Spectrum vuelve!

Esta cena de fazerem uma greve geral em Espanha quatro dias depois de cá é um bocado chunga. Um gajo não pode curtir um bocadinho que vem logo o irmão maior dizer que curtiu muito mais. Ia deixar links mas está em toda a impresa espanhola, ainda assim o minuto a minuto do el pais e esta agência de noticias criada especialmente para o dia de hoje estão repletas de dados importantes, sendo que ainda há manifestações a decorrer.
Do que vi ainda nenhum delegado sindical veio dizer que lamenta os actos de “vandalismo”, sendo que será talvez de assinalar o espirito subtilmente mais combativo do pessoal no outro lado da fronteira. Aguardamos ansiosamente que venha alguém então dizer que são todos infiltrados.

6 thoughts on “Spectrum vuelve!

  1. aquilo é um colete de imprensa? os meninos das máscaras disseram que era um agente da PSP infiltrado em espanha.

  2. Perdoem o reparo, mas pelo que acabei de ler no DN de hoje, a Fernanda Câncio anda a passear/trabalhar por Barcelona e no seu relato da greve lá falou de uma senhora chamada Teresa que diz que o estrilho em toda a Barcelona é obra de infiltrados. Ao que parece os manifestantes verdadeiros são alheios à coisa e só queriam marchar em paz.
    Sacanas dos infiltrados, fazem tudo em todo o lado, só os gajos é que curtem.

  3. é isso, tudo em todo o mundo que não seja passeios e folhas com ideias é obra de infiltrados. tudo tudo tudo.

  4. a 300km e não a 1000km fica o apelo desde o morro pirata da Fontinha
    CARTA ABERTA
    A promessa de suspensão do despejo do Es.Col.A revelou-se um logro. Politicamente forçada a dialogar com os ocupantes da antiga Escola Primária do Alto da Fontinha, a Câmara Municipal do Porto (CMP) mais não queria do que anunciar que o despejo se mantinha, embora adiado. Em reunião com dois delegados da Assembleia do Es.Col.A, os representantes da câmara exigiram que o projecto assinasse a sua sentença de morte, traduzida num contrato de aluguer com fim em Junho. A continuidade imediata do Es.Col.a dependeria da assinatura desse papel.
    Recapitulando: a 10 de Abril de 2011, um grupo de pessoas ocupou a antiga escola primária do Alto da Fontinha, devoluta e abandonada há mais de cinco anos pelo município que a devia manter. Depois de um mês de ocupação do espaço e já com inúmeras actividades a decorrer, a CMP mandou a polícia despejar violentamente os ocupantes e emparedar o edifício. Depois de um longo processo negocial, o Es.Col.A voltou à Escola da Fontinha onde se mantém até hoje, com a indiferença da CMP.
    Esta farsa é, para nós, inaceitável, tal como o é o despejo em si – seja agora, em Junho, ou em qualquer altura. Perante quem tem, repetidamente, falhado no cumprimento da sua própria palavra e que entende o ultimato como forma de negociação, a posição do Es.Col.A só pode ser a de não aceitar a decisão de despejo. Fazê-lo seria desistir do sonho com que partimos para esta aventura, o de transformar as nossas vidas com as nossa próprias mãos, ensinando e aprendendo com quem se cruza connosco, nas ruas da Fontinha. Porque o Es.Col.A, muito mais do que uma escola, é um laboratório dum mundo já transformado, resistiremos.
    Precisamos do sentido solidário de toda a gente que se identifica com o projecto. Em todo e qualquer lado, que a ocupação e a libertação de espaços sejam a resposta generalizada ao ataque às iniciativas de emancipação popular dum sistema que prefere a propriedade, mesmo que abandonada, ao usufruto, mesmo que colectivo.
    Que a moda pegue! ai, ai

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