertook to do an extensive survey of transport services with the assistance of the CNT transport unions. They mapped the various bus, motor freight, and commercial shipping services. They discovered that various poor rural areas had no public transport services. Meanwhile, there was multiple duplication of services along the coastal corridor. As a result, the CNT transport unions agreed on a plan to eliminate some services competing with the railway such as the coastal maritime shipping line, and create new bus and motor freight services for unserved rural areas. The railway built a new branch line in a rural area of Aragon to serve both the villages and the nearby labor militia on the Aragon front(33).
    This was applied during the Spanish Revolution. Gaston Leval discussed “Achievements in the Public Sector” and a whole chapter of his account of the collectives is concerned with this. Syndicates organised […] the Trams and railways were run more efficiently and cheaper than under capitalist management.
    http://www.uncanny.net/~wetzel/spain.html

  19. Pôrra !!!
    só mesmo os anarco-sindicalistas espanhois, para cena mais chata que os posts do saboteur…
    rtype: “anarquistas” ou “anarco-sindicalistas” ? A CNT não era anarquista, tanto que até foi para o governo. Que eu saiba os anarquistas espanhois estavam cagando e andando para a ordernação do territorio e transportes. Estavam mais interessados em acabar com o Franco e a igreja e em como e quando roubar o banco de espanha.
    fazem falta esplanadas… ahahah

  20. ” A CNT não era anarquista, ”
    Vou-te dizer algo que ouvi do Júlio Carrapato (escreveu há pouco tempo um livro chato que talvez te fizesse bem ler sobre a guerra civil espanhola) esta Quinta Feira. ” a CNT tem décadas de prática fundadora do anarquismo. é uma azelhice pô-lo em causa porque parte da CNT, sob enormes críticas internas, teve uma experiência governamental de 4 meses. O anarco-sindicalismo é prática definidora do anarquismo.”
    “Que eu saiba os anarquistas espanhois estavam cagando e andando para a ordernação do territorio e transportes.” -> Então não sabes nada. Zero. A ordenação do território e os transportes são centrais no anarquismo. desde o campos fábricas, etc. O que é o estado senão a organização territorial ?
    uncanny.net/~wetzel/barcelonatransit1936.htm
    Como são centrais em qualquer reflexão política. O Saboteur, ao seu modo social democrata, não lhes dá mais relevância do que o appel ou a insurreição que vem, ou as letras do halloween.
    E não fazem falta esplanadas ? Foda-se se eu tenho um objectivo político central, este é transformar o mundo todo em espaço para esplandas. Anónima, qual é o teu ?
    Critica as ideias, agora chamares seca é pueril , adolescente. Aliás, como escrever “ahahaha” num debate.

  21. O Carrapato dá exemplos dessas “décadas de prática fundadora do anarquismo” ? Porque o que os dirigentes da CNT fizeram em 36/37 foi tudo menos anarquismo (que n sei como definir, mas para n tarmos a perder muito tempo a tentar saber o que é..)
    A propósito da CNT:
    http://www.infokiosques.net/lire.php?id_article=805
    Uma brochura muito fixe, e onde tem uma parte dedicada à CNT durante a guerra em espanha.
    Mas, acho k só existe em francês

  22. Rtype:
    1 – A CNT não era Anarquista, repito. Era Anarco-Sindicalista, e com 2 milhões de membros. Não estarás a confundir com a FAI, essa sim organização anarquista, dos quais muitos elementos por acaso estavam sindicalizados na CNT.
    2 – O Julio Carrapato é um Anarquista de Marisqueira… Na marisqueira com os seus charutos, é que ele “escreve”… é um anarquista da escrita. Conheço-o pessoalmente.
    3 – Puto, já li o “Povo em Armas” vai para mais de 20 anos. Já devo ter lido dezenas de kilos sobre a guerra civil de espanha. Contudo, ainda confio mais em quem conheço que por lá andou, ou quem se relacionou com os mesmos nos anos 70.
    4 – “O anarco-sindicalismo é prática definidora do anarquismo.” – Mas que ignorância: O Anarco-sindicalismo nasceu de uma carta aos Anarquistas, datada de 1903, dezenas de anos depois do surgimento dos Anarquistas. A CNT acima de tudo, tal como a CGT tuga era “Sindicalista REvolucionária”, se é que conheces o termo.
    5 – Segundo a tua cabeçinha não sei “nada”, ou “zero”… pois é, todas as pessoas que conheci em Barcelona e Pamplona, da FAI, algums deles velhos que passaram pelo periodo de 36, ou foram contemporâneos do Sabate mais tarde, ou mesmo estiveram na Guerrilha com os Maquis, não me ensinaram “NADA”, talvez seja melhor ler o Carrapato para aprender algo sobre o tema.
    6 – Com esta disseste tudo “A ordenação do território e os transportes são centrais no anarquismo. desde o campos fábricas, etc. O que é o estado senão a organização territorial ?” – Exactamente, os Anarquistas procuravam a abolição do Estado juntamente com essas merdas todas das fábricas e ordenação. Ao passo que os Anarco-Sindicalistas esses sim procuravam um “Estado Autogerido pela Confederação Sindical”
    7 – Boa sorte com as tuas esplanadas. O meu obejectivo político central é destruir a sociedade industrial, da esquerda à direita, e devolver a saúde e o respeito à Natureza, para poder viver harmoniosamente nela.
    8 – Eu não tenho criticas às ideias do Saboteur. Até as respeito, contudo são uma seca. Ainda bem que ainda tenho a jovialidade da adolescência.
    P.S. Se queres ler alguma coisa de jeito sobre os Anarquistas na Guerra civil, lê sobre estes gajos, o Carrapato é um mero intelectual…
    es.wikipedia.org/wiki/Agrupaci%C3%B3n_de_los_Amigos_de_Durruti

  23. Rtype:
    Para não continuares dominado pela falácia e pela mentira, aqui te passo o link sobre a “Carta de Amiens”, de 1903 ou 1906 já não sei bem, onde um Francês sugere que “Os anarquistas vão para a fábrica e organizem sindicatos”. É a Génese da CGT Francesa, que ifluenciará a criação da CNT espanhola.
    É nesta altura que se dá uma clara divisão entre os Anarquistas em França… uma vez que a história da Bomba tava a correr mal, enquanto uns correm para a fábrica fazer o anarco-sindicalismo, outros, inspirados pelo “Anarquismo Naturalista” seguem para o sul de frença fazer comunas agrárias. Claro que hà ainda uns que se fazem à vida de outro modo, como o Bando de Bonnot… espero que ao menos conheças estes…

  24. Muito bem, grandes argumentos de autoridade, o Carrapato é historiador de marisqueira, o “Campos Fábricas e Oficinas”, o anarco-sindicalismo, a CNT e o Pedro Kropotkin nada têm que ver com o anarquismo, cujo objectivo real afinal é “acabar com as fábricas e devolver a saúde e o respeito à Natureza, para poder viver harmoniosamente nela” (ou menos harmoniosamente no caso dos diabéticos, ou malta que precisa de hemodiálise digo eu).
    E pelos vistos quem te disse isso foi gente que conheces que andou pela guerra civil de Espanha!
    Parece-me que são interpretações algo interessantes.
    Mas se bem percebo admites que é verdade que a organização de território é central no anarquismo, e que não será, para este, “uma seca”.
    Ora a frase que escrevi que te fez ir aos arames foi que “a organização territorial é tema de interesse na política, seja a partir da perspectiva social democrata, seja nas letras de um rapper suburbano, de um manifesto da autonomia francesa ou para os anarquistas da CNT”.
    Não parecendo que isto tenha sido posto em causa, tal como o pedido original de que se “feche este blogue”, parece-me que tudo o que se seguiu foi uma espécie de “eu sou mais interessante do que tu” e daí … como diz o Capitão, aqui o já apodado de “puto” cala-se pois sim senhor, que a minha interlocutora, apesar de se prestar a apanhar grandes secas, é um potentado de interesse, autoridade e conhecimento – ao pé das conversas com malta que esteve na guerra civil os posts do saboteur sobre a cidade em que vivemos e havemos de viver serão decerto uma seca.

  25. Rtype:
    A) – Não são argumentos de autoridade. São informações veridicas para ti. Se o Carrapato não é Anarquista de Marisqueira, o que já fez ele de prático ?
    B) Kropotkin era Anarco-Comunista, meu ! Se queres conhecer Anarquistas dessa altura procura o Malatesta ou o Bakunin.
    B) Quem me disse muitas coisas foi gente que andou uns pela guerra civil espanhola – Em Portugal ainda há 2 ou 3 vivos) outros que militaram na FAI nos anos 40, 50 e 60, Sim. Queres encontrá-los ? Vai ao Ateneu Libertario de Pamplona ou à Sede da CNT em Barcelona aquando de um debate sobre questões antigas.
    C) Só admito que a “organização de território é central no anarquismo” se tiveres a falar de volupia destrutiva.
    D) As frases que me fizeram ir aos arames, foi dizeres que “não sei nada” sem sequer saberes a quem te diriges, e dizeres que a CNT é Anarquista. Anarquista o CARALHO ! Quando os Anarquistas nos anos 70 nos Grupos Autonomos andavam a tentar armá-la, a CNT intitulou-os de “Gangsters e Drogados”.
    E) Mete o sarcasmo no rabo. Sabes perfeitamente que não tive na guerra civil espanhola. Se puxares pela cabeça perceberás que convivi pontualmente com por quem lá passou, e convivo com pessoas que ainda puderam lutar a seu lado nos anos 70.

  26. “Soy anarquista y ser anarquista es ser una persona coherente (paz espiritual, la tranquilidad, el campo, trabajar lo menos posible, el suficiente para poder vivir, disfrutar de la belleza, del sol. Disfrutar de la vida con mayúsculas, ahora se vive en minúsculas). Tener una conducta personal. Llevar las ideas a la práctica al máximo, sin esperar que haya una revolución. Eso se puede hacer ahora. Es una concepción filosófica, es un estado de espíritu, una actitud ante la vida. Pienso que esta sociedad está muy mal organizada, tanto socialmente, como políticamente, como económicamente. Hay que cambiarlo todo. El anarquismo invoca una vida completamente diferente. Trata de vivir esta utopía un poco cada día.”
    Abel Paz (1997)

  27. Com estas reacções ao post do Saboteur confirmo mais uma vez que o que a malta gosta é de palrar sobre a teoria do pintelho do Marx que era ortodoxo e fazia oposição ao olho do cú que era reformador e que ainda assim, juntos, sopraram brisas pelos amanhãs que cantam!
    A luta pela mobilidade suave e cidades dignas desse nome (e plurais – que não apenas para o zé-cutivo circular a alta velocidade no seu topo de gama) é apenas uma de entre muitas que têm que ser travadas. Mas é uma luta justa e importante. E que tem começado a dar frutos, caso morem em Lisboa e tenham saído de casa nos últimos 2 anos.
    Não morro de amores pela ninja do spectrum, mas reconheço-lhe substância, o que não se pode dizer dos detractores que aqui se manifestaram.
    Hasta la victoria siempre não é? Sentadinhos no sofá que a vida de revolucionário faz doer o rabo…

  28. Não deixa de ser curioso que a mera hipótese de mudar a vida seja paralisada por objectivos últimos que inviabilizam qualquer acção política com substância por parte de alguns dos que mais proclamam a necessidade de mudar a vida. Eu sei tanto de anarquismo como de japonês. Ainda assim, o anarquismo aqui enunciado parece limitar-se a um misticismo anti-estado, com potencial transformador nulo. O anarquismo recusa o real?

  29. que medição de pilinhas ou de conas mais engraçada que já vi. o anónimo prime pela premissa do “eu sei mais de anarquismo do que tu” de uma forma que, tendo como base o seu conhecimento de velhotes que combateram na guerra civil espanhola ou pertencem à FAI seja tido como o supremo da verdade da condição anarquista.
    posso não concordar com as ideias\ prácticas do sabouteur mas ele traz uma boa discussão para a blogosfera “revolucionária”(o que é que isso seja).
    esgrimar argumentos que acabam por ser completamente estereis neste espaço parece-me , à maneira neo-liberal, pouco produtivo.
    as mediçoes, se as continuarem a fazer aqui, desembocam numa parvoíce( há falta de outra expressão).
    quem for o mais conhecedor do processo anarquista que levante o braço e nos conduza à verdade final.
    mas este parece-me mais o espaço para discutir sem mediçoes(esse flagelo moderno, ou pós-moderno, ou o qualquer coisa moderno), várias possibilidades, não prescrições médicas validadas por argumentos que têm mais de destrutivo, nas eterna bbatalhas anti-estatais.
    cnt, fai, phoudaçe, o tipo de imobilismo que apenas criará a insurreição que nunca virá.
    abraços e beijos repinicados libertários de um tonto

  30. capelarder:
    cláro que a insurreição nunca virá… qualquer principio de insurreição será logo esmagado ou pela força ou por corrupção.
    terás interpretado o meu post como medições. mas a ideia era simplesmente demonstrar que com o carrapato o rtype só conhecerá falácias e distorção. nem sequer tenho condição anarquista pá, quanto mais verdade…
    longe de mim achar que cnt, fai, phoudaçe traga qualquer insurreição. tampouco tenho esperanças nos netos de durruti ou no floco de esquerda ou nos gregos ou no caralho da revolução que os foda a todos.
    ou por achar que a cnt não é anarquista, então eu sou ? ou deposito confiança nestes para uma insurreição ? um bocado forçado não ?
    parece-me que o que ai vem é muita guerra fome e miséria, e disso nada nos salvará… já é tarde demais !! aproveita para curtir enquanto podes capela

  31. “misticismo anti-estado, com potencial transformador nulo”
    fdx, quantos anos passaste na fcsh ? que paleio inteecualoide

  32. Eu sobre este tema, tenho uma citação que penso vos irá ajudar:
    “O vinho e a música sempre foram para mim um magnífico saca-rolhas.”
    Anton Tchekhov

  33. Só mesmo em Portugal!
    O Sr.Carlos Barbosa,presidente do ACP,defende o seguro obrigatório para ciclistas,não se lembrando ele de que é isso que vai fazer com que hajam mais acidentes.A partir desse dia,é ver quem precisa de uma pintura nova,a fazer-se ao “penalty” à espera que a sorte lhe toque,ao fazer-se a um ciclista que provavelmente irá pagar essa pintura nova com a morte ou a incapacidade física de alguém,até ao fim dos dias!Quando o congénere Britânico do ACP,defende o uso da bicicleta,este senhor faz precisamente o contrario!RIDICULO!!!

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