Armament

Cada coração é uma célula subversiva
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Francis Baker’s “Armament” — heart-shaped molotov cocktail “inspired by the Egyptians and the so called Arab spring.”
Por acaso tenho a ideia de que os gregos têm mais experiência e tradição nisto.
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Falando em gregos, alguém adivinha quem é este jovem caçador de comunistas ?
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É Makis Voridis, “O Martelo” , nos anos 80, ao serviço da sua Alternativa Estudante, alguns anos antes de fundar a sua Frente Nacional Helénica. Agora continua seu serviço dos mesmos ideais, mas como Ministro do governo da Grécia, usa outro tipo de martelos.
[corrigido por causa dos comentários do anónimo – obrigado]

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Retaliação

Parece que um grupo de hackers está a retaliar contra o bloqueio à Wikileaks e a perseguição a Julian Assange. Até deixaram instruções precisas de como qualquer um de nós pode facilmente participar neste processo de hacking às redes mastercard e visa. Parece que é só seguir as instruções deste link, 6 passos simples sob o título “Windows” ou “Mac/Linux”, dependendo do sistema.
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A Bolha

Quem quer que seja o responsável por rebentar essa bolha, não só ficará fora do poder durante décadas, como terá que se esconder no bunker mais profundo que encontrar. É por isso que ninguém se atreve a ser o tipo que rebentou a bolha e é por isso que qualquer esquema de pirâmide será, até conseguirmos, substituído por um esquema ainda maior. Acho que foi o insuspeito Rui Tavares que disse que preferia salvar a economia e o sistema capitalista do que deixá-lo colapsar deixando centenas de milhões na miséria.
Remember how popular that made every politician in Washington? Still wondering why they coughed up a trillion bucks? They were scared for their lives; that’s why they voted for that bailout. You’d have done the same goddamn thing. But if we go after everyone guilty of fraud and theft, the market crash this country would see would make 2008 look like Sesame Street.
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Não há fraudes na economia financeira. As economia financeira é a fraude.

O Astrónomo

Tenho boas razões para pensar que o planeta de onde o principezinho tinha vindo era o asteróide B612. Este asteróide foi visto ao telescópio uma única vez, em 1909, por um astrónomo turco.
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Nessa altura, o cientista fez uma grande demonstração da descoberta a um Congresso Internacional de Astronomia. Mas ninguém o levou a sério por causa da maneira como estava vestido. As pessoas crescidas são assim.
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Felizmente, para a boa reputação do asteróide B612, um ditador turco lembrou-se de impor ao seu povo, mas impor-lhe sob pena de morte, que passasse a trajar à ocidental. O astrónomo tornou a fazer a demonstração em 1920, agora muito bem posto. E toda a gente a aceitou.
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Holy Smoke

Sabiam que no Vaticano um maço de Marlboro são 1,5€ e um volume 16€ ? E que é um grande pequeno negócio? Ah pois é, paraíso fiscal, então os andorranos aproveitavam e os vaticanos não?

Agora não digam que não aprendem nada neste blogue.

Da culpa

Para controlar a escumalha que anda a pé, e que se atreve a achar pode usar a rua, a PSP para anunciou que vai colocar agentes à paisana pelos passeios. Ao medo de ser atropelada, acrescerá agora o medo de ser agarrada a atravessar fora de uma passadeira.
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Quem em Lisboa utilize os transportes públicos suburbanos das 5 às 8 depara-se com uma realidade diferente da dos anúncios da televisão. Apinhados, são raros os homens, poucas as portuguesas, poucas as “brancas”.
Há 2 anos na saída dos barcos do barreiro, no terreiro do paço, uma rapariga branca vinha da discoteca às 5 da manhã, a mais de 120 km/h, passou o vermelho e colheu a vida a duas senhoras cabo-verdianas, que sustentavam uma família que agora é orfã. O facto de serem cabo-verdianas provavelmente seria relevante nos comentários de café se estas tivessem provocado desacatos ou cometido crimes – assim, será menos. Estas coisas são chamadas de “acidentes”. A culpa é do perfil da estrada, é dos carros difíceis de controlar, do cansaço. Mesmo quando não morre solteira, as condenações mais veements são por “homicídio por negligência”, que, no caso de se assassinar 17 pessoas, dão direito a alguns meses por pessoa, de pena … suspensa. Com direito a comiseração pela responsável, abraços aos membros da família. Afinal são acidentes, o condutor não tem culpa. Responsáveis políticos, também não os há, o caso extremo é o Jorge Coelho, responsável político pela tragédia da ponte de Entre-os-Rios, que se demitiu em sequência dela, e que está agora aos comandos da empresa de construção (de pontes e estradas) que mais contratos ganha do Governo. Portugal é o país com mais crianças atropeladas na UE (destacado, o dobro da grécia, o segundo classificado) e nem por isso se fala muito no assunto.
A diferença entre peão/utilizador de transportes públicos e automobilista é uma diferença de classe, uma diferença de realidade, e todos sabemos em que classe estão os governantes, sob os óculos de que classe vêem o mundo, para que classe governam, e a importância que dão à vida dos escravos.
Conduzir é uma questão de classe.

Da liberdade de expressão e asseio do espaço público

Os Caretos de Lisboa, a poucas semanas do desmantelamento da linha do Tua, espalharam pinturas de molde pela cidade – um último grito de protesto contra mais um afundamento social para Trás-os-Montes. As placas alusivas ao documentário Páre, Escute e Olhe surgiram nas paredes da Estação de Santa Apolónia, nas sedes do Ministério das Obras Públicas, do Ambiente, da EDP e da CP – paredes que, digamos assim, não são conhecidas pelo seu asseio.
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Ficou desfeito o mito do descuido com a coisa pública – passado uma semana todas as paredes estavam limpas. Assear as fachadas de Lisboa, quimera aparentemente titânica para as sucessivas edilidades, é afinal trivial – a da EDP aos primeiros raios de Sol já estava a ser apagada. Em Santa Apolónia rapidamente se desenrascaram também umas pinceladas de azul mais forte, para encobrir este lembrete de que, lá longe, se destroem ligações e se afoga um povo.
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Outros graffities, borradas e lembretes, considerados mais inócuos pelos visados, lá se mantêm nas paredes das respeitáveis instituições, alguns deles há já uns anos.
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