Contra a criminalização do protesto social. Texto aberto à subscrição.

Do RDA69:

Contra a criminalização do protesto social. Texto aberto à subscrição.

Têm surgido em órgãos de comunicação social diversas referências ao RDA69, ao GAIA e aos Ritmos de Resistência, que atribuem a estas associações e aos seus associados qualificativos como “radicais violentos”, “activistas anarquistas” ou “militantes perigosos”. Este conjunto de peças jornalísticas – nomeadamente as publicadas no Diário de Notícias e no Correio da Manhã – veicula várias informações falsas, com o intuito de criar um clima alarmista e permitir uma escalada repressiva contra os movimentos sociais.

Rejeitamos o processo de criminalização de indivíduos e grupos que integram o amplo movimento de contestação à austeridade e ao processo de devastação social em curso. Responsabilizamos o Governo e os defensores das imposições da troika pelas situações de violência ocorridas nas ruas das nossas cidades ao longo do último ano e meio. Confrontadas com uma resistência generalizada e uma gigantesca contestação popular, as autoridades desenvolvem uma grosseira encenação, em busca de bodes expiatórios, de maneira a encobrir o facto de se ter tornado insustentável o que ainda há pouco era apresentado como inevitável. O seu desespero é já um sinal da nossa força.

Repudiamos todas as tentativas de atribuir a uns poucos o que é da responsabilidade de todos. Somos tão radicais como os tempos que correm e o nosso único crime é a determinação com que continuaremos a resistir a todas as formas de injustiça e opressão. Violento é o desemprego e a exploração. Violenta é a miséria e a emigração forçada. Violenta é a ordem social que contestamos e a repressão que a sustenta.

Que se lixe a troika, queremos as nossas vidas.

SUBSCRITORES:

ADRIANO JORDÃO – Taberneiro, ALEXANDRE ABREU – Investigador e professor, ALEXANDRE SOUSA CARVALHO, ÁLVARO CARVALHO – Funcionário público, ANA ALCÂNTARA – Historiadora, ANA LUÍSA RAPOSO – Neurocientista, ANA NUNES – Professora desempregada, ANA SILVA – Desempregada, ANA VIRTUOSO – Licenciada em história, ANDRÉ CARMO – Geógrafo, ANTÓNIO CUNHA – Empregado de escritório, ANTÓNIO PEDRO DORES – Prof. Universitário, ANTÓNIO GUTERRES – Estudos urbanos, ANTÓNIO LOURENÇO – Antropólogo, dirigente associativo, activista, BERNARDINO ARANDA – Gerente comercial e dirigente associativo, BRUNO CARACOL – pintor, BRUNO PEIXE DIAS – Investigador, CARLOS GUEDES, CATARINA LEAL, CATARINA SIMOES – Artista Visual, realizadora, ELISA MONTEIRO BASTO – Professora desempregada, GONÇALO DUARTE DE MENEZES RODRIGUES PENA, GONÇALO ZAGALO – Investigador, GUALTER BAPTISTA – Investigador, activista, FERNANDO ANDRÉ ROSA – Sociólogo, formador, FERNANDO RAMALHO – Músico, FERNANDO SOUSA, FRANCISCO NOBREGA – Desempregado, FRANCISCO PEDRO – Jornalista, INÊS CAMPOS – Bailarina, INÊS GALVÃO – Antropóloga, INÊS BRASÃO – Professora do ensino politécnico, socióloga, ISABEL SOARES – Eng.ª de energias renováveis, JÉRÔME LECAT – Arquitecto, JOANA M. FERNANDES – Jornalista, JOANA LOPES – Reformada, JOANA PEREIRA – Desempregada, JOANA SOUSA – Bolseira de investigação, JOÃO BERNARDO – Escritor, JOÃO PEDRO CACHOPO – Investigador, JOÃO VALENTE AGUIAR – Sociólogo, JOÃO SOBRAL – Arquitecto, JOSÉ CANELAS – Prof. tecnologias de informação – JOSÉ BARBOSA – Engenheiro Aeroespacial, JOSÉ CARLOS DA CUNHA SILVA ANDRÉ – Designer gráfico, JOSÉ NEVES – Historiador e prof. Universitário, JOSÉ NUNO MATOS – Investigador, bolseiro, JOSINA ALMEIDA – Contratada na função pública, JÚLIA VILHENA – Arquitecta, HELENA DIAS, HELENA MARIA SILVA DE ALMEIDA – Psicóloga, HELENA ROMÃO – Musicóloga, HENRIQUE GIL, LIA NOGUEIRA – Restauradora, LAURA MARQUES, guardadora de vacas, LUHUNA CARVALHO – Cineasta, LUIS BERNARDO – Investigador bolseiro, LUIS FERREIRA, MAFALDA GASPAR – Técnica Superior na Administração Pública, MARA SÉ – Engenheira do Ambiente, MARÇAL ANT.º DAS NEVES C. ALVES – Engenheiro Civil, MARCOS CARDÃO – Licenciado em História, MARCUS VEIGA – Management/Direcção artística, MARGARIDA MADUREIRA, MARIA DO MAR FAZENDA – Curadora e Crítica de Arte, MARIA EMÍLIA LIMA COSTA – Prof. Universitária, MARIA MIRE – Artista Plástica, MARIANA AVELÃS – Tradutora, MARIANA SANTOS – Performer, MARTA LANÇA – Jornalista e produtora cultural, MARTA OLIVEIRA – técnica de serviço social, desempregada, MATILDE ALMEIDA – Marketeer, MIGUEL CARDOSO – Precário, professor e tradutor, MIGUEL CARMO – Engenheiro do Ambiente, MIGUEL CASTRO CALDAS – Dramaturgo e ensaísta MIGUEL LOURO – Freelancer, MIGUEL SERRAS PEREIRA – Tradutor, MIGUEL SILVA GRAÇA – Arquitecto, NUNO BELCHIOR – Agricultor, NUNO BIO – Consultor , NUNO SERRA – Economista, NOBER SANDERS, ODAIR AUGUSTO MONTEIRO, PAULO BORGES – Prof. Universitário, PEDRO CEREJO – Bolseiro de investigação/ Tradutor, PAULO COIMBRA , PAULA GIL – Precária, PEDRO MOURA – Musico, PEDRO NEMROD, PEDRO RITA – Advogado, RICARDO MALCATA ALVES – Professor, RICARDO NORONHA – Historiador, RICARDO VENTURA – Investigador, RITA DELGADO – Professora, RITA VELOSO, Professora Universitária, RUI DUARTE – Produtor, RUI RUIVO – Desempregado e Hortelão, SALOMÉ COELHO – Psicóloga/ Direcção da UMAR, SANDRA PAIVA, Gestão de projectos , SARA BAGINHA – Bancária, SARA BOAVIDA – Gestora de Projectos, SARA DELGADO, SÉRGIO LAVOS – blogger do Arrastão, SHAWN BERLIN, SÍLVIA SILVA, SOFIA YU – Fotógrafa documental, SUSANA DELGADO DOS SANTOS – Editora Júnior, TERESA MORAIS SILVA – Professora, TERESA SILVA – Gestora de projectos de voluntariado.

SUBSCRIÇÕES COLECTIVAS:

ASSEMBLEIA POPULAR DA GRAÇA E ARREDORES, ASSOCIAÇÃO CONTRA A EXCLUSÃO PELO DESENVOLVIMENTO (ACED), CASA DA HORTA – ASSOCIAÇÃO CULTURAL, GAIA – GRUPO DE ACÇÃO E INTERVENÇÃO AMBIENTAL, GRUPO TRANSEXUAL PORTUGAL, EXÉRCITO DE DUMBLEDORE, EDIÇÕES ANTIPÁTICAS, INDIGNADOS DE LISBOA, LIBERDADE 365, MOVIMENTO SEM EMPREGO, PAGAN, PANTERAS ROSA – FRENTE DE COMBATE À LESBIGAYTRANSFOBIA, PROJECTO270, RDA69, REVISTA RUBRA, RITMOS DA RESISTÊNCIA, UMAR – UNIÃO DE MULHERES ALTERNATIVA E RESPOSTA, UNIPOP, UNCUT PORTUGAL.

O RDA69 deseja ainda agradecer a todos os colectivos, blogues e pessoas que se solidarizaram através de textos próprios ou através da divulgação do comunicado.

Pessoas e colectivos que desejem acrescentar o seu nome a esta lista contactem por favor o RDA69 através de rdanjos69@gmail.com colocando “comunicado” ou “subscrição” no assunto do e-mail.”

10 thoughts on “Contra a criminalização do protesto social. Texto aberto à subscrição.

  1. Pingback: Contra a criminalização do protesto social. Texto aberto à subscrição. | Máquina Semiótica

  2. este Paulo é um atrazado mental profundo.. podia assinar para passarmos a ter malta da CERCIS

  3. um anónimo que escreve atrasado com z e tem uma profunda sensibilidade social em relação a deficientes, belas companhias que o spectrum tem

  4. Podem acrescentar por favor, alguns. Primeiro: André Pinto – gajo do som e das intermédias desempregado. Depois o colectivo Art Terror Foundation.

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