Cruzadas mediáticas

As revoluçoes nos paises arabes deram origem a uma parafernália de artigos nos paises europeus. O espaço mediático europeu encontrou-se assim, de um dia para o outro, colonizado por uma nova elite jornalistica especializada na geoestratégia politica arabo-islamica, mas também especializada nos fundamentos do Corao, na filosofia e estilo de vida cultural muçulmana, e o que mais quiserem por ai adiante. Escusado seria dizer que quando se ambiciona tudo saber, cometem-se erros, muitos erros, muito primários. Ironico lembrar que desde o inicio do século XX a antropologia cultural já criticava aquilo que mais tarde se chamou uma postura etnocêntrica.
Deixo-vos aqui um artigo (em francês) « La nouvelle croisade de Caroline Fourest en Tunisie », escrito por duas Tunisinas, que tem por alvo uma jornalista que abusou do espaço mediático que lhe foi dado, ofendendo atrás do véu de laicidade aqueles sobre quem ela escreve. O argumentário do artigo é interessante uma vez que desmonta a retorica ocidental inicialmente desenvolvida sobre as revoluçoes e substituida actualmente por uma retorica sobre a democracia no Sul do Mediterrâneo. Longe de se reduzir à tal jornalista, este artigo questiona e faz questionar retoricas que tentam dar liçoes, cuja « legitimidade » se consolida no « ideal » de Democracia do Norte.

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