Ainda e ainda Palestina

Mais um autocarro israelita vitima de um atentado terrorista. A mim só me espanta não haver mais, visto que cerca de 20 % do total da população em Israel são potenciais terroristas (estes 20% são aqueles a quem chamam de Árabes Israelitas, para não dizer Palestinianos e assim considerar que existe uma Palestina).

Mas passando o fait divers, já não há paciência para os medias mainstream ocidentais sobre o massacre que se perpetua ainda e ainda na Palestina. Chomsky & Co já escreveram um texto sobre o assunto : « nous accusons ». Não nos esqueçamos, porém, que para além do massacre desta semana, há um massacre quotidiano perpetrado desde 1948.

é de assinalar ainda, a insistência de medias como a CNN ou o Publico (lido na versão papel de segunda feira) de meter lado a lado testemunhos de vitimas palestinianas e vitimas israelitas. Encenar a vitimização de um lado e outro do muro é cair no ridículo da CNN (ver vídeo), é criar a sensação de um joguinho do toca e foge, quando na realidade estamos a falar de um massacre colonial. Um grave problema está na base de todas estas coberturas mediáticas, nomeadamente o facto de se partir da fabula da existência de dois estados. Não há nem nunca existirá. Como tenho defendido várias vezes, se solução houver a única solução viável é a de um só Estado.

Por fim, ainda dar conta da cobertura do Le Monde em relação à Palestina, como se ainda não estivéssemos completamente convencidos sobre a mediocridade da coisa… Depois de um artigo de merda intitulado “A Sdérot, en Israel, face à Gaza :  Nous attendons cette offensive depuis des année” (19 nov.) continuo a folhear o jornal até chegar à secção da Economia. Nesta secção deparo-me com metade da página dedicada ao tema “L’Angola, terre de refuge pour les Portugais” (tema predileto dos medias franceses para falar da crise) e uma outra metade (estão a ver o tamanho da páginas do Le Monde ?) preenchida com uma publicidade que diz apenas “Solidarité des juifs de la diáspora avec Israel” assinado por um tal Ilan Flammer. Bom, conhecemos as dificuldades com que todos os jornais se deparam, mas dai a aceitarem publicidades politicamente explicitas pelos crimes de guerra vai um grande salto…

Enfim, para apaziguar as almas, bolsos de resistência aparecem-nos às vezes da Bélgica livre, ver aqui.

One thought on “Ainda e ainda Palestina

  1. Ah! A Palestina, essa sociedade livre! Onde as mulheres adúlteras e os homossexuais são apedrejados até à morte. Já não se fazem sociedades assim cheias de beleza.

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