Movimento tempo de antena para o Relvas (tentando desta forma colmaltar a falta de liberdade de expressão do senhor ministro)

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Os Monty Python´s são uns meninos.

Eu sei que o ano ainda vai em Fevereiro mas o sketch de ontem do tipo que ainda acha que consegue ser ministro e que acha que pode andar em digressão pelos cantos do país sem ser enxovalhado arrisca-se a ser o momento humorístico do ano.

Primeiro porque convidar relvas para um debate no “clube dos pensadores” é todo um contra-senso.

Segundo porque balir em vez de cantar não pode dar equivalência a nada, nem para relvas.

Terceiro porque um moderador/promotor do clube dos pensadores com tal apetência para ser calmo e moderado nas palavras e acções só pode ser mesmo um “pensador”.

Quarto porque só relvas acha que tem um currículo limpo e se pode dar ao dislate de o invocar.

Quinto porque entre o peito aberto e a coragem o rato relvas acabou por sair pela porta dos fundos.

E a cereja no bolo é mesmo a frase do mestre-de-cerimónias que tão bem espelha a ideologia do governo: “Isto é um sítio privado, não tem direitos”.

Assim foi com a Galp, EDP, REN e futuramente com as águas. Privatiza-se para acabarem essas merdas dos direitos que são uma chatice.

Privatizem a puta que vos pariu a todos, já dizia o Saramago.

2 de Março – QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

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QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!
Sábado, 2 de Março de 2013.16:00

Em Setembro, Outubro e Novembro enchemos as ruas mostrando claramente que o povo está contra as medidas austeritárias e destruidoras impostas pelo governo e seus aliados do Fundo Monetário Internacional, da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu – a troika.
Derrotadas as alterações à TSU, logo apareceram novas medidas ainda mais gravosas. O OE para 2013 e as novas propostas do FMI, congeminadas com o governo, disparam certeiramente contra os direitos do trabalho, contra os serviços públicos, contra a… escola pública e o Serviço Nacional de Saúde, contra a Cultura, contra tudo o que é nosso por direito e acertam no coração de cada um e cada uma de nós. Por todo o lado, crescem o desemprego e a precariedade, a emigração, as privatizações selvagens, a venda a saldo de empresas públicas, enquanto se reduz o custo do trabalho.

Não aguentamos mais o roubo e a agressão.

Indignamo-nos com o desfalque nas reformas, com a ameaça de despedimento, com cada posto de trabalho destruído. Indignamo-nos com o encerramento das mercearias, dos restaurantes, das lojas e dos cafés dos nossos bairros. Indignamo-nos com a Junta de Freguesia que desaparece, com o centro de saúde que fecha, com a maternidade que encerra, com as escolas cada vez mais pobres e degradadas. Indignamo-nos com o aparecimento de novos impostos, disfarçados em taxas, portagens, propinas… Indignamo-nos quando os que geriram mal o que é nosso decidem privatizar bens que são de todos – águas, mares, praias, território – ou equipamentos para cuja construção contribuímos ao longo de anos – rede eléctrica, aeroportos, hospitais, correios. Indignamo-nos com a degradação diária da nossa qualidade de vida. Indignamo-nos com os aumentos do pão e do leite, da água, da electricidade e do gás, dos transportes públicos. Revolta-nos saber de mais um amigo que se vê obrigado a partir, de mais uma família que perdeu a sua casa, de mais uma criança com fome. Revolta-nos o aumento da discriminação e do racismo. Revolta-nos saber que mais um cidadão desistiu da vida.

Tudo isto é a troika: um governo não eleito que decide sobre o nosso presente condicionando o nosso futuro. A troika condena os sonhos à morte, o futuro ao medo, a vida à sobrevivência. Os seus objectivos são bem claros: aumentar a nossa dívida, empobrecer a maioria e enriquecer uma minoria, aniquilar a economia, reduzir os salários e os direitos, destruir o estado social e a soberania. O sucesso dos seus objectivos depende da nossa miséria. Se com a destruição do estado social a troika garante o financiamento da dívida e, por conseguinte, os seus lucros, com a destruição da economia garante um país continuamente dependente e endividado.

A 25 de Fevereiro os dirigentes da troika, em conluio com o governo, iniciarão um novo período de avaliação do nosso país. Para isto precisam da nossa colaboração e isso é o que não lhes daremos. Porque não acreditamos no falso argumento de que se nos “portarmos bem” os mercados serão generosos. Recusamos colaborar com a troika, com o FMI, com um governo que só serve os interesses dos que passaram a pagar menos pelo trabalho, dos bancos e dos banqueiros, da ditadura financeira dos mercados internacionais. E resistimos. Resistimos porque esta é a única forma de preservarmos a dignidade e a vida. Resistimos porque sabemos que há alternativas e porque sabemos que aquilo que nos apresentam como inevitável é na verdade inviável e por isso inaceitável. Resistimos porque acreditamos na construção de uma sociedade mais justa.

A esta onda que tudo destrói vamos opor a onda gigante da nossa indignação e no dia 2 de Março encheremos de novo as ruas. Exigimos a demissão do governo e que o povo seja chamado a decidir a sua vida.

Unidos como nunca, diremos basta.

A todos os cidadãos e cidadãs, com e sem partido, com e sem emprego, com e sem esperança, apelamos a que se juntem a nós. A todas as organizações políticas e militares, movimentos cívicos, sindicatos, partidos, colectividades, grupos informais, apelamos a que se juntem a nós. De norte a sul do país, nas ilhas, no estrangeiro, tomemos as ruas!

QUE SE LIXE A TROIKA. O POVO É QUEM MAIS ORDENA!

Ada P. Silva, Adriano Campos, Ana Gonçalves, Ana Margarida Esteves, Ana Maria Pinto, Ana Nicolau, André Ferreira, Angela Cerveira, Ângela Fernandes, António Costa Santos, António Louçã, António Mariano, António Simões do Paço, Belandina Vaz, Bruno Cabral, Bruno Carvalho, Bruno Gonçalves, Camilo Azevedo, Carla M. Cardoso, Carlos Mendes, Cristina Cavalinhos, Cristina Paixão, Frederico Aleixo, Frederico Duarte, Helena Dias, Helena Romão, Inês Meneses, Inês Subtil, Inês Tavares, Isabel Louçã, Jaime Teixeira Mendes, Joana Manuel, Joana Saraiva, Joana Viana, João Balão, João Camargo, João Gustavo, João Mineiro, João Vasco Gama, Jorge Falcato, José Gema, José Luís Garcia, Lúcia Gomes, Luís Bernardo, Luís Ribeiro, Luísa Ortigoso, Marco Marques, Maria Luísa Cabral, Mariana Avelãs, Marta Silva, Myriam Zaluar, Nuno Gomes dos Santos, Nuno Tito, Nuno Viana, Otávio Raposo, Paula Gil, Paula Nunes, Paulo Raposo, Pedro Rocha, Ricardo Morte, Ricardo Santos, Rita Veloso, Rui Borges, Rui Dinis, Sara Boavida, Sara Gonçalves, Sara Goulart, Sérgio Vitorino, Sofia Gomes, Tatiana Moutinho, Tiago Figueiredo, Tiago Mota Saraiva

Eventos do Povo que Ordena:

Braga – https://www.facebook.com/events/470395739662986/

Coimbra – https://www.facebook.com/events/520187308013989/

Porto – https://www.facebook.com/events/143615129128101/

Hoje estamos presentes !

spectrumpiratesnow

Há quem não queira, mas basta uma simples pesquisa no google para demonstrar as impossibilidades práticas:

O espectro ou espectro electromagnético é o intervalo completo da radiação eletromagnética, que contém desde as ondas de rádio, as microondas, o infravermelho, a luz visível, os raios ultravioleta, os raios X, até aos radiação gama.

Uma carga em repouso cria à sua volta um campo que se estende até ao infinito. Se esta carga for acelerada haverá uma variação do campo eléctrico no tempo, que irá induzir um campo magnético também variável no tempo (estes dois campos são perpendiculares entre si). Estes campos em conjunto constituem uma onda electromagnética (a direcção de propagação da onda é perpendicular às direcções de vibração dos campos que a constituem). Uma onda electromagnética propaga-se mesmo no vácuo.

De acordo com a frequência e comprimento de onda das ondas eletromagnéticas pode-se definir um espectro com várias zonas (podendo haver alguma sobreposição entre elas).”

A realidade é mais complicada do que parece à primeira vista.

spectrum properties

O balanço do ano e os desejos para 2013

Confesso que tenho andado a pensar muito sobre o optimismo do camarada Party Program e o pessimismo do camarada Saboteur.
Acho que as duas visões não se excluem e que devemos aprender com as duas. Mas espero que 2013 marque um caminho de resistência e combate mais efectivo. Não falo de pedras sobre uma polícia estática, nem mesmo de perfis sobre uma polícia em movimento. E claramente não falo em passeatas com hora e palavras de ordem marcadas e fixas.

Aquilo que acho que seria interessante para desalavancar (adoro usar esta palavra) o governo do poleiro seria uma resistência efectiva aos seus membros e apoiantes (deputados). Quando estes tipos não tiverem ninguém para participar nos seus circos mediáticos ou tiverem medo de sair à rua a coisa começará a mudar. Quando ninguém for cantar as janeiras ao PM e à sua primeira dona (que merda é esta de primeiras-damas ou de primeiros-damos??), quando as bandas dos bombeiros se recusarem a fazer de fanfarra ao circo, quando os trabalhadores recusarem posar para a foto das visitas governamentais, quando for recusado servir os deputados nos restaurantes perto do parlamento, quando os deputados sentirem no seu dia-a-dia que estão isolados e que tem grandes partes da população contra eles talvez a coisa mude.

E espero que a Filipa compre a mala.

A manifestação de 14 de Novembro e a indignidade da actuação policial

policiadaltonEste título é retirado a um post do blog “Entre as brumas da memória” da Joana Lopes. Esse post é um copy/paste de um artigo do público e que reproduzo abaixo.

Duas notas da minha parte:

1- a linha de defesa de alguns dos arguidos, embora eventualmente justa e sincera no seu particular, não é uma linha de defesa politica abranjente.

2- a omissão do BE e PCP que teimam a “esquecer” a verdadeira violência e apagam o facto de isto ser uma guerra social e o inicio de uma sociedade proto-fascista não me agradam de todo. Triste é que um jurista do tribunal constitucional esteja mais atento que os partidos em quem costumo votar.

Diz a Joana:

Este texto de Guilherme Fonseca, juiz-conselheiro jubilado do TC, é de uma limpidez mais do que cristalina e de leitura mais do aconselhável. (Público de hoje, sem link).
 
Os acontecimentos de 14 de Novembro, em Lisboa, à volta da manifestação convocada para a Assembleia da República, barrada pelas forças policiais, vieram levantar duas questões: uma relacionada com a concreta actuação dessas forças e a outra com a gestão de imagens e de sons obtidos para fins jornalísticos e noticiosos, incluindo os que não foram emitidos naquele dia 14 de Novembro. 
 
Tudo para saber, por um lado, se a actuação das forças policiais respeitou a Constituição da República Portuguesa (CRP) e a lei e se, por outro lado, o pedido de cedência de tais imagens e sons, para serem gravados, feito pela autoridade policial à RTP, no dia seguinte, e que foi atendido, tem base legal (no fundo, para saber quem e como pode aceder a essas fontes documentais).
 
Em primeiro lugar, há que registar diferentes patamares nos acontecimentos de 14 e 15 de Novembro, como sejam:
 
1. Patamares de legalidade e de legitimidade, no sentido de que não há censura a fazer, e que são:
 
a) A manifestação, como exercício de um direito constitucionalmente consagrado, qua tale, sem mais, o mais intensivo e extensivo que possa ser, com todas as marginalidades ou ocorrências que podem acontecer, sendo um direito que o Estado deve acolher e deve proteger (art. 45.º, n.º 2, da CRP).
 
b) A recolha de imagens televisivas da manifestação para serem divulgadas pelas estações de TV, entre elas, a RTP, no exercício da liberdade de expressão e de criação e do direito de informação jornalística, constitucionalmente consagrados para os jornalistas e colaboradores (art.s 37.º, 38.º, n.º 2, a) e 39.º, n.º 1, a), da CRP) e a que a lei ordinária dá cobertura (o Estatuto do Jornalista e a Lei da Televisão).
 
2. Patamares de ilegalidade e de ilegitimidade, no sentido de que há censura a fazer, e que são:
 
a) A actuação policial na repressão da manifestação, ainda que para pôr cobro às marginalidades ou ocorrências que aconteceram, após longo período de desafios dos manifestantes, podendo qualificar-se de excessiva e desproporcionada, contrariando os limites constitucionalmente definidos no art. 272.º, n.º 2 (o “estritamente necessário” aí previsto), em especial e, pelo menos, relativamente às pessoas presentes no local ou passantes, que nada tiveram a ver com tais marginalidades ou ocorrências. Portanto, um excesso de meios coercivos nas operações materiais da polícia, envolvendo o uso de bastões, que é constitucionalmente reprovado e sem cobertura na Lei de Segurança Interna, e que, no limite, poderia ter justificado o exercício do direito de resistência por parte dos manifestantes, como é reconhecido no art. 21.º da CRP.
 
b) O acesso da autoridade policial às imagens e sons colhidos pelas equipas televisivas, nas instalações da RTP, no dia seguinte, 15 de Novembro, sobretudo, para captar e gravar as imagens que não passaram para o público, isto é, não foram editadas na cobertura noticiosa dos acontecimentos de 14 de Novembro. Isto, independentemente das circunstâncias em que ocorreu aquele acesso, ou seja, se a autoridade se identificou e adiantou razões, quem facultou o acesso e como ele se desenrolou, o que tudo não vem agora ao caso (mas que só pode ter uma explicação: o interesse da autoridade policial na identificação de presumíveis suspeitos que estiveram na manifestação, podendo até envolver posteriormente a detenção de tais suspeitos).
 
Não é, pois, uma situação de videovigilância, por via de câmaras de vídeo utilizadas pela autoridade policial, e que se rege por regras próprias, que não interessa analisar aqui.
 
Ora, é só este último patamar negativo que importa apreciar, tendo, sobretudo, em vista a perspectiva constitucional que lhe diz respeito.
 
**** 
 

Nesta perspectiva podem, naturalmente, convocar-se princípios ou normas constitucionais que consagram direitos fundamentais, tais como:
 
a) Direitos pessoais, que vão do direito à identidade pessoal, passando pelo direito à imagem e culminando no direito à reserva da intimidade da vida privada (art. 26.º da CRP), direitos que se projectam nos meios de comunicação social, devendo assegurar-se o “respeito pelos direitos, liberdades e garantias pessoais” e cabendo a uma entidade administrativa independente fazê-lo, como dispõe o art. 39.º, n.º 1, d), da CRP.
 
b) Direito à dignidade da pessoa humana, expressamente consagrado no art. 1.º da CRP, e que é a raiz das garantias efectivas contra a obtenção e utilização abusivas ou contrárias à dignidade humana relativas às pessoas (art. 26.º, n.º 2, da CRP), sendo a imagem televisiva uma informação. Disto é reflexo a protecção a dados pessoais que consta do art. 35.º da CRP.
 
c) A liberdade de expressão e criação dos jornalistas e colaboradores, que ressalta do art. 38.º, n.º 2, a), da CRP, e que é uma projecção da independência dos meios de comunicação social perante o Governo, a Administração Pública e os demais poderes públicos. E que tem o seguinte efeito: os trabalhos da criação intelectual dos jornalistas, ou em que tenham colaborado, são dos jornalistas (do estatuto do jornalista resulta o direito à protecção desses materiais e o direito ao sigilo profissional, que, no essencial, consiste em não revelar as fontes de informação, não podendo os jornalistas ser desapossados do material ou obrigados a exibi-lo, salvo por via de mandado judicial). Neste sentido aponta o art. 38.º, n.º 2, b), da CRP.
 
d) Direito à justiça, na vertente do exercício da acção penal, cabendo a perseguição criminal centrada no Ministério Público, convocando ainda o direito à segurança, que se colhe do art. 27.º, n.ºs 1 e 3, g), em conjugação com o art. 219.º da CRP.
 
***** 
 
Todo este conjunto normativo da CRP pode, em tese, implicar uma tarefa de balanceamento ou concordância prática de todos esses direitos e essas liberdades potencialmente em confrontação.
 
E nessa tarefa há que partir de um axioma, o de que a liberdade prevalece sobre a segurança, pois os direitos fundamentais, sobretudo os direitos fundamentais de liberdade, são direitos absolutos, ou, pelo menos, quase absolutos, não podendo estar condicionados pelo legislador, nem podendo ser postos em causa por comportamentos da Administração, entendida num sentido amplo, de modo a abranger as actuações policiais. Enfim, a segurança é um instrumento da liberdade.
 
Depois, há que considerar a imposição da legalidade nas actuações policiais, a par dos demais princípios da actividade administrativa enunciados no art. 266.º da CRP, relevando aqui as actuações abrangidas no desenvolvimento de acções auxiliares das autoridades judiciárias na prevenção, investigação e repressão da criminalidade (in casu, seria a investigação e repressão, mas com o sentido da prevalência da lei, que inviabiliza quaisquer medidas que contrariem a lei e a fonte suprema da CRP).
 
Ora, a lei de segurança interna reflecte todo este quadro acabado de pincelar, pois estabelece que a actividade de segurança interna, compreendendo as funções da PSP, tem de respeitar a legalidade democrática, exerce-se nos termos da CRP e da lei, e as medidas de polícia são as previstas na lei, sendo uma delas a identificação das pessoas suspeitas, que se encontrem em lugar público ou aberto ao público ou sujeito a vigilância policial.
 
***** 
 
Feito este apanhado, o que fica, em jeito de conclusão, é uma actividade ilegal e ilícita da autoridade policial, com violação do direito ao sigilo profissional dos jornalistas, na procura de um visionamento e gravação dos acontecimentos de 14 de Novembro, através das imagens e sons colhidos pelas equipas televisivas, e que só pode explicar-se por um interesse da autoridade policial na possível identificação de presumíveis suspeitos que participaram nesses acontecimentos.
 
Tudo isto, porém, à margem dos princípios gerais e fundamentais que regem a actividade de segurança interna, sem cabimento na tipologia das medidas de polícia e afora de qualquer autorização de autoridade judiciária. O que, além de inconstitucional e ilegal, acarreta, no limite, responsabilidade criminal, por ilícitos contra bens jurídicos pessoais (como está previsto no art. 44.º da Lei de Protecção de Dados Pessoais, quanto a acesso indevido a dados pessoais, e no art. 199.º, n.º 2, b), do Código Penal, quanto a gravações ilícitas).
 
Ainda que, por hipótese, a gravação do visionamento dos acontecimentos de 14 de Novembro chegasse, como chegou, por via tortuosa, às mãos da autoridade policial, a prova assim obtida nunca poderia ser utilizada em processo penal, por não obedecer ao condicionalismo legal e por faltar a autorização judicial prévia. 

Um bocadinho mais além…um bocadinho mais bacoco… nem mereces uma bala na testa

Novo líder da JSD quer acabar com saúde e educação gratuita para todos.

O futuro líder da JSD defende o fim da educação e da saúde tendencialmente gratuitas em Portugal. Estas é uma das ideias mais polémicas da moção “Cumprir Portugal”, que Hugo Soares – único candidato à liderança – vai levar ao congresso dos jovens social-democratas, que hoje começa em Fátima.

O candidato à liderança considera, no documento, que é “hipócrita e socialmente iníqua a tendencial gratuitidade da educação e da saúde, levando a que haja espaço para uma educação/saúde de primeira e de segunda”. “Pagando todos o mesmo, a afectação de recursos é feita de forma ineficiente. Quem tem mais tem de pagar mais, para podermos proteger aqueles que têm menos rendimento”, acrescenta, na moção, o próximo líder da JSD.

A proposta surge no âmbito do “debate da revisão constitucional” que os jovens social- -democratas querem lançar na sociedade portuguesa com urgência, sobretudo em relação às funções do Estado. Em declarações ao i, Hugo Soares sublinha que “acabou o tempo em que todos pagam o mesmo, independentemente dos seus rendimentos”, dizendo mesmo que não concebe “uma sociedade em que alguém que ganha 700 euros pague o mesmo que alguém que ganha 2 mil euros” pelo acesso a um serviço de saúde. O também deputado social-democrata admite, porém, que no caso da educação estes princípios se aplicam “sobretudo ao ensino superior e profissional”.

Prós e Prós e a violência do sistema

Esta noite aquele pseudo-programa de debates da RTP1 vai fazer mais uma homilía desta vez dedicada aos esforços policiais para manter a ordem do sistema em que convidaram para fazer o contraditório uma tal de Adriana que têm paixão por homens de farda e que sente um forte impulso para os abraçar.

Os “organizadores” da manif de 15 de Setembro já demonstraram o óbvio desagrado pelo figurino e recusaram-se e bem a ir ao embuste.

Convém relembrar que a polícia enquanto corpo defende o que os senhores do poder lhe dizem para defender. Muitos podem nem perceber que também estão a preparar cortes que os vão afectar directa e indirectamente nos tempos futuros e são os lacaios mais perigosos.

Mas nota-se pelo vídeo acima que os polícias enquanto pessoas começam a ficar à rasca quando têm de cumprir ordens estapafurdias ou fazem asneira da grossa. Assim parece que há agora uma lei em que temos de pedir para filmar um agente de autoridade na rua a cumprir o seu pertenso dever. Já no ISCSP foi a mesma coisa.

Que fique claro: Não temos medo!

15 de Setembro, fim da silly season: Manifestação: Que se Lixe a Troika! Queremos as nossas Vidas!

 

 Às 15H na Praça José Fontana.

É preciso fazer qualquer coisa de extraordinário. É preciso tomar as ruas e as praças das cidades, das nossas cidades e dos nossos campos. Juntar as vozes, as mãos. Este silêncio mata-nos. O ruído do sistema mediático dominante ecoa no silêncio, reproduz o silêncio, tece redes de mentiras que nos adormecem e aniquilam o desejo. É preciso fazer qualquer coisa contra a submissão e a resignação, contra o afunilamento das ideias, contra a morte da vontade colectiva. É preciso convocar de novo as vozes, os braço…

s e as pernas de todas e todos os que sabem que nas ruas se decide o presente e o futuro. É preciso vencer o medo que habilmente foi disseminado e, de uma vez por todas, perceber que já quase nada temos a perder e que o dia chegará de já tudo termos perdido porque nos calámos e, sós, desistimos.

O saque (empréstimo, ajuda, resgate, nomes que lhe vão dando consoante a mentira que nos querem contar) chegou e com ele a aplicação de medidas políticas devastadoras que implicam o aumento exponencial do desemprego, da precariedade, da pobreza e das desigualdades sociais, a venda da maioria dos activos do Estado, os cortes compulsivos na segurança social, na educação, na saúde (que se pretende privatizar acabando com o SNS), na cultura e em todos os serviços públicos que servem as populações, para que todo o dinheiro seja canalizado para pagar e enriquecer quem especula sobre as dívidas soberanas. Depois de mais um ano de austeridade sob intervenção externa, as nossas perspectivas, as perspectivas da maioria das pessoas que vivem em Portugal, são cada vez piores.
A austeridade que nos impõem e que nos destrói a dignidade e a vida não funciona e destrói a democracia. Quem se resigna a governar sob o memorando da troika entrega os instrumentos fundamentais para a gestão do país nas mãos dos especuladores e dos tecnocratas, aplicando um modelo económico que se baseia na lei da selva, do mais forte, desprezando os nossos interesses enquanto sociedade, as nossas condições de vida, a nossa dignidade.

Grécia, Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, países reféns da Troika e da especulação financeira, perdem a soberania e empobrecem, assim como todos os países a quem se impõe este regime de austeridade.
Contra a inevitabilidade desta morte imposta e anunciada é preciso fazer qualquer coisa de extraordinário.

É necessário construir alternativas, passo a passo, que partam da mobilização das populações destes países e que cidadãs e cidadãos gregos, espanhóis, italianos, irlandeses, portugueses e todas as pessoas se juntem, concertando acções, lutando pelas suas vidas e unindo as suas vozes.

Se nos querem vergar e forçar a aceitar o desemprego, a precariedade e a desigualdade como modo de vida, responderemos com a força da democracia, da liberdade, da mobilização e da luta. Queremos tomar nas nossas mãos as decisões do presente para construir um futuro.

Este é um apelo de um grupo de cidadãos e cidadãs de várias áreas de intervenção e quadrantes políticos. Dirigimo-nos a todas as pessoas, colectivos, movimentos, associações, organizações não-governamentais, sindicatos, organizações políticas e partidárias, que concordem com as bases deste apelo para que se juntem na rua no dia 15 de Setembro.

Dividiram-nos para nos oprimir. Juntemo-nos para nos libertarmos!

Ana Carla Gonçalves, Ana Nicolau, António Costa Santos, António Pinho Vargas, Belandina Vaz, Bruno Neto, Chullage, Diana Póvoas, Fabíola Cardoso, Frederico Aleixo, Helena Pato, Joana Manuel, João Camargo, Luís Bernardo, Magda Alves, Magdala Gusmão, Marco Marques, Margarida Vale Gato, Mariana Avelãs, Myriam Zaluar, Nuno Ramos de Almeida, Paula Marques, Paulo Raposo, Ricardo Morte, Rita Veloso, Rui Franco, Sandra Monteiro, São José Lapa, Tiago Rodrigues.

 

 

Maravilhas e maravalhas do ensino superior privado

O caso da licenciatura do Relvas (e em certa medida a de Sócrates, se bem que relativamente menos escandalosa) não se pode resumir à sua trafulhice pessoal e às redes de interesses dele com a Universidade Lusófona.
Desde o boom das faculdades privadas nos fins dos anos oitenta e principios dos anos noventa que polularam faculdades privadas que ofereciam cursos e equivalências de toda e qualquer coisa.
Lembro-me bem dos dirigentes associativos dessas escolas com 2 ou 3 anos de existência a dissertarem profundamente sobre a tradição académica das suas faculdades, sobre a qualidade intrínseca das mesmas ao ponto de criar uma náusea e desconforto a pessoas de faculdades e universidades centenares e que se cagavam de alto para as tradições.
Lembro-me dos discursos inflamados desses dirigentes a dizer que tinham escolhido o ensino privado porque tinham preferido a qualidade do ensino.
Lembro-me que se descobriu que nalguns casos os dirigentes das associações de estudantes dessas escolas, tipicamente militantes destacados do psd, tinham isenção do pagamento de propinas devido a uma reinterpretação muito lata do Estatuto do Dirigente Associativo.
E claro lembro-me dos inúmeros escandalos dos polos que foram criados em várias pequenas cidades e vilas dessas universidades sem qualquer estratégia e sem qualquer sentido e que acabaram tão depressa quanto começaram com grandes e graves problemas para aqueles que as frequentaram.
E agora, vinte anos passados, começam a ver-se os podres destas maravilhas e maravalhas.

O show ainda vai no adro.

Em Espanha luta-se!

No dia em que foram anunciadas duras medidas de austeridade, medidas essas que o governo negou durante a campanha e quando pediu dinheiro, as ruas estão assim: os mineiros chegaram a Madrid e a população saíu à rua para estar com eles.

A polícia fez o que lhe é pedido pelos salvadores de bancos e afins.

 

Movimento Sem Emprego – Manifestação dia 30


Pelo direito ao trabalho e por políticas de pleno emprego!
Cavaco Silva disse, há pouco tempo, que 10.000 euros por mês não lhe chegavam para as despesas. Miguel Relvas e Passos Coelho já afirmaram em público que os jovens só terão melhoria na sua vida se emigrarem, e in…sultaram os que ainda não o fizeram dizendo que «não querem sair da sua zona de conforto». Agora, Passos Coelho diz que «o desemprego é uma oportunidade para mudar de vida» e que não se deve «estigmatizar» um despedimento.
É notório o desrespeito dos membros do Governo, dos deputados da maioria, e do Presidente da República, em relação aos trabalhadores desempregados. Desrespeito que já vem de longe entre os partidos que nos governam: não esquecemos que José Sócrates assinou um memorando com a troika onde está escrito, preto no branco, que é preciso reduzir de 24 para 18 meses o tempo do subsídio de desemprego porque «a actual duração do subsídio não estimula a procura de trabalho»!
Os desempregados não são calaceiros. São as vítimas da política de PS, PSD e CDS, de há muitos anos, de destruição da economia nacional, destruição da protecção laboral, venda ao desbarato de empresas públicas, permissividade total aos negócios mais mirabolantes no sector privado – com o seu cortejo de falências, deslocalizações, despedimentos colectivos, «lay-offs» -, ausência absoluta de um modelo económico que não assente em trabalho barato e sem qualificações. Se há desemprego não é por culpa da falta de empreendedorismo, de proactividade, de dinâmica e espírito de iniciativa dos desempregados: é porque há a decisão política de não investir na economia. A decisão política de não qualificar os trabalhadores. A decisão política de não negociar em favor de Portugal junto da UE. A decisão política de prejudicar os trabalhadores e beneficiar o capital.
Porque rejeitam todas estas decisões políticas, e sobretudo porque sentem vivo repúdio por quem lhes destruiu o emprego e ainda os culpa por isso, os desempregados vão sair à rua em todo o país, convidando a juntar-se-lhes todos os partidos políticos, todos os sindicatos, todas as associações, todos os movimentos sociais, todos os colectivos, e todos aqueles que rejeitem esta política de insulto a quem não trabalha por decisão política dos partidos ao serviço do capital.
O desemprego não é uma oportunidade: o desemprego é uma catástrofe nacional, cujos culpados não são os desempregados, nem os imigrantes, nem as conjunturas, nem as inevitabilidades: os culpados são os partidos cujas políticas criaram, maciçamente, o desemprego, e que têm ainda a suprema desfaçatez de atirarem a culpa para o agredido por eles!

Despejo ILEGAL de São Lázaro a acontecer neste momento

A PSP e Polícia municipal está a despejar ILEGALMENTE a casa okupada de São Lázaro. Pede-se a todos que possam que se desloquem lá.
Via Portugal Uncut
Está a acontecer. Todos a São Lázaros, para aqueles que morarem perto! 20 polícias a agir contra uma providência cautelar. Ocupantes dizem que é ilegal.
A providencia cautelar apresentada dá 90 dias para “seja o que for”. E o “seja o que for” inclúi, obviamente, permanecer na residência.
Hoje agentes da polícia apareceu a Policia Municipal com a Equopa de Intervenção Rápida.
A “equipa” que até ao momento está a infringir a lei, é composta por uma carrinha da polícia, um carro de patrulha, duas carrinhas da PM, um carro de uma transportadora, Estão no local cerca de 15 polícias.
Existe ainda uma notícia não confirmada de que uma pessoa já foi para a esquadra, no entanto ninguém está a ser arbitrariamente detido.
Pelas 11h começaram detenções e agressões.
A confirmar-se, esta é uma ordem ilegal, que não cumpre a providência cautelar em que favorecia os ocupantes deste andar em Lisboa.
Para mais desenvolvimentos podem consultar este post no blog da ocupação, que será actualizado ao longo do dia.
Na Rua de São Lázaro, 94, há mais de um mês que se luta por uma ocupação legal.
Via Indymedia

Xeque-mate (?!)


Depois de uma manhã cinzenta em que Passos Coelho revelou que : “Relvas comportou-se com a correcção e transparência devidas” nada como uma tarde cheia de sol em que se percebem as mentiras da erva daninha e fica claro que “Relvas omitiu negócios com Silva Carvalho”.
Até temos a data e tudo: “A assinatura deste acordo, que Silva Carvalho e Relvas negociaram pessoalmente, foi feita no dia 21 de junho de 2011, no mesmo dia em que Relvas tomou posse como ministro. Já não era, há um mês, administrador da Finertec.”
Em qualquer lado civilizado isto era xeque-mate… será que o relvas ainda mantém confiança no passos para se auto-demitir?
Hoje ainda há relvas na comissão parlamentar… vai sair mais forte!!!
ADENDA: olha outro jornal a fazer o serviço que é pedido aos orgãos de comunicação social aqui: “Nos SMS enviados por Jorge Silva Carvalho a Miguel Relvas em 2011 constam os nomes de duas operacionais dos serviços secretos.”
Foi apenas mais um cliping.