“SENTA!! SENTA!! JÁ VOS DISSE PARA SE SENTAREM!!”

O video que mellhor parece mostrar como foi a ocupação da escadaria. É pena que não mostre a Raquel Freire, o m12m e os precários inflexíveis a tentar impedir a ocupação.

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45 thoughts on ““SENTA!! SENTA!! JÁ VOS DISSE PARA SE SENTAREM!!”

  1. Agora a “ocupação da escadaria” é o cúmulo da coragem política? Folgo em conhecer um novo pensamento anarquista inspirado em Pavlov. Parabéns.

  2. Esta forma de colocar as questões – “o cúmulo da coragem política” – é tão manhosa que nem sequer merece resposta. Mas como a manifestação trouxe ao de cima a minha generosidade, gostaria de sugerir que o “cúmulo da coragem política” é vir aqui botar discurso depois do triste espectáculo a que pudemos assistir, com um carro de som de onde saem ordens (assim mesmo, ordens) para o pessoal ficar sentadinho e caladinho, falando na sua vez e apenas quando os “organizadores da manifestação” assim o permitirem. Tão novinhos e já tão velhinhos.

  3. Olá Ricardo, não te sabia o Party Program! É sempre melhor discutir com nomes de gente. Fico muito grato por poder beneficiar da tua generosidade, embora tenhas melhores sítios onde a possas, de alguma forma, enfiar :) De facto é muito triste “botar discurso”, mas era o que tinha mais à mão. Uma extravagância, não ligues. Quanto ao que interessa, é-me perfeitamente indiferente que se chegue à décima ou à décima quarta escada. E isto serve tanto para os organizadores como para os desorganizadores da manifestação. Projectar um pintelho que seja de potencial transformador nessa macacada poderá alimentar o imaginário épico da fauninha, mas não passa de uma invenção de factos e de histórias que só interessam à biografia dos seus protagonistas. Saímos na fotografia, ficámos para a posteridade, somos bestiais. Tão novinhos e já tão velhinhos, lá está. Talvez para a próxima não fosse má ideia protocolar com a Guta uma assessoria de imagem. Sairiam todos a ganhar. Acontece que a vida é fodida e se calhar o fracasso rotundo da manifestação (apoio popular, sim, pessoas, muitas, estás a ver o filme?) arranja fraca resposta na agenda e na coreografia da “invasão”. Certamente dará muita tusa, mas se isto é *desobediência* (e afins) é porque a palavra não tem significado algum. Uma pena, ao fim de contas.

  4. PP e Ricardo, não sou higienista no que toca às formas de luta.
    Contudo o comentário que visa a “Raquel Freire, o m12m e os precários inflexíveis” é injusto e falso.
    Já vivi 2 ou 3 momentos semelhantes a este naquele mesmo local. Nunca, como sucedeu no Sábado, sem uma resposta desproporcionada da polícia. Essa não-resposta devemo-la em grande medida às pessoas/organizações citadas.

  5. Sinceramente, vocês foram à manif e é esta merda que têm para partilhar com o cibernauta que procura informação? Acham mesmo que alguém quer saber das vossas alecrinices e manjeronices?

  6. A polícia só tentou ajudar.
    Os organizadores tentaram impedir o pior, que só por acaso não aconteceu.
    Os meninos do RDA conseguiram o que queriam: encher o ego, arriscando a segurança de milhares. Bom para vocês.

  7. Com todo o respeito pelo vosso ponto de vista, queria saber o seguinte:
    Partindo do principio que queriam e conseguiriam chegar ao interior da assembleia, quais os passos que definiriam seguir?
    Obr

  8. Aparentemente o RDA tem diversas centenas de pessoas, todas as que gritaram invasão.
    AF: mas onde é que leu ou lhe disseram que alguém queria chegar ao interior da assembleia? eu não queria pelo menos.

  9. Eu não li. VI e OUVI: “ocupa são bento, invade o parlamento”, logo com o primeiro interlucotor, e mais alguns reforços que passaram por detrás de mim, dois deles com garafas de cerveja vazias, por acaso mesmo para o lado do lancamento…

  10. e não podia dar-se o caso de as terem bebido? e de qualquer maneira o que é que eu ou o RDA temos a ver com as garrafas que cada um leva na mão?

  11. A organização não queria invadir. Pode ser criticada por isso, mas para salvaguardar a sua unidade não poderia, nem deveria, ser ela a dar o mote. É falso no entanto que tenha feito tudo para impedir a dita. Não havia serviço de ordem. De resto, estou convencido que se não toda uma parte significativa dela tenha ficado feliz com o avanço sobre a escadaria, quanto mais não seja porque deu condições para a realização da AP. Também não negociou a saída das escadarias. Quem entendeu oferecer resistência civil pacífica assim o fez, sem qualquer oposição por parte dos organizadores.

  12. Pá mas o RDA tem assim tanta importancia?As pessoas subiram as escadas pq estão fartas e querem mais, nem que esse mais seja mostrar que são livres de subir as escadas de quem “manda” neles, nem que seja simbolicamente!

  13. Peço desculpa, então porque ajuizei mal. Se bem (que agora para teu espanto) umas castanhas naqueles gajos não iam nada mal. È que interpolei um Chulo disfarçado de RoboCop, e perguntei-lhe o k ele achava sobre o protexto contra os roubos que estamos a ter e a resposta dele foi: “O Povo gosta é de levar porrada na espinha.” Diz lá agora se não eram bem dadas?. :) inte

  14. Renato,
    ia responder no 5dias mas acabou de fechar para obras.
    Comprendo que a organização não quisesse/pudesse invadir e que num momento confuso seja complicado apontar dedos a uma organização que junta inúmeras pessoas de inúmeros grupos diferentes.
    mas restam algumas questões:
    – uma pessoa foi impedida de falar. que ela falasse não implicaria necessariamente a organização
    – o posicionamento de quem estava em cima da carrinha não foi passivo, ou seja, não só evitou dar o mote, comprensivel, como depois ordenou a todos que se sentassem. De resto parece-me claro que muita gente da organização terá gostado da ocupação das escadarias, de resto creio que todos teremos partilhado um sorriso ao ver que a primeira bandeira lá em cima era da ATTAC.
    – tão ou mais perigoso do que o arrancar das grades e a confusão que gerou foi o clima de pânico que os ordens de sentar geraram. eu estava a 20 metros da confusão e não percebia o que se passava, o carro estaria a 40 e ouvindo apenas o que diziam poderia supor-se que estava ali em curso um banho de sangue. Os gritos poderiam muito facilmente ter criado uma enorme situação de pânico na praça – se a organização queria zelar pela segurança de todos mais valia ter apelado tranquilamente e insistentemente à calma do que vociferar “eu já vos mandei sentar”.
    – concorde ou não com ela, e sabes que não concordo, entendo que numa manif do PC, do Bloco, da CGTP ou de uma outra entidade organizada e com militantes claros e definidos essas legitimações de quem fala ou não com a policía tenham algum peso. Disputo que numa como a do 15 de outubro a questão se possa pôr da mesma forma. Houve diversas assembleias de preparação e pelas mais diversas razões decidi não participar nelas, em parte também porque acredito que este movimento cresce quanto mais se multiplicarem polos de organização e discussão, mas acho que podemos concordar que é no complicado legitimar estas reuniões enquanto dignas representantes, e sobretudo lideres, das 50-100 mil pessoas que lá estiveram

  15. Fechado? O comentário está lá.
    A organização de um protesto é necessariamente centralizada. Este, ao contrário de todos os outros, é aberto e democrático. Cada um participa, tem o mesmo direito à palavra, à proposta e ao voto.
    Optas-te por não participar, e é pena.
    Noto que de tudo o que aconteceu apenas te entusiasme com a crítica a uma organização que ao contrário do que dizes não tentou “impedir a ocupação.”

  16. Tiago, todos esses objectivos maquiavélicos que atribuis a torto e a direito existem apenas na tua imaginação.
    Muitas pessoas que estavam no largo de S.Bento quiseram ultrapassar as barreiras e subir as escadarias da AR. Algumas pessoas que estavam em cima de um camião de som desataram aos berros a acusá-las de tudo e mais alguma coisa e a ordenar às pessoas que se sentassem.
    Percebo o afã em encontrar uma espécie de direcção oculta dessa ímpeto, mas lamento informar-te que ela não existe nem está em vias de ser criada. Eu não conheço a maioria das pessoas que subiram a escadaria. Desde logo o gajo de camisola verde que subiu para cima do leão ou o que levava uma bandeira da ATTAC na mão. Mas estou certo que nenhuma daquelas pessoas aceitaria ser dirigida pelos “meninos do RDA”.
    Achas tu que subir as escadarias não resolve os nossos problemas. Eu estou bastante convicto de que ficar cá em baixo também não. Continuaremos a debater, mas só quando os idiotas que se acham donos das manifestações ficarem sem o microfone com que tentam sobrepor a sua voz à de todos os outros.

  17. Renato, o que dizes pouco acima pura e simplesmente não é verdade. Houve várias reuniões feitas em circuito fechado, durante o mês de Agosto, e delas resultou um manifesto também já fechado.
    Nem todos têm o direito à palavra, uma vez que quando dizem palavras como “invasão” o som é imediatamente cortado.
    A condição para que haja qualquer coisa semelhante a um debate é que não se procure escamotear estes factos elementares.

  18. Renato
    Dizia “o 5 dias voltará dentro de momentos”, quando deixou de dizer fiz copy paste.
    quanto ao resto prefiro discutir ao vivo, farei os possíveis por aparecer amanhã no PI

  19. Não assisti a isso que contam, nem me interessa particularmente. Creio quen o fundamental está a montante. Estou algo convencido que as mobilizações deste género só terão efeitos visíveis quando conseguirem de alguma forma romper com o controlo do Estado sobre a ordem pública. Os islandeses conseguiram-no, os gregos têm tentado e não conseguiram. Os espanhóis navegaram entre uma e outra situação (especialmente no bloqueio falhado ao parlamento catalão) e acabaram num impasse. Enquanto o estado não perder uma parte do controlo, não vejo que estas mobilizações contribuam para mudar algo.

  20. Renato e outros,
    1. a organização de um protesto não é necessariamente centralizada. esse é um posicionamento ideológico teu que não encontra eco no real. muitos protesto são organizados em rede com contactos mínimos ou se constituem mesmo com apenas uma convocatória onde ninguém é dono da manif. este debate é apenas bibliográfico, quantos links te consigo mandar?
    2. o 15O em Lisboa não tem uma organização. é um protesto internacional convocado por vários grupos mais ou menos organizados e por pessoas que individualmente também o convocaram (seja no facebook ou na mesa do café ou no aniversário de alguém) e ao qual aderiram milhares de pessoas. por estranho que te pareça a manifestação passa a pertencer a quem a ela acorreu. os milhares, com tudo de bom e de mau que isso possa ter. não reconheço nenhuma auto-denominada (aos berros) “organização”. portanto chapéu.
    3. a policia entrou dentro da manifestação para apanhar um gajo. perante isso as pessoas que estavam à volta dele agarram nele e puseram a polícia a andar. de seguida um gajo mais velho que parece participar neste acto de solidariedade cai redondo no chão e vemos num dos vídeo a policia a abandoná-lo.
    4. perante isto o pessoal da carrinha (a famosa organização, constituída na grande maioria pelo que pude observar por funcionários e assessores parlamentares do bloco) com um panorama sobre os acontecimentos que mais mingúem poderia dispor não se solidariza e começa a mandar histericamente o pessoal se sentar. isto chama-se colaboracionismo: perante a entrada de bófia dentro de uma manifestação não tomar uma posição inequívoca de defesa dos manifestantes.
    5. este acontecimento despoletou a invasão (por centenas largas de pessoas), pela relva lateral e pela retiradas das grades. a policia recuou sempre sem retirar os bastões. as grades foram insistentemente recolocadas por pessoas associadas à carrinha e pela polícia e retiradas por manifestantes. pessoas do teu partido trotskista participaram neste recolocar esquizofrénico das baias ao lado da policia. vídeos outra vez.
    6. o medo com arma de controlo de massas foi usado sem pudor pelo pessoal da carrinha. é ali, nesse descontrolo aos berros num microfone, nesse medo de ser ultrapassado por uma multidão que está mais raivosa que indignada que poderia ter surgido um desastre. havia gente sentada a tremer de medo. lá, no meio da confusão, vi muita gente atenta e a controlar a situação: como apanhar o gajo que poderá cair do leão, que fazer às baias sem criar atropelos e situações perigosas, como transportar o gajo que desfaleceu.
    7. o pessoal manhoso da carrinha exerceu, por várias vezes já documentadas também, censura, coacção verbal e física sobre manifestantes que queriam falar: levantaram o som para anular os gritos de invasão; o gajo que foi apelar à invasão no micro expulso do palco; alguém que queria falar já no início da assembleia foi-lhe perguntado o que é que vais dizer.
    8. que sentido faz um movimento que tem como algumas das bandeiras principais a crítica da democracia representativa e a horizontalidade na organização e nos protestos ser secretamente comandado por assalariados e assessores do bloco de esquerda, partido com assento parlamentar? Infiltração, hipocrisia, controlo dos movimentos sociais?

  21. Meio mundo a tentar levantar-se e a esquerda portuguesa grita histericamente “SENTEM-SE”

  22. Meio mundo a tentar levantar-se e a esquerda portuguesa grita histericamente “SENTEM-SE”

  23. 9. a cupula, organização ou o caralho que lhe queiramos chamar tinha um contacto directo com o comando da polícia. era vê-los subir a escadaria ainda por ocupar, como quem tem um salvo-conduto num check point no iraque. esta relação nunca foi, creio eu, posta a discussão ou sequer apresentada na assembleia.

  24. É essa a inutilidade de hoje dos porcários e do M 12 Merda. Vocês foram completamente ultrapassados e dão provas largas de que as fardinhas da bófia já vos servem muito bem. “Senta” cão, que só te podes levantar do chão a horas certas e quando a bófia porcária vos deixar.
    “AF” a primeira coisa que faria, caso entrasse no prédio em questão, era mijar no hall de entrada para que os bloquinhos da censura e afins escorregassem triunfalmente assim que as portas estivessem abertas.

  25. 1. Não sou jurista. Mas algo me diz que, do ponto de vista da lei, não existe diferença entre quem subiu antes e depois as escadas da assembleia.
    2. Um membro da organização, já durante a assembleia boa, agradeceu as pessoas que haviam tomado a iniciativa de subir as escadas da assembleia má, reconhecendo que tal facilitou a realização da assembleia boa. A verdade é que, não tivesse a subida acontecido, teria sido muito difícil às pessoas do lado esquerdo (de quem está com o cú virado para a assembleia má) participarem na assembleia boa;
    3. O “senta, senta” fez-me lembrar o “ponha, ponha, pooonha”, daquele senhor careca que não aguentava iguanas.
    4. Gostei muito de estar na assembleia popular ao pé dos camaradas do MRPP que várias vezes disseram que os senhores da assembleia má eram “uma cambada de vigaristas”.

  26. Pérolas pelas quais vale a pena visitar este canto:
    – Porcarios
    – M12 merda
    – Senta cão
    – “ponha ponha ponha” as iguanas
    – Camaradas do MRPP
    Muito mais cómico que os comentários do indymedia… Este blog é ostra-hotel da parvoice esquerdista tuga :) Assim vale a pena.

  27. Para além dos gritos ao microfone do senta, senta,havia alguém desesperado junto às baias, já ultrapassadas pacificamente por algumas dezenas e abandonadas mesmo pela polícia (que decidiu rapidamente substituir o cordão do “perimetro de segurança” lá para cima) que gritava às pessoas que queriam passar: “aqui ficam os pacíficos p as escadas vão os não-pacíficos!!!”.
    A subida da escadaria do parlamento foi o facto político mais relevante da manif (para além do número de pessoas que tem sido alcançado em todas as manifestações realizadas em lx desde que temos os pec`s). Não é preciso ser muito astuto nem ver os noticiários sobre o assunto para perceber isto. O que fica por perceber e determinar é o papel objectivo da carrinha, que se assumiu como a mesa da Assembleia Popular, no refrear e suster a vontade de muitas pessoas da multidão em avançar e ocupar. É disto que estamos a falar, já q reclamam o movimento internacional do 15 Out.acho que um dos motes fortes era -ocupar-, n me lembro de ser -voltar a discutir a democracia participativa à luz de um gerador- cmo disse uma representante do mov.15 de out. à rtp à noite (já durante a assembleia pela noite). Hj as duas centrais sindicais combinaram nova greve geral, mais uma medida de luta importantíssima, com repercussões enormes no orçamento de uma casa que já está mal ou que nada tem. Esta greve tem de tao significativo para as nossas vidas e para a luta como aquela assembleia que começou atabalhoada e à pressa, no momento que a maioria das pessoas subia o último degrau da escadaria.

  28. Só uma nota, malta:
    – assim como é óbvio que o RDA não é constituído por todas as pessoas que gritaram “invasão” e dizer isso é manipulação (esta acusação e a sua contra-argumentação estão lá para cima entre os primeiros comentários),
    – porque é que não aplicam o mesmo critério quando acusam outros de se infiltrarem por todo o lado e de terem milhentos braços?
    Às vezes, quando vos oiço, parece que o BE é tão grande e tem tanto poder e tanta, mas tanta manipulação, que não sei bem como é que tem só 100% de representação na AR.
    Ah, espera… esse filme era outro.

  29. “as grades foram insistentemente recolocadas por pessoas associadas à carrinha e pela polícia e retiradas por manifestantes. pessoas do teu partido trotskista”
    Maria, com calúnia não discuto. Aguardo pelos olhos nos olhos.
    Ricardo, o manifesto foi fechado, a organização da manifestação e do movimento em aberto.
    Como diz a Helena Romão, o RDA não é o comando dos invasores, nem a organização o comando dos carneirinhos.
    Um bocado de pontaria fazia bem.

  30. ninguém no RDA reclamou qualquer autoria ou iniciativa relativamente aquela invasão, tal seria ridículo por inúmeras razões: como disse noutro lado o RDA é um espaço e não um colectivo, a quantidade de gente que ocupou as escadarias não caberia em 10 RDA’s e a grande maioria dela nem sequer sabe o que seja esse tal de RDA.
    Tanto quanto sei o Renato não tem nenhum partido Trotskista,

  31. Helena (não querendo acusar infiltração em lado nenhum, até porque conheço os movimentos das poucas assembleias do Rossio onde fui e da visibilidade que alguns tiveram nos media) gostaria de chamar-te a atenção para o seguinte:
    Um político profissional está sempre em vantagem quando se encontra num movimento com outros políticos que não fazem disso profissão. A sua disponiblidade é maior se não total e a sua preparação para reuniões (organização etc.) é maior também. Isto não é um factor negativo nem positivo-em-si mas é um factor a ter em conta quando falas na ideia de milhentos braços. Naturalmente e tendencialmente os políticos profissionas estarão na linha da frente, ainda para mais numa sociedade pouco associativa, c práticas de associativismo cívico fraco, por isso não podes aplicar o mesmo critério. Por isso e por experiência do próprio movimento associativo e sindical ao ver-se esvaziado e controlado por partidos políticos em diversas ocasiões. E sem que esse controlo tivesse ao menos um efeito positivo em relação às reivindicações em causa…
    Isto são razões suficientes para que seja legítimo questionar.

  32. Mas Renato, então eu iria “participar” na organização de um protesto cujos objectivos e contornos já estavam definidos e fechados? E se é aberto porque é que tiraram o microfone ao gajo que estava a propor a invasão? É aberto mas não a certas propostas?
    Nada do que me estás a dizer faz sentido.
    Helena, o teu tiro também me parece bastante ao lado. É um dado bastante objectivo que há uma meia dúzia de funcionários e assessores parlamentares do Bloco a brincar aos precários. E que foram alguns desses que cortaram a intervenção a quem propunha subir as escadas.
    É exactamente ao contrário do que escreves: quanto menos força, influência e capacidade de intervenção, maior a necessidade de recorrer a esquemas manhosos e tácticas rasteiras.
    Mas olha, nem sou eu que empolo a o alcance da manipulação levada a cabo por esse pessoal. É o Ricardo Moreira (www.npa2009.org/content/portugal-sortir-du-capitalisme-expliquer-la-crise-et-exiger-la-d%C3%A9mocratie):”Os militantes do Bloco de Esquerda no movimento dos precários contribuíram de forma decisiva à mobilização do 12 de Março de 2011 (onde mais de 400 000 pessoas desceram as ruas através de todo o país contra o desemprego e a precariedade) acrescentando-lhe mobilização e expressão política. Estivémos também presentes nas Acampadas de Lisboa e Porto, que juntaram centenas de pessoas e que para muitos deles/delas, representaram um despertar político maior”

  33. No dia 18 de Outubro de 2011 14:39, Renato Teixeira escreveu:
    Eu acho que devemos ir buscar a faixa do 15O. Não somos nós que estamos lá. Quem decidiu aquilo, nós nem sequer fomos chamados a isso, que se oriente.
    Eu acho que meia-dúzia de pessoas a acampar em frente a São Bento não faz uma acampada
    (email usado para a organização do 15O em lx)

  34. From: Renato Teixeira
    Date: 2011/10/18
    Subject: Re: Porque é que o plenário de Terça é fechado?
    Aquele movimento não perguntou se o 15O queria ocupar meio passeio em São Bento. A faixa não lhes diz respeito. Falaremos disso logo à noite que teremos tempo que sobre.
    Paula, sou solidário com tudo o que faz sentido. Não sou solidário com o que conspira contra o movimento.
    Abraços outobristas.

  35. Renato: que reunião era essa na terça? fechada? hummmmmmmm… conta-me histórias, do que eu não vi! A essas eu gostava de ir. a próxima avisa.
    Brincadeiras à parte: isto é verdade?

  36. Ricardo, eu não estava lá quando foi a subida das escadas. Tinha saído da manif e estava com um grupo. Voltámos a correr quando um de nós recebeu um telefonema a dizer que havia “merda”, que subentendemos como grande pancadaria. Portanto, eu não assisti directamente ao “senta, senta” e quando cheguei estava tão longe (como viste) que não conseguia indentificar quem estava a falar no camião.
    Durante a assembleia fui identificando algumas pessoas pela voz.
    Depois, a pertença ou simpatia a um partido não tira direitos de cidadania a ninguém. Esse país acabou! Uma parte dos PI são do BE? Uns assumem isso publicamente e sabe-se. Outros assumem que não publicamente e também se sabe. Outros não assumem nada e ninguém tem que andar a verificar cartões, eu pelo menos tenho mais que fazer.
    Um artigo de opinião em nome pessoal é isso: um artigo de opinião.
    Desconfio mesmo que dentro dos próprios PI essa afirmação não seja pacífica. A questão é que não vão discutir isso em público, o objectivo é combater a precariedade. Uma boca mal mandada por um deles não é escrutinada em público eternamente…
    O RDA tb não tem uma coerência absoluta internamente. Vocês não são todos iguais e chapa 4 uns dos outros, felizmente. E tb não andam à porrada pública uns com os outros (felizmente tb, digo eu). E haverá pertenças partidárias e simpatias de uns que outros não subscrevem minimamente, mas achariam sério que se dissesse que o RDA é controlado por qualquer outro grupo que não o colectivo RDA? Não? Nem eu!

  37. O RDA tem pelo menos 10 facções. A mais relevante é liderada por mim e tem como único objectivo subalugar o armazém a uma igreja evangélica e ficar com uma percentagem do dízimo.

  38. Repete comigo Helena: funcionário. Funcionário. Funcionário. Funcionário. Funcionário. Funcionário. E assim sucessivamente.
    O choradinho sobre a retirada de direitos de cidadania – já para não falar da remissão para o tempo de Salazar – já não convence ninguém. Vais ter que fazer melhor do que isso.

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