A democracia musculada


9 thoughts on “A democracia musculada

  1. Diz o antónio costa que foi um despejo pacífico. De facto corre tudo muito melhor quando está a esquerda no poder.

  2. Uma pessoa do gabinete de Helena Roseta diz no facebook o que se escreve em baixo.
    Alguém tem informação sobre isto?
    ***
    As histórias têm todas um princípio, meio e fim. A rua de São Lázaro foi ocupada em solidariedade com a Fontinha. Logo no dia da ocupação, a mesma causou estragos no andar de baixo ocupado legalemente por uma associação que se viu impedida de aí estar ao longo de dias e que nos solicitou uma solução. Helena Roseta convidou os jovens para uma reunião onde estes pudessem apresentar os seus projectos com a comunidade, e mostrou-se disposta a integrar esse projecto noutro lugar – que não um andar de habitação em mau estado, inventariado para ser intervencionado e posto na lista dos imóveis para alugar a quem precisa de habitação, que é o caso de São Lázaro. Os jovens não quiseram apresentar qualquer projecto, nem mesmo dialogar com Helena Roseta. Dois dias antes do prazo que lhes foi dado para sair de um imóvel onde não há água nem electricidade e onde usaram sempre velas – com risco de incêndio – recorreram a uma providência cautelar. Que foi respondida pela CML, e foram despejados sem incidentes 2 jovens. Duas horas depois o gabinete de Helena Roseta onde ela não se encontrava foi invadido por meia dúzia de jovéns que entraram iludindo o porteiro do edifício, exigiram identificação às pessoas que aí trabalhavam, vasculharam todas as salas, filmando todas as pessoas, remexeram uma carteira procurando identificação, recusaram qualquer dialogo, não permitindo que alguém trabalhasse, declarando estar a ocupar o gabinete, e apenas sairam quando a policia chegou e os acompanhou à rua. Aí, encontraram Helena Roseta a chegar, e foi-lhes dito que seria recebida uma delagação de 3 ou 4 ás 14h00, se quisessem conversar com ela. Ninguém compareceu. Ao fim da tarde os jovens dirigiram-se ao Intendente onde fica o gabinete do presidente. O que aí se terá passado, não sei. Mas sei o que se passou de manhã no gabinete de Helena Roseta, fui eu que os recebi, ofereci-lhes as 3 cadeiras disponíveis e café, se quisessem esperar, enquanto trabalhávamos. E fui eu que chamei a policia depois de invadirem a sala onde trabalho e de me abrirem a carteira. Não houve qualquer gesto menos correcto, ou de recusa em dialogar, da parte das pessoas que ali trabalham. Apenas lhes foi pedido que não filmassem, o que foi ignorado.

  3. É tudo mentira até à parte em que diz «Duas horas depois». Isso de certeza. A partir daí, e como eu não estive lá, não sei. Mas é evidente que não haveria nenhum tipo de diálogo a estabelecer quando estavam 3 pessoas detidas, o material apreendido e a casa cheia de polícia municipal. Agora até está emparedada, demonstrando a enorme vontade do município em dar-lhe uso.

  4. Parece que a sala de reuniões onde se trancou a Roseta afinal é fora do edificio da câmara. Deve ter um portal de tele-transporte..

  5. Interessante maneira de entabular diálogo: primeiro através de editais com ultimatos afixados na porta pela polícia e em seguida com despejo violento e ilegal. Presas pessoas, levadas as suas coisas, agredidas e ameaçadas pelo “corpo de intervenção rápida”, e emparedado o prédio, então sim, ficam reunidas as condições para conversar. Agora sim, vamos dialogar.

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