Do desespero passou-se ao ataque: Greve dos trabalhadores da Bulhosa Amanhã

As trabalhadoras e os trabalhadores das livrarias Bulhosa fazem amanhã Greve. Foram demasiados anos de ordenados baixos, incumprimentos nas progressões de carreira, prepotência, ameaças e ordenados em atraso. A partir de amanhã acabou o tempo de “comer e calar”. Do desespero passou-se à organização. Da defesa passou-se ao ataque.
Naturalmente acossada, a administração e os seus lacaios, nomeadamente a supervisora das lojas, não têm mãos a medir para tentar minimizar os danos. As ameaças já começaram e todos os livreiros já foram avisados que quem fizer greve poderá ver os seus horários alterados ou mesmo ser transferido para uma loja mais distante da sua residência. A nojice e a ilegalidade são as armas a que agora recorrem quando encurralados.
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Para cúmulo, ontem, pelas 23h30!!!!!, coagiram os trabalhadores a estarem presentes numa reunião com a administração com a finalidade de demover as vontades mais rebeldes, o argumento??? Se a banca sabe da greve nunca mais empresta dinheiro. Numa atitude que já demonstra como estão unidos, os trabalhadores faltaram em massa a essa convocatória ilegal. Bom sinal para a greve de amanhã.
Durante muitos anos, quando os trabalhadores queriam saber porque motivo não subiam na carreira ou porque não subiam os ordenados ou qual a razão de ser dia 10 e ainda não haver salário ( a esta pergunta uma trabalhadora chegou a ouvir de um célebre engenheiro “a menina deve andar com gastos muito esquisitos para chegar a esta altura e já não ter dinheiro), o silêncio foi a arma da administração, agora, acossados, é só conversa: ou em tom de ameaça ou em tom de vitimização.
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Que amanhã seja o inicio do fim desta situação com uma greve com muito êxito, mas também será importante não fazer disto um hapenning, e se não houver soluções dadas pela administração, pois que se pare por tempo indeterminado! Só tenho pena que alguns dos fura-greves anunciados sejam os que mais têm sido explorados, com excepção de alguns recém empossados “chefes de loja” que preferem pôr em causa toda uma luta a abdicar do mísero conforto e dinheiro que o cargo lhes confere. Mas a isso temos de estar sempre habituados: oportunistas, vendidos e gente com muita garganta e pouca coragem sempre houve, mas desses não reza a história.
Para mais informações: http://www.facebook.com/OrdenadosEmAtraso.Bulhosa?ref=ts

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7 thoughts on “Do desespero passou-se ao ataque: Greve dos trabalhadores da Bulhosa Amanhã

  1. Que parvoíce. A tentativa parola de mobilizar os trabalhadores independentemente da estratégia redunda numa opressão semelhante à imposta pela administração. Ao que sei a greve está convocada e a maioria dos trabalhadores vai participar. Mas sabendo também que o objectivo é resolver a situação salarial, a postura incendiária só serve a quem está de fora a comer pipocas. Uma vez que a estabilidade financeira da empresa está a descarrilar, perder a cabeça só serve a quem quer disputar as migalhas da insolvência.

  2. dirty, ou muito me engano ou és visado/a no último parágrafo. ainda que não, deixa dizer-te que andei muito tempo a comer dessas pipocas por dentro.
    a estabilidade financeira da empresa está no estado em que está devido à incompetência desta administração. chamar incendiárias às denuncias que aqui são feitas é coisa que não me preocupa.
    por fim, dado o estado da empresa, essas “migalhas”, que são dezenas de lojas e muito material, são evidentemente para disputar já que o mais provável é encerrarem a empresa, venderem as coisas e deixarem o pessoal agarrado. Por isso é uma óptima notícia que os trabalhadores estejam organizados também para não deixarem escapar essas “migalhas”

  3. Não sou visado no último parágrafo, e também não preciso de ser. Também não me parece que as situações apontadas constituam qualquer ‘denúncia’. A situação dos salários é pública, enquanto a história que envolve uma funcionária é apenas mais um acrescento à boataria que circula; parece-me importante ter informações mais fidedignas, incluindo sobre a gestão da empresa, que não tem sido transparente. Eu referi-me uma postura incendiária, mas não me parece que tenha expressado qualquer objecção ao sentido da luta dos trabalhadores. Acho que partimos de pontos diferentes se passamos a assumir que a empresa caminha para a insolvência e não há nada a fazer (mesmo nesse caso, não sei com que velocidade e apoio legal é que os trabalhadores podem receber aquilo a que têm direito). Obviamente as responsabilidades entre as partes são desiguais, mas há demasiado em causa para fingir que não há maneiras de evitar esse desfecho.

  4. puta que pariu, que texto siannceosal!SABOTAGEM JA!alias, seria lindo ver isso, hein? a copa NAO SENDO realizada, ou tendo que mudar a sede

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