Pussy Riot, Voina: Making punk a threat again?>>>debate, quinta-feira às 22h na Zona Franca no Bartô, o bar do Chapitô

Passagem de vídeos/performances seguido de conversa com Carlos Vidal, artista plástico; Verónica Metello, doutoranda em Estudos Artísticos; João Lisboa, crítico do Expresso; Party Program, blogue Spectrum.

A par da complexificação da repressão, entre autoridades e austeridades, também a resistência se tem transformado e radicalizado. No passado mês de fevereiro, o colectivo Pussy Riot, usando uma igreja ortodoxa como palco, vomitou uma oração punk anti-Putin. Já antes, várias acções do grupo de street art Voina, também russo, seguem pela mesma bitola da denúncia e ironia, tentando sobretudo criar momentos de superação de toda a autoridade.

Nestas performances, que bebem do punk a sua disrupção de produtor de “melhor arte de todos os movimentos de vanguarda que o precederam”, como afirmou Greil Marcus, e podem arriscar anos de prisão, os autores recusam o catalogação de activistas, preferindo identificar-se como artistas, defendendo que, nos tempos que correm e procurando a verdadeira modernidade, esta é a única forma possível de arte. Será?

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