A mim ninguém me cala.

Esta malta do Spectrum não perde os tiques antigos. A exemplo do que faziam quando estavam no PCP, marcam jantares sectários e alegam (à boa maneira de Jerónimo e dos seus pares, vejam só a ironia) «dificuldades no envio da convocatória» para justificar a ausência de alguns dos seus camaradas de blog. Desta vez não se baldaram para os lados da FIL, nem fizeram grande alarido.
Por estas e por outras declaro aberta uma crise no seio deste blog.
Mas não quero deixar de vos enviar um valente abraço de vos desejar um óptimo 2008 cheio de lutas e de festarolas. Mesmo que continuem com «dificuldades no envio da convocatória»…

Já não há respeito ou andamos a ver se damos graxa ao Mário Machado? [Ou a incrível oportunidade de escrever o meu título mais longo para um post onde, uma vez mais, não digo absolutamente nada de importante!]

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Então agora dá-nos para polemizar com o Daniel Oliveira? Esta agora.
Pronto. Era só isto. E a imagem não tem nada a ver com o resto, mas imagino que o Daniel não seja muito mais bonito ao acordar. E só digo isto ao abrigo do meu fantástico nick!

Por um PCP mais forte…

O PCP purga-se para se fortalecer. Pelo menos assim pensam alguns dos (poucos) seus militantes com quem ainda mantenho algum contacto.
Hoje, enquanto Luísa Mesquita reunia com Bernardino Soares e Francisco Lopes para, segundo palavras da própria na SIC Notícias, analisarem a seu trabalho no PCP, as redações dos jornais recebiam um comunicado do Comité Central onde lhe era retirada a confiança política.
O processo lembra outros que já lá vão. E junta-se ao que se passa na autarquia da Marinha Grande, onde também foi retirada a confiança politica ao Presidente da Câmara, João Barros Duarte.
As purgas purificadoras são necessárias, de tempos a tempos. Ou não são?

Regressos

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Os regressos nem sempre são fáceis. O dia de hoje marca, para mim, logo dois de uma só vez. Regresso ao «Spectrum» após prolongada ausência (se bem que a própria permanência anterior foi pouco mais que intermitente) e à Festa do Avante após dois anos de abstinência.
Se um blog é o que é e pouco haverá a acrescentar a Festa (era assim que lhe chamávamos) é sempre algo mais. Apesar dos pesares acredito que vai ser bom regressar. E acredito nalguns (poucos) abraços fraternais.

Eu, leitor de diários desportivos, me confesso!

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Talvez isso explique parte do meu humor sexista e brejeiro mas sou, de facto, leitor assíduo de diários desportivos. Principalmete d’A Bola (a «bíblia do desporto»), desde os tempos mais distantes – que, na minha faixa etária, equivalem aos idos de 80 do século passado!
Vem isto a propósito do artigo de opinião que surge na edição deste chuvoso (de acordo com as previsões dos senhores da meteorologia) Domingo, da autoria do vetusto (no sentido elogioso da palavra, e para usar termos à altura da sua verve) jornalista Homero Serpa. Transcrevo, a seguir, um excerto do já referido artigo, e deixo um apelo à reflexão! [Tão bonito…] [E, ao mesmo tempo, civilizado!]
Um abraço desportivo!
«Notícias deste nosso nacional socialismo
Por Homero Serpa
O Jornal de Notícias deu destaque na primeira página de sexta-feira ao resultado de uma investigação da Polícia Judiciária às claques dos clubes de futebol do topo da lista nacional, oferecendo ao leitor atento não apenas as descobertas até agora conseguidas, já de si graves, mas uma perspectiva do que pode ainda trazer à opinião pública. Se isso lhe for permitido, claro, porque num país de valores paralelos até os crimes mais erodentes do bem-estar social podem cair em bem guardado arcano, dependendo isso de quem os pratica. Mas a manchete do JN alerta o cidadão para os bastidores do desporto, para as suas caves tenebrosas, tendo ainda a vantagem de, numa perspectiva lógica, sugerir comportamentos duvidosos de indivíduos, até agora, defendidos pelo hissope* que de bondade e honestidade salpica rostos angelicais. A confirmarem-se as veneníferas infiltrações nas agremiações desportivas, o caso Apito Dourado não passa de uma questão secundária, embora, aparentemente, mais mediática, e as ligações de elementos das claques aos neonazis, referenciadas por aquele matutino portuense, justifica muita coisa que se passa à volta dos jogos de futebol, incluindo o racismo. O cidadão democrata não é racista, nem xenófobo, as atitudes dissociais são, normalmente, atribuídas aos grupos extremistas e estranho seria que as obsoletas e vencidas ideologias fascistas ou nazis não invadissem o desporto com relevo para o futebol, o seu rosto mais visível.»
* «Hissope» significa, de acordo com o dicionário online Priberam, «de hissopo, planta que era usada para aspergir. s. m., pequena haste que tem na extremidade cabelos ou sedas, ou uma esfera de metal oca e furada, com que se fazem aspersões de água-benta, nos actos religiosos.» Que isto de ler diários desportivos ainda tem o seu quê de complicado… Ou bem que se tem um dicionário (online, de preferência) à mão ou perde-se muito do que é essencial!

Anda um espectro pela América Latina…

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Rafael Correa, candidato da Aliança País, venceu as eleições no Equador. A imprensa portuguesa faz por ignorar o caso. Correa junta-se a Chávez (Venezuela), Morales (Bolívia), Lula (Brasil) e Bachelet (Chile).
Como se sentirá a administração Bush ao olhar para o panorama político dos seus vizinhos? Quanto tempo demorarão a criar as costumeiras desestabilizações do passado?
Aqui podemos ler uma entrevista com algumas das suas principais ideias.

Maravilhas da bola

Por culpa da campanha da selecção nacional nos estádios alemães sinto-me tentado a apostar que a maioria dos portugueses só hoje se terá apercebido de que o ministro dos negócios estrangeiros se demitiu do Governo, durante a semana passada, alegando motivos de saúde. Muitos dirão, imbuídos do mesmo espírito, que «fez muito bem. Se não está em condições tem que dar o lugar a outro, como fez o Cristiano Ronaldo contra a Holanda».
Vem isto a propósito do seguinte: no Sábado, juntei-me com uns amigos no café do costume (o qual já frequentamos há mais de 15 anos) para ver o Portugal-Inglaterra. O café estava cheio, a rebentar pelas costuras. Entre o pessoal que se preparava para assistir ao jogo encontravam-se alguns skinheads. Pouco mais de meia dúzia. Entre eles havia dois que já estiveram presos devido ao assassinato do dirigente do PSR, José Carvalho, em Outubro de 1989, e do Alcino Monteiro, em Junho de 1995.
É costume os skinheads encontrarem-se por ali. É também costume exibirem sem qualquer pudor toda a parafernália de símbolos nazis que os distingue dos demais. Sejam as tatuagens ou os pin’s ou as t-shirts.
Fiquei a saber que um deles, precisamente o que cumpriu pena de prisão pela participação no assassinato de José Carvalho, é dono de uma loja, em Lisboa, onde vende roupa, calçado e acessórios de vários tipos. Quase tudo relacionado com a ideologia que continua a defender.
No Sábado, antes do início do jogo, antes de cantar, de forma inflamada, o Hino Nacional, este skinhead vendeu, naquele café de Almada, pelo menos umas 10 t-shirts com a inscrição «Portugal Nação Valente» e as 5 quinas estampadas. Cada uma a 20 euricos… Quando perguntei a um amigo meu, que acabara de comprar uma dessas t-shirts, se sabia que aquelas o podiam identificar como membro de uma organização fascista ele respondeu-me que isso não lhe interessava porque achava a t-shirt bonita e era isso o mais importante. Quando lhe perguntei se também não se importava que o dinheiro resultante da venda das ditas pudesse, de forma directa ou indirecta, servir de financiamento a uma organização fascista respondeu-me que estava a delirar e que o deixasse ver o jogo.
Resta referir que já durante o Euro 2004 tinham acontecido situações semelhantes. Embora eu não tenha presenciado nenhuma delas.
Pouco importa. Importante mesmo é que a nossa selecção continue a ganhar. A mostrar ao mundo que nós, os honrados e valentes portugueses, somos capazes de ser bons. Não é?

Arrastão

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Daniel Oliveira, um dos mais célebres (e polémicos) «barnabés», regressa à blogosfera em nome próprio e numa viagem solitária. Arrastão é o nome do blog e a produção é já intensa.
Nós por cá, saudamos o regresso (eu, pelo menos). Entrada directa para os links da malta.

Fim de viagem

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Isabel de Castro, deputada pelo Partido Ecologista «Os Verdes» entre 1991 e 2004, anunciou ontem a sua decisão de se desvicular do partido, após um ano de suspensão da actividade partidária.
Espera-se, a qualquer momento, a reacção dos restantes três militantes que se reunirão em «convenção» durante o fim-de-semana que se aproxima.